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Descrição:
Jackson and Lister, Oxford, 1778. In-4º de (4)-CCXXXVI, 496 págs..: 1 gravura + 1 mapa desdobr. Encadernação séc. XIX (?) inteira de carneira, com efeito arbóreo à custa de pigmento vermelho e carmim sobre carneira. Lombada de 6 casas fechadas, com rótulo de pele castanha escura com dizeres dourados. Pastas e seixas com dourados, guardas em papel antigo marmoreado em tina manual. Ligeiro aparo marginal, leve acidez e encadernação com patine espongeada. BELÍSSIMO EXEMPLAR com ex-libris no verso da pasta anterior.
Trata-se da segunda edição da tradução, preferida à primeira (1655) de Richard Fanshaw pelos acrescentos na Introdução e no canto VII (“Enquiry into the religious tenets, and philosophy of the Brahmin”, de pp. 303 a 332. ) pelo célebre tradutor Julius Mickle, ilustrada com uma água forte alegórica junto ao rosto e um mapa desdobrável, descrevendo a viagem de Vasco da Gama.
W. Mickle (1734-1788), poeta escocês, natural de Langholm, foi o segundo tradutor d' Os Lusíadas, mais de um século depois de Richard Fanshaw, em 1655. Esta segunda edição (a primeira data de 1776), sofreu alguns adições, em relação à primeira em que foi ainda, além dos aspectos acima referidos, foi introduzida uma dissertação a seguir ao canto VII.
José do Canto, 317.
Descrição:
Por Mateo Fernandez, Madrid, 1659. In-8º de XII-182-(2) ff numeradas pela frente. Encadernação da época inteira de pele, com defeitos na coifa e lombada com ligeiurs falhas de pele. Vestígios de rótulo gravado. Pequeno trabalho de traça marginal, sem prejuizo de leitura. Corte das folhas carminado, com margens curtas. Na obstante dos defeitos apontados e das folhas com ligeiríssima acidez, corresponde a um muito bom exemplar.
Trata-se da EDIÇÃO ORIGINAL desta clássica e muito influente obra da literatura espanhola do século XVII, de caracter devocional, hoje muito apreciada. Em portugal conheceu duas traduções, uma em 1682 (por P. José Manuel de Faria Manuel) e outra em 1806 (por D. Antonio d'Anunciação Avelino).
Obra publicada no ano do falecimento do autor, tendo sido republicada em Lisboa na tipografia Officina de Henrique Valente de Olivera em 1660, em Zaragoça (1661), em Barcelona (1683) e Madrid (1773).
O autor (1600-1659) foi Bispo de Puebla e de Osma, tendo publicado várias obras de Historia e de Teologia.
Inocêncio I-87 & IV- 315.
Exemplares na Biblioteca Miguel Cervantes e BN (R-23491-P)
Descrição:
Tipographia de Raffaello Giusti, Livrono, 1897 - edição de Antonio de Portugal de Faria.
In-4º de 46 págs. Brochado. Ocasional foxing disperso. Capas com alguns sinais de manuseamento.
Em separado retrato de Camões, reprodução fotográfica do navio Adamastor em Livrono, estampa com fotografia de grupo dos editories do episódio do Adamastor e um fac-simile da gravura que acompanha a tradução dos Lusiadas por Carlo Antoni Paggi (edição de 1658) além do fac simile da assinatura de D. Catharina de Athayde, por quem, diz a lenda, se apaixonara o egrégio poeta. Das páginas 12 a 30 decorre em simultâneo, de um lado tradução do Adamastor por Italiano Adriano Bonaoretti e do outro o episodio extraído dos Lusiadas.
Tiragem especial em papel de qualidade superior limitada a 192 exemplares, com ornatos tipográficos a duas cores, letras capitulares a vermelho, simbólicos do número de versos do Episódio a partir "... da proposta de Joaquim de Araújo para que em memoria de tal sucesso e de tão affectiva reunião das estrophes esculturaes em que o grande epico Luiz de Camões fundiu em bronze a gigantesca criação do "monstro horrendo" ...".
