Descrição:
Typographia Rolandiana, Lisboa, 1786. In-8º de 232 págs. Encadernação coeva inteira de carneira mosqueada. Lombada com 5 casas abertas, decoraçao simples com floreados e filestes dourados e rótulo de pele castanha com dizeres também dourados. Mantem a sonoridade original do papel, fino trabalho marginal de traça no canto inferior direito exclusivo das primeiras folhas. Corte carminado geral das folhas. BELO EXEMPLAR.
Cremos tratar-se da primeira tradução portuguesa do texto francês Dialogo dos Mortos de François de Fénelon (1651-1715) , escrito entre 1700 e 1712, em que o autor opõe duas figuras antagónicas, numa espécie de julgamento post-mortem, onde são revistos e avaliados os actos que ambos praticaram durante a vida. Mais do que uma cartilha para a educação de "um bom governante", pode ver-se nestes diálogos um protesto contra os que dirigem os povos apenas para os explorar, contra os hipócritas que tornam miseráveis as nações para servir o seu orgulho e o seu interesse, contra os que sacrificam as possibilidades de progresso ao gosto da autoridade e da glória guerreira. Sobre a autoria deste texto, o tradutor João Rosado de Villa-Lobos e Vasconcelos (Beja ? - Évora 1786) não faz qualquer referência na sua Prefação indicando no frontspício ser atribuido a um anónimo. Rosado ("filho bastardo de D. José de Bragança"), foi bacharel pela Universidade de Coimbra e Professor Régio de Retórica e Poética, na cidade de Évora. É autor de mais de uma dezena de obras didácticas sobre história e literatura em que se dedica especialmente orientar pais e mestres na educação dos próprios filhos e de discípulos, através de aconselhamentos edificantes que sintetizam regras e interdições.
Biblioteca Nacional, SA 1844 P
Inocêncio IV, 30
Descrição:
Na Officina de Bernardo da Costa de Carvalho, Impressor do Serenissimo Senhor Infante, Lisboa, S/d. (1722). In-4º de XVIII-156 págs. Encadernação coeva (?) em pele, com decoração dourada moderna na lombada. Ilustrado em extra-texto com 2 gravuras de B. Picart: uma representando de Lisboa antes do terramoto de 1755, encimada por dois anjos segurando o brasão real e a segunda com o retrato do autor datado de 1721. Seguem-se 45 estampas com alfabetos, penas e desenhos caligráficos da autoria de Andrade datadas de 1718. Borba de Morais, na sua Bibliografia Brasileira do Periodo Colonial, p. 136 refere a existência de três impressões, contestando assim a descrição em Inocêncio (V, 336) que refere apenas duas. refere ainda que a primeira tiragem da obra corresponde a que tem 7 folhas preliminares inumeradas além do frontspício e a portada alegórica, situação essa que se verifica no exemplar que se apresenta.
Encadernação ligeiramente coçada, ocasionais picos de humidade em algumas folhas, com raras manchinhas de tinta.
PRIMEIRA TIRAGEM EM PRIMEIRA EDIÇÃO, muito valiosa e rara.
Descrição:
Na officina de Miguel Rodrigues Lisboa, 1744. In-8º de 11 ff. inumeradas + 54 págs. Encadernação modesta, séc. XIX. Pertence manuscrito e ex-libris no verso da pasta anterior. Impressão sobre papel de magnífica qualidade, de elevada gramagem. Aparo marginal, apresentando ainda assim, margens largas. Insignificante trabalho de traça pontual e exclusivo junto da charneira.