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Coimbra Editora, lda, Coimbra, 1945. In-8º de 63-(1) págs. Brochado, impecável. Rúbrica de posse coeva no ante-rosto, de poeta da geração coimbrã de sessenta. Miolo impecável, muito bem conservado.
PRIMEIRA EDIÇÃO do segundo livro de poesia do autor, publicado num ano de significativo frémito mundial e que Oslavldo Silvestre considera ser " ... ao lado de Alcateia, o ponto mais alto do seu empenhamento político, constituindo na sua obra como que um díptico proletário em que encontramos temas, tópicos e mesmo personagens recorrentes ...".
A obra remete-nos aos difíceis tempos vividos pelo regime fascista então vigente. Um livro impregnado de revolta, e sobretudo de sensibilização pela pobreza que imperava em Portugal em geografias rurais menos favorecidos. Uma pátria maternal aqui representada pela "Mãe Pobre" que aclama por um despertar através da incitação à acção ...
Laureano Barros, 4064.
Segundo Carlos Nogueira (UNL), "... em Mãe Pobre, livro de poemas de Carlos de Oliveira publicado no final de 1945, é um caso singular de popularismo neo-realista articulado com uma dimensão épica e trágica de matriz romântica (garrettiana) e neo-romântica. (...) Há, nesta obra, prosseguindo as primeiras ideias de Carlos de Oliveira sobre a poesia, ou sobre a literatura e a arte em geral, uma adesão ao genuinamente nacional e popular que ultrapassa em larga medida o popularizante mais comum. No processo de assimilação do espírito dito do povo e das suas tradições poéticas, o arquétipo colectivo aparece mais como infra-estrutura do que como estrutura imediatamente visível ou assumida como tal...".nto mais alto do seu empenhamento político, constituindo