Edição dos sonetos do episodio Adamastor publicada para comemorar a construção do cruzador com mesmo nome, nos estaleiros navais dos irmãos Orlando em Livorno. Esta embarcação portuguesa foi paga por subscrição pública do povo português. Descreve ainda a construção e as várias cerimónias no navio.
Inocêncio XX, 260.
Descrição:
Edição da Agência Geral das Colónias Comemorativa do Duplo Centenário da Fundação e Restauração de Portugal, Lisboa, 1940. In-8º de 157-(5) págs. Brochado. Exemplar ipecável com miolo ligeiramente salpicado com foxing. Muito ilustrado com reproduções de portadas das edições apresentadas. Rúbrica de posse no ante-rosto.
De elevado interesse, pela especialização temática, enquanto ferramenta de consulta e investigação de raras edições quinhentistas a setecentistas.
Do prêmbulo: " ... Em Janeiro de 1934 realizou-se na antiga Biblioteca da Escola Naval uma «Exposição dos Roteiros portugueses até 1700». O exame comparado das preciosas obras, ali expostas, incitou-me a verbetá-las; daqui a origem da Bibliografia Náutica até 1700, que publiquei em Apêndice à 1ª edição de A Marinharia dos Descobrimentos (1934 ). (...) A presente obra, que é uma modificação e ampliação da Bibliografia de 1934, vai ilustrada com as gravuras dos rostos e outras dos Livros impressos até 1700 - com excepção apenas de dois, hoje perdidos. ..."
Descrição:
Serviço de Propaganda e Expansão Comercial da Embaixada do Brasil, Lisboa, 1962. In-8º de 32-(2) págs. Brochado. Capa de orginal efeito gráfico, da autoria de Tóssan (António Santos) com janela circular aberta sobre dizeres do título no frontispício. Foxing marginal, concentrado junto à lombada e rúbrica de posse no canto superior direito da página de rosto. Pontos de ferro com ligeira oxidadação.
Catálogo que acompanhou uma exposição de poesia concreta brasileira, em 1962, em Portugal, e apresentação para a restante Europa. Insere colaboração única e exclusiva de poetas concretistas brasileiros tais como Augusto de Campos, Décio Pignateri, Haroldo de Campos, José Lino Grünewald, Manuel Bandeira, Marcelo Moura, Pedro Xisto, Ronaldo Azeredo e Wladimir Dias Pino. Apresenta um préfacio, em jeito de manifesto, assinado pelos fundadores do grupo Noigandres em São Paulo no ano de 1952, os irmãos Campos e Décio Pignateri, intitulado Plano Piloto Para Poesia Concreta em que nele apresentam os princípios da poesia concreta e "poesia-processo". O programa estético aqui exposto defendeu o formalismo praticado nos anos 50 no Brasil e durou um curto período de tempo.
Teve uma tiragem extensa como não podia deixar de ser de uma entidade oficial brasileira de propaganda e expansão comercial como o foi a Embaixada do Brasil.
Obra de interesse bibliográfico enquanto contributo para a história das origens da Poesia Concreta em Portugal.
Descrição:
Sub-Título:
CATÁLOGO DA NOTAVEL E PRECIOSA LIVRARIA QUE FOI ILUSTRE BIBLIÓFILO CONIMBRICENSE CONDE DE AMEAL (Joáo Correia Aires de Campos) dirigido por José dos Santos com uma introdução pelo erudito escritor Gustavo de Matos Sequeira, sob direcção de João Vicente da Silva Coelho.
Tip. da Sociedade de Papelaria Ldª; Porto, 1924. In-4º de (12) - 774 págs. Encadernação inteira de percalina castanha com rdizeres dourados na lombada, 5 casas abertas. Aparo marginal. Preserva as capas de brochura e ostenta um ex-libris heráldico de Eugénio de Castro e Almeida (neto do poeta Eugénio de Castro).
Trata-se do catálogo bibliográfico da talvez da mais imponente biblioteca de livros antigos, desde incunábulos até séc. XIX, que foram vendidos no séc. XX, pelo distinto livreiro e bibliófilo José dos Santos.
DE GRANDE RARIDADE E MAIOR IMPORTÂNCIA COMO FERRAMENTA DE CONSULTA E ESTUDO PARA QUALQUER BIBLIÒFILO DE LIVROS ANTIGOS.
