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continuação do título:
... colhido da doutrina dos Santos Padres e de varios Doutores e Mestres de espirito, aplicado à perfeição da vida religiosa sobre o psalmo Beati immaculati in via. Segundo a exposição do Doutor Seraphico São Boaventura sobre o mesmo psalmo.
Na Officina de Manoel Dias, Coimbra, 1656. In-8º de (22)-555-(8) págs. Encadernação do séc. XIX, meia inglesa em pele mosqueada, com lombada de 5 casas abertas, unicamente decorada com filetes simples triplos e rótulo de pele vermelha, com dizeres também dourados. Aparo marginal generalizado. Miolo muito fresco e limpo, mantendo a sua sonoridade original. Carimbo de posse de antiga instituição extinta. Pele com ligeiras falhas superficiais. Pequeno rótulo de papel antigo, de numero de ordem de biblioteca, no pé da lombada.
Esta obra constitui umas das primeiras cinco impressas por Manoel Dias (1643-1691) e não foi publicado o segundo volume.
Belíssima portada gravada em chapa de cobre subscrito Joaõ Bautista feci. Segundo o Dicionário de iconografia portuguesa (2º suplemento, nº 5112) o autor vem representado de joelhos diante de Santa Clara e de S. Francisco oferecendo a sua obra. Na portada além destes santos, vêem-se também, em pequenos nichos S. Boaventura, Santo António, S. Bernardino.
Esta obra constitui um importante manual pedagógico moralista do séc. XVII que se debruça sobre a perfeição religiosa na linha de uma tendência em que se tem vindo a privilegiar o magistério de São Francisco de Sales, obscurecendo, de algum modo, a influência que autores espirituais de Quinhentos sobre ele exerceram deste ponto de vista. Neste período circularam um número considerável de obras, de natureza mais compósita e ambígua que equacionavam comportamentos espirituais, morais e sociais, no sentido de bem viver, com propostas de paradigmas cristãos de virtudes nas várias situações de vida em sociedade e frequentemente também no momento da morte. (Zulmira Santos, Dicionário de História Religiosa de Portugal, vol. J-P, pp.125-130).
Avila Perez, 4523 ("Clássico, muito raro e valioso")
Barbosa Machado II, 2
Inocêncio 2, 254 (" ... livro estimado pela sua boa linguagem, e mui raros ...")
Manuel dos Santos, Bibliografia geral III, 7667
Monteverde 3285 (" estimada e rara ")
Pinto de Matos, 367 (" ... é livro estimado ...")
Samodães 1, 1926 (não menciona portada)