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Portucalense Editora, Barcelos, 1937. In-8º de XVI-177 págs. Brochado. Exemplar imaculado, por abrir, com o papel apresentando-se estruturalmente forte, de tão bem conservado.
Trata-se da terceira edição da obra, sendo a primeira raríssima, de 1570, conhecendo-se unicamente 6 exemplares em bibliotecas públicas, 4 em Portugal. Conheceu uma segunda edição em 1829 pela Tipografia Rolandiana.
Da nota bio-bibliográfica ao abrir do volume:
" ... Escreveu êste livro um religioso dominicano, Fr. Gaspar da Cruz, que viveu no Oriente, como missionário, durante 21 anos.
Natural de Évora, Fr. Gaspar da Cruz professou no convento dominicano de Azeitão, e em 1548 partiu para a Índia com 12 com-panheiros, sob a autoridode de Fr. Diogo Bermudes. Fundou um convento em Goa e outro em Malaca. Em 1556 partiu para a China como missionário. Em 1569 regressou a Portugal, justamente quando uma epidemia de peste dizimava os habitantes de Lisboa. Eleito bispo de Malaca, resignou essa honra e consagrou-se à assistência moral e material dos doentes.
Declinando mortalidade em Lisboa, mas recrudescendo em Setúbal a vinolência da epidemia, para ali se dirigiu Fr. Gaspar da Cruz. Vítima da sua dedicação, foi tocado da fatal doença e faleceu em 5 de Fevereiro de 1570.
No Prologo da obra. Fr. Gaspar da Cruz declara ter relatado o que viu e também o que lera «em hũ compendio de um homem fidalgo que cativo andou pela terra dentro». Mais adiante, no capítulo VII, refere o nome dêsse fidalgo: Ouvi a hü homem fidalao e de credito por nome Galiote pereira, hirmão do alcayde moor darrayolos, que nesta cidade de Cansi esteve, sendo cativo, que, com as casas destes parentes del Rey serem tantas e tam grandes, que era tamanha ha cidade que parecia estas casas ocuparem muy pouco della e fazerem nella pouca mossa : e assi ho tinha escrito em hü seu roteiro donde eu tirey muito do que aqui digo: de maneira que ha grandeza da cidade escondia em si a multidão e grandezas destas casas ... "