No prefácio lemos as palavras de Matos Sequeira:
" ... A opulenta livraria que vai vender-se e dispersar-se para enriquecimento de outras, neste constante movimento livresco gerado do desmoronamento inevitável das grandes bibliotecas e da organização de novos edifícios bibliográficos, proveio dos ricos mananciais de erudição obtidos pelo desvelo, pelo gôsto e pelo saber do notável coleccionador Conde do Ameal, do Dr. João Correia Aires de Campos, arqueólogo sabedor e eminente bibliófilo, cujo conselho e cujo informe o próprio Inocêncio sôbremodo estimava, do Dr. João de Sande de Magalhães Mexia Salema, antigo lente da Universidade de Coímbra e do Dr. José de Sande de Magalhães Mexia Salema, antigo Ministro e Par do Reino. Reunidas as quatro bibliotecas, que se completaram com a diversidade dos géneros literários coleccionados-por cada um dos seus organizadores, houve, evidentemente, uma valorização e essa valorização denuncia-se aos olhos menos experimentados no exame bibliográfico. A livraria que se apresenta por comodidade epigráfica e por simplicidade descritiva, sob o nome do «Conde do Ameal» é riquíssima em livros de Arte, em edições luxuosas, onde os primores da impressão se juntaram à preciosidade das gravuras, e em artísticas encadernações que guardam condignamente o interêsse dos textos. (...) Espécimes raros, de alto valor bibliográfico, são abundantíssimos também e poucas vezes terá aparecido ao apetite dos colecionadores tanta e tão escolhida iguaria ...".
Descrição:
Portugália Editora, Lisboa, (1963). In-8º de 160-(3) págs. Brochado. Lombada com sinais de manuseamento mais intenso, com ligeira perda de papel à cabeça e pé. Vincos nas capas, e ligeiramente empoeiradas. Rúbrica de posse e alguns sublinhados a tinta negra nos capítulos iniciais.
Importante título na edição original, dos mais significativos de toda a bibliografia de Helder, avaliando as diversas edições que conheceu.
Descrição:
Assírio e Alvim, lisboa, 1982. In-8º de 41-(7) págs. Brochado. Exemplar em magníficas condições de conservação. Pequena rúbrica de posse no ante-rosto.
Primeira edição, inserido na colecção Cadernos Peninsulares/ Literatura.
Na opinião de Nuno Júdice, a poesia de Herberto Helder tornou-se um momento ímpar na afirmação daquilo que, em Portugal, se pode considerar como a mais conseguida realização do visionarismo poético ocidental, que recebe a herança de Rimbaud e Lautréamont e passa pelo surrealismo. Herberto Helder é sem dúvida, na opinião de outros críticos literários, o poeta mais importante da sua geração e a mais curiosa e intrigante personalidade do nosso experimentalismo. Radicando-se na tendência surrealista, a sua poesia revela uma excepcional riqueza de recursos expressivos com um grande poder encantatório gerando-se na zona originária do ser em que a criação absoluta torna imperioso ao poema “ ... vencer a fascinação do incriado e impor uma ordem e uma harmonia ao turbilhão interior ...” (António Ramos Rosa).
Descrição:
Gráfica de Coimbra, Coimbra, 1942. In-8º de 314-(2) págs. Brochado. capa e vinhetas do Sourense Carlos Marques de Figueiredo. Ilustrado em separado e ao longo do texto, com vistas de solares, monumentos religiosos, interiores de casas importantes, brasões, alçados da Torre da Menagem, foral, etc ... . Último caderno com manchinha de água desvanecida e marginal. Bom exemplar
PRIMEIRA EDIÇÃO de difícil aparecimento no mercado, dado a sua escassa tiragem.
