| Entrevista com |
António Payan Martins |
Dados Biográficos
ANTÓNIO PAYAN MARTINS
Tem 54 anos, foi professor universitário na Faculdade de Direito da Universidade Católica até 2005 e dedica hoje o seu labor profissional, em exclusivo, à advocacia. Quando era estudante frequentava os leilões de livros antigos sobretudo para ouvir o que os bibliófilos diziam, porque gostava de complementar as descrições dos respectivos catálogos. Via o livro como uma cápsula do tempo, e passou também a vê-lo como um objecto estético a partir do momento que começou a frequentar, no Bairro Alto, uma oficina de encadernação. Foi a partir do Direito e da História do Direito que se interessou pelos livros e se tornou coleccionador, continuando o Direito a ser o foco central da sua biblioteca. A partir daí, os seus interesses alargaram-se para a História e a Política, a Diplomacia, a Geografia, a Literatura infantil, os Livros antigos portugueses. Colecciona também epístolas e outros manuscritos porque encontra neles uma fonte e a luz da personalidade dos autores. De Charles-Louis de Montesquieu a Fernando Pessoa ou de Francisco Suarez a Luiz Pacheco, entre tantas outras histórias de sucesso de caça ao livro raro, como testemunham os metros de estantes de vários espaços que dispõe, partilha connosco algumas, e também muito boas, histórias dos livros que não conseguiu adquirir.