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CATÁLOGO DA NOTAVEL E PRECIOSA LIVRARIA QUE FOI ILUSTRE BIBLIÓFILO CONIMBRICENSE CONDE DE AMEAL (Joáo Correia Aires de Campos) dirigido por José dos Santos com uma introdução pelo erudito escritor Gustavo de Matos Sequeira, sob direcção de João Vicente da Silva Coelho.
Tip. da Sociedade de Papelaria Ldª; Porto, 1924. In-4º de (12) - 774 págs. Encadernação inteira de percalina castanha com rdizeres dourados na lombada, 5 casas abertas. Aparo marginal. Preserva as capas de brochura e ostenta um ex-libris heráldico de Eugénio de Castro e Almeida (neto do poeta Eugénio de Castro).
Trata-se do catálogo bibliográfico da talvez da mais imponente biblioteca de livros antigos, desde incunábulos até séc. XIX, que foram vendidos no séc. XX, pelo distinto livreiro e bibliófilo José dos Santos.
DE GRANDE RARIDADE E MAIOR IMPORTÂNCIA COMO FERRAMENTA DE CONSULTA E ESTUDO PARA QUALQUER BIBLIÒFILO DE LIVROS ANTIGOS.
No prefácio lemos as palavras de Matos Sequeira:
" ... A opulenta livraria que vai vender-se e dispersar-se para enriquecimento de outras, neste constante movimento livresco gerado do desmoronamento inevitável das grandes bibliotecas e da organização de novos edifícios bibliográficos, proveio dos ricos mananciais de erudição obtidos pelo desvelo, pelo gôsto e pelo saber do notável coleccionador Conde do Ameal, do Dr. João Correia Aires de Campos, arqueólogo sabedor e eminente bibliófilo, cujo conselho e cujo informe o próprio Inocêncio sôbremodo estimava, do Dr. João de Sande de Magalhães Mexia Salema, antigo lente da Universidade de Coímbra e do Dr. José de Sande de Magalhães Mexia Salema, antigo Ministro e Par do Reino. Reunidas as quatro bibliotecas, que se completaram com a diversidade dos géneros literários coleccionados-por cada um dos seus organizadores, houve, evidentemente, uma valorização e essa valorização denuncia-se aos olhos menos experimentados no exame bibliográfico. A livraria que se apresenta por comodidade epigráfica e por simplicidade descritiva, sob o nome do «Conde do Ameal» é riquíssima em livros de Arte, em edições luxuosas, onde os primores da impressão se juntaram à preciosidade das gravuras, e em artísticas encadernações que guardam condignamente o interêsse dos textos. (...) Espécimes raros, de alto valor bibliográfico, são abundantíssimos também e poucas vezes terá aparecido ao apetite dos colecionadores tanta e tão escolhida iguaria ...".