Descrição:
JUNTO COM:
- ARISTOTLE’S COMPLEAT AND EXPERIENCED MIDWIFE. In two Parts. I. Guide for child-bearing Women, in the Time of their Conception, bearing and suckling their Children … II. Proper and safe Remedies or the curing all those Distempers that are incident to the female Sex; and more especially those that are any Obstruction to their bearing of Children … Made English by W–– S––, M.D. The twenty-eight Edition. London: Printed and sold by the Booksellers. [c. 1772]
- ARISTOTLE’S BOOK OF PROBLEMS, with other Astronomers, Astrologers, Physicians, and Philosophers. Wherein is contained divers Questions and Answers touching the State of Man’s Body together with the Reasons of divers Wonders in the Creation: the Generations of Birds, Beasts, Fishes, and Insects; and many othe Problems on the most weighty Matters, by Way of Question and Answer.… The twenty-eight Edition. London: Printed for J. W. J. K. D. M. A. B. E. R. M. R. T. L. B. M. and A. W. [c. 1771]
- ARISTOTLE’S LAST LEGACY. Unfolding the Mystery of Nature in the Generation of Man, treating I- of Virginity, its Signs and Tokens, and how a Man may know whether he married a Virgin or not. II- of the Organs of Generation in Women, with a Description of the Fabrick of the Womb III- of the Use and Action of Genitals in the Work of Generation IV- of Conception; and how to know wether a Woman has conceived, and wether of a Male or Female. V- of the pleasure and Advantage of Marriage; with the unhappy Consequences of unequal Matches, and Miseries of unlawful Love VI- of Barrenwess with Remedy against it; and the signs of Insufficiency, both in Men and Women. VII- Directions to both Sexers how to manage themselves in th Act of Coition, or their Venereal Embraces. VIII- A Vade Mecum for miodwifes and nurses containg particular Directions for the faithful Discharge of their several Emplyments. IX - Excellent Remedias against all Diseases incident to Virgins and Child-bearing Women: fitted for the Use of Midwives, Nurses, and all such Persons only as are concerned in these Matters.… London: Printed for L. Hawes and Co. and S. Crowder 1772.
L. Hawes and Co, Londres, 1772. In-8º de 3 tomos em 1 com VIII-144, (3)-IV-156-(4); 156 e 120 págs. respectivamente. Encadernação coeva com charneira cansada com pasta anterior quase solta, inteira de carneira mosqueada fina, lombada dividida em 5 casas, com vestígios dourados na lombada. Miolo bem preservado, em muito bom estado de conservação. Trabalho de traça ao longo de todo o volume, sem prejuizo maior de mancha tipográfica nem de leitura, no canto superior esquerdo da obra. Rúbrica de posse de Thomas Lane (1862) na folha de guarda.§§
Colecção completa de quatro manuais populares pseudo-Aristotélicos sobre procriação, gestação, nascimento e parto, banida da circulação até anos 60 do séc. XX, não havendo consenso a este respeito pelos autores da bibliofilia inglesa. Foi com certeza indiciada pela legislação britânica na 1857 Obscene Publications Act como sendo permitida circular apenas por alguns livreiros e editores.
Apresenta um anterosto impresso com os dizeres: THE WORKS OF ARISTOTLE complete in four parts que antecede por uma xilogravura popular com criança negra e mulher adulta nua, junto de uma secretária com médico (?) sentado a escrever num manual, com estante livreira em plano de fundo.
Uma folha impressa que antece o ante-rosto, depois da folha de guarda, apresenta pela frente uma simples xilgravura com criança negra e mulher nua, e no verso a xilogravura descrita atrás, distinta. A obra Masterpiece apresenta no final da segunda parte, no texto, quatro xilogravuras de feição popular apresentado figuras com deformações e mal-formações humanas denominadas "monstros nados". A obra Midwife apresenta uma grande xilogravura desdobrável represenado um feto num ventre desmembrado ao estilo renascentista com texto impresso.
Aristotle’s Compleat Masterpiece foi a PRIMEIRA OBRA e a de maior difusão deste tipo de textos de sabedoria populares, sobre Sexologia e Obstetrícia em Inglaterra. A primeira edição data de 1684 , sendo que Aristotle’s Last Legacy foi primeiramente impressa em 1720. Aristotle’s Compleat and experience’d Midwife, impresso pela primeira vez em 1700, foi aparentemente traduzido pelo autor popular autodidacta e empírico da obstetrícia William Salmon, autor prolífico de tratados médicos domésticos. A obra Book of Problems foi uma compilação medieval de questões e respsotas em História Natural, anexado com os de Marcantonio Zimara e Alexandre Aphrodisias. Esta obra conheceu diversas edições até meados séc. XIX , sendo todas elas hoje consideradas raras.
