DISCURSO DO SR. DEPUTADO PELA TERCEIRA J. B. DE ALMEIDA GARRETT, na discussão da resposta ao discurso da Coroa, pronunciado na Sessão de 8 de Fevereiro de 1840
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O CONCELHO DE CUBA - SUBSÍDIOS PARA O SEU INVENTÁRIO ARTÍSTICO
Guimarães & c.ª Editores, Lisboa, 1973. In-8.º de 318-(1) págs. Br. Capa de brochura ilustrada com um desenho de António Soares. Exemplar em excelente estado de conservação.
PRIMEIRA EDIÇÃO da obra em que Agustina Bessa Luís, pela primeira vez, transpõe os caminhos da ficção e se detém num personagem histórico.
Santo António de Lisboa, cuja história, durante séculos, resistiu a ser soterrada pelo panegírico e acabou por ser encarada como exercício de eruditos, aparece-nos, a nós os leigos, ora fleumático, ora diáfano. A sensibilidade popular converteu-o num santo fácil e caseiro; nisto veio a dar aquele que, por índole e por carreira, se entregou ao convívio das causas humanas. Santo António foi sobretudo um asceta, o que não quer dizer uma natureza solitária. O asceta, a par da saudade de morrer, anda constante com a paixão da vida. Amou o mundo por algo que era nostalgia da felicidade. E os homens corresponderam-lhe com gratidão, que é amor por quem se afeiçoa às experiências deles, ainda que sem ilusão e familiaridade. Possui o Santo as sete energias instauradas pela inteligência: possui o intelecto individual que participa da eternidade da inteligência e está muito acima do pensamento; possui a verdade; possui a alegria, pois a alegria brota da plenitude do conhecimento; possui a prova apodítica; e também a vida, porque a vida é inseparável da inteligência, e são como mortos os que a ignoram. Possui a perfeição. E o êxtase perante o mundo supersensível. (...)