Descrição:
Tip. Arucitana, Moura, 1958. In-8º de 2 fascículos em brochura, cada com 16 págs. inumeradas. Nítida impressão a duas cores, sépia e negro, sobre papel encorpado de embrulho cinzento.
Esta revista constiutui separata parcial do jornal A Planície e os dois números publicados em Moura sob a égide de Afonso Cautela. Ela dava publicidade a textos de carácter mais polémico que não estavam no âmbito daquela publicação.
INVULGAR.
" ... Intitulava-se um periódico de escritores novos, criticava energicamente a política das editoras e a imprensa literária comercial, manifestava-se contra a política do elogio mútuo, o academismo e a estagnação da literatura encartada, reivindicava os direitos inalienáveis dos jovens autores, propunha-se constituir um fórum de discussão em que a independência fosse pedra-de-toque.
No número inaugural, Afonso Cautela, em entrevista, insurgiu-se contra a usurpação por literatos do projecto-revista "Convívio", que seria concretizado à revelia do grupo de jovens que a idealizara anos antes. Referia-se Afonso Cautela à Coordenada, que viria a lume no Porto, pouco depois. O mesmo autor escreveu sobre a "falência do neo-realismo", afirmando nomeadamente que muito mais tem sido feito, no domínio da literatura, pelos cultores do surrealismo e da
"arte pela arte". O posicionamento perante aquele movimento literário mantém-se nas críticas que aferem os livros de Alves Redol e Mário Braga, bem como relativamente à Vértice, que "envelheceu", o que também parece ter acontecido aos «seus mais selectos (ou seleccionados) colaboradores ...". (Daniel Pires, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa do Século XX (vol. II, 2º tomo, p. 650)
Integra recensões críticas sobre Mário Braga, Alves Redol, Vergílio Ferreira, José Augusto Seabra, José Régio, Alberto de Serpa, Papiniano Carlos e Manuel Pacheco. O 2º número apresenta-se com genericamente com título: Líricas Maiores & Menores, uma entrevistadada pelo director do Jornal de Évora, sobre o projecto Convívio e as coordeandas que regem a Zero. Criticou com dureza o 1º número dos Cadernos do Meio-Dia, uma antologia de José Régio e Alberto de Serpa, fustigou Papiniano carlos e elogiou com restrições o livro surrealista espanhol de Manuel Pacheco - Los Caballos del Alba.
Descrição:
Contraponto, Lisboa, s.d. (1961). In-8º de 30-(1) págs. Brochado. Ocasionais picos de humidade restrito à lombada. Exemplar impecável com miolo muito limpo. Impressão sobre papel mantegueiro encorpado com acabamento a dois pontos com agrafos, estes, rara e excepcionalmente, com quase nenhuma oxidação.
RARA primeira edição do terceiro livro de Herberto Helder.
PEÇA DE COLECÇÃO
Regressado da Europa em 1960, Herberto Helder torna-se encarregado das Bibliotecas Itinerantes da Fundação Gulbenkian e, por isso, esteve em Santarém entre 1961 e 1963, data em que entrou na Emissora Nacional. Em Santarém, Herberto escreveu e publicou o livro de poesia Poemacto, composto e impresso nas Oficinas Gráficas do "Jornal do Ribatejo", o qual dava cobertura aos artigos de Joel Canhão, de Florindo Custódio, de Carlos Oliveira entre outros sócios ativos do CCS e no qual se publicitava as atividades organizadas pelo Círculo Cultural Scalabitano. Para António Ramos Rosa “a experiência de Poemacto” é onde “a poesia herbertiana sofre uma transformação estrutural, onde o jogo verbal e os exercícios sobre a materialidade da linguagem se tornam então dominantes” (Carta de Herberto Helder a Sophia de Mello Breyner Andresen. Fonte: Espólio de Sophia de Mello Breyner Andresen, BNDP).
Descrição:
Comissão da Condição Feminina, (Ministério dos Assuntos Sociais, Lisboa, 1976). In-8º de 89-(4) págs. Brochado.
Colaboraram neste volume Ana Margarida de Seabra Nunes de Almeida, Maria Cristina Perez Dominguez e Teresa Maria Mesquita Duarte Santos.
Invulgar.
Na contra capa":
“Alterar a situação de discriminação das mulheres — o que terá que envolver fundamentais modificações económicas — é o básico problema. // Este trabalho insere-se nesta perspectiva: identificação da situação de facto. As ‘imagens’ da mulher, presentes na imprensa — e em todos os meios de comunicação social — são sintomas de determinadas infra-estruturas, são sintomas de economia patriarcal; e são — persistentes, baseadas em velhos mitos — em si mesmas instituições ideológicas tão fortemente enraizadas que, ainda hoje, elas são muito geralmente aceites como ‘naturais’.”
Descrição:
Na Typ. da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis, Lisboa. In-8º de VI-516-(14) págs. Encadernação coeva, meia inglesa em pele, guardas em papel pintado em tina manual. Lombada decorada a ouro bem ao gosto vitoriano, com rótulo de pele cor de mel, também dourada com dizeres. Aparo marginal carminado com efeito de bolha. Preserva o retrato meio corpo litografado de Ferreira Borges , assinado Alves( Porto) e impressa na Oficina Lithográfica de Manuel Luíz, retrato este isento em alguns exemplares que invulgarmente vão aparecendo no mercado.
Apresenta uma longíssima lista de sobrescritores nas 14 páginas finais, figuras estas que permitiram a edição.
PRIMEIRA EDIÇÃO (omissa por Inocêncio IV, 332) da obra que constitui o nosso primeiro Código Comercial e o primeiro trabalho do género impresso em Portugal. Ainda Inocêncio nos diz serem " ... os diversos e numerosissimos artigos de que se compõe são escriptos cm a clareza e simplicidade que distinguem as producções litterarias do auctor, e que caracterisam o seu estylo; e ainda que didaticamente redigidos não encerram menos o preciso para darem ao leitor uma cabal idéa do assumpto, enriquecendo-o com a legislação respectiva ...".
O prefácio do autor está datado de 1833, data esta que se esperaria sido publicada conjuntamente com o seminal título do autor Direito Commercial Portuguez mas só postumamente é que viu a luz. Nele refere as fontes que usou, o método que seguiu e os objectivos a que se propôs. Adianta também, que " ... somos a única nação que não possui escritores de direito comercial ...". Escrito em Londres durante seu primeiro exílio, o projecto exigiu o estudo de direito e jurisprudência pois tratava-se do PRIMEIRO CÓDIGO PORTUGUÊS, não havendo sequer um Código Civil disponível. Este Dicionário vem na sequência deste estudo. À epoca, a lei portuguesa baseava-se nas Ordenações Filipinas e numa legislação dispersa que se propagou (modificada e revogada) ao longo de dois séculos conturbados. Consultando muitas das entradas do Dicionário, o autor resume a respectiva legislação aplicável, mencionado soluções dos poucos Códigos Comerciais em vigor pela Europa fora. Nas múltiplas entradas, é usada uma linguagem clara e limpa, reforçada pela ortografia da época, podendo dele se perceber a organização da economia, a hierarquia dos agentes económicos, a etimologia das palavras, a origem e uso dos costumes, etc ...
Descrição:
Imprensa da Rua dos Faqueiros, Lisboa, 1824. In-8º de 72 págs. Brochado com um capa de papel azul coeva. Por aparar e algum empoeiramento marginal. Exemplar bonito, bem preservado, com as margens largas desencontradas.
Simplicio Simpliciter Simplex é o pseudónimo Manuel de Pinha da Cunha.
Inocencio, XVI - 287.
Descrição:
Typ. Commercial, Aveiro, 1875. In-8º de XV-(1)-211-(3). Brochado com uma capa coeva, não editorial. Acidez generalizada preservando, mesmo assim, a sua estrutura rígida e sólida. Rúbrica de posse no ante-rosto e frontispício.
Este volume monográfico, em PRIMEIRA EDIÇÃO, reúne um conjunto de textos versando assunto locais e regionais relacionados com história, geografia, economia, costumes, etc. Invulgar.
Descrição:
Vértice, (Coimbra, 1951). In-8º de XI-59 , 9 ilustrações de página dupla. Brochado com ocasionais manchinhas de acidez, bom exemplar.
Livrinho de raro aparecimento no mercado, limitado a 200 exemplares numerados e rubricados pelo punho do autor. Foram textos publicados nos nºs 76 a 93 da revista Vértice.
Encontros em Paris constituem um conjunto de textos obtidos por entrevistas de Mário Dionísio a artistas franceses (e não só) no contexto dos debates estéticos do neo-realismo " ... para um apaixonado da pintura e do seu destino, como para o apaixonado do destuno do homem, Paris é principalmente ainda um ponto de cruzamento de todas as estradas do mundo, que ainda hoje não é possível evitar ...". (p. VII).
Descrição:
Portugália, Lisboa, 1956. In-8º de 60-(5) págs. Brochado, com a capa ilustrada com uma colagem de Fernando Azevedo. Preserva a cinta editorial com indicação "Prémio Teixeira de Pascoaes". Folha de rosto impressa a sépia e a negro. Exemplar com capa e miolo impecável.
Este título, em primeira edição (e única), corresponde ao terceiro e penúltimo de José Terra (1928-2014), co-fundador com Ramos Rosa da revista Árvore e Cassiopeia
O livro vertente obteve, por unanimidade, em Junho de 1955, o PRÉMIO «TEIXEIRA DE PASCOAES», instituído pela Câmara Municipal de Amarante, sendo o júri constituido por Sophia de Mello Breyner Andresen, Augusto Casimiro, Ilidio Sardoeira, João José Cochofel e Jorge de Sena.
Descrição:
Edições Arvore, Lisboa, 1953. In-8º de 39-(3) págs. Brochado, com ocasionais picos de acidez na capa. Desenhos da capa e do frontispício pela mão do mestre Cipriano Dourado. Cadernos por abrir. Nítida impressão sobre papel de qualidade superior.
Exemplar de uma tiragem fora da "tiragem especial de vinte e cinco exemplares", marcado pelo punho do autor como EXTRA, fazendo-se acompanhar de uma expressiva dedicatória autógrafa e datada. Trata-se do segundo livro do autor, tendo esgotado assim que publicado. - PEÇA DE COLECÇÃO
Apresenta um prefácio intitulado Visão Paradisíaca , de duas páginas, assinado por António Ramos Rosa, um dos fundadores da revista Árvore. Fazemos uma chamada de atenção para o facto do primeiro livro publicado de Ramos Rosa ser em 1958 com Grito Claro e este prefácio estar assinado por ele com a data de 1953. Cremos que se trata do primeiro texto publicado de Ramos Rosa.
José Terra (1928-2014) é o pseudónimo literário de José Fernandes Silva. Poeta, foi ao longo da vida, Professor Universitário, filólogo, historiador, ensaísta, crítico e tradutor. Co-fundador das revistas Árvore (1951-53) e Cassiopeia (1955) que tiveram um papel fundamental na renovação da poesia portuguesa dos anos 50. Publicou quatro livros e colaborou em várias revistas.
Descrição:
Imprensa Nacional, Lisboa, 1893. In-8º de (8)-851-(1) págs. Encadernação artística assinada Dosil-Porto inteira de pele azul, com cercadura simples dourada em ambas as pastas, lombada com 6 casas fechadas, decoração vegetalista com ferros de canto e florão central, e ainda com dizeres também dourados. Cadernos todos por abrir, com apenas ligeiríssimo e insignificante aparo, sem afectar o efeito das margens "jumbo", desencontradas. Ostenta um ex-libris de camoneano portuense. Preserva as capas de brochura (ligeiramente empoeiradas) pontualmente com restauro marginal. Exemplar MUITO LIMPO, com miolo quase pristine.
- EDIÇÃO DE LUXO, de elevado primor na execução gráfica, com frontispício e letras capitulares impressas a duas cores, a negro e vermelho, ricamente adornada com cabeções de enfeite e florões de finissimo desenho.
- Exemplar de EDIÇÃO ÚNICA e da tiragem numerada de 30 exemplares em papel-de-linho-portuguez (azul) pertencente, por atribuição do autor, à escritora MARIA AMÁLIA VAZ DE CARVALHO.
Obra constituída por trinta e quatro (XXXIV) endechas (estrofes de quatro versos), seguidas das respectivas traduções e antecedidas por um Preâmbulo. De págs. 271 em diante: ENDECHAS A BARBARA ESCRAVA — Texto Camoniano e Traduções: TEXTO PORTUGUEZ DE LUIZ DE CAMOES seguindo-se as 117 traduções em línguas e dialectos distintos (ver na secção "observações deste verbete a autoria das traduções, assim como os respectivos idiomas e dialectos). De págs. 781 seguem-se «Páginas Appendiculares»; «Index-Summario das matérias»; «Índice Onomástico das pessoas e das entidades mythologicas neste livro citadas».O poema aqui referido - Pretidão do Amor -, encontra-se quase no fim do livro Rhytmas de Lvis de Camões (1595) no fólio 159 (de 166). Todo o livro, nos seus géneros poéticos canónicos (sonetos, canções, etc.), enaltece uma figura feminina de classe aristocrática, elogiada pela sua brancura de neve e pelos seus cabelos louros. Mas no fólio 159, porém, deparamos com uma figura feminina bem diferente a quem Camões dedica estas endechas e a mulher por quem ele se declara apaixonado é negra.
Segundo Brito Aranha ( Diccionario Bibliographico Portuguez, tomos XX e XVIII, Imprensa Nacional, Lisboa, 1911 e 1906) "... a impressão d'este livro começou a 10 de junho de 1893, commemorando o 313.º anniversario do passamento de Luiz de Camões, e finalisou em 31 de dezembro de 1895, commemorando-se tambem por esta fórma a empreza do livreiro-editor Estevam Lopes em mandar imprimir no prelo de Manuel de Lyra, em 1595, pela primeira vez, as Rhytmas de Lvis de Camões ...".
Frederico Lourenço considera, Pretidão de Amor ser um poema onde Camões salienta o estatuto de pessoa escravizada " ... mercê do seu amor por uma escrava, ele incorpora a identidade da amada como pessoa escravizada e define-se a si mesmo como escravo ...".
Xavier da Cunha (1840-1920) foi conservador da Biblioteca Nacional de Lisboa, foi ainda escritor, poeta e bibliógrafo. Publicou poesia lírica sob o pseudónimo de Olímpio de Freitas. As suas obras foram compiladas num volume, em 1910, com prefácio do próprio. Pretidão de amor é uma das suas obras mais conhecidas.
Descrição:
(Gráfica de S. José), Castelo Branco, 1961. In-8º de 44 págs. Brochado. Excelente exemplar sem defeitos apontar. O exemplar preserva a ilustração solta com um desenho original de Guilherme Casquilho, extra-texto este que falta muitas das vezes.
Com uma tiragem limitada a 500 exemplares, hoje de difícil aparecimento no mercado, esta "revista" fundada e coordenada por Liberto cruz (1935-2025) teve algum impacto literário. Conheceu colaboração vária e nela foi publicado uma carta inédita de Mário de Sá Carneiro (com transcrição e fac-símile), duas peças ensaísticas de Urbano Tavares Rodrigues e de E. M. de Melo e Castro, um texto etnográfico sobre arte moçambicana de Octávio Rodrigues de Campos. Teve ainda colaboração poética de Maria Alberta Menéres, Egito Gonçalves, Hugo Horacio Lopez, Raúl Gustavo Aguirre, Ruy Belo, Liberto Cruz, Manuel Pacheco e Edmundo de Bettencourt. Por fim, publicou textos e recensões de Manuel António dos Santos Lourenço (M. S. Lourenço) e António Ruivo Mouzinho.
Descrição:
Typographia "MINERVA" de Gaspar Pinto de Sousa & Irmão, Famalicão, 1911. In-4º de (4)-268-104-(1) págs. Encadernação meia francesa em pele clara, com lombada dourada ao longo de 5 casas abertas e com 2 rótulos de pele vermelha, também com dizeres dourados. Ligeiros sinais de manuseamento, corte das folhas grosadas. Apresenta um ex-libris heráldico no verso da pasta anterior. Bom exemplar, apesar não apresentar as capas de brochura.
Importante livro de GENEALOGIA de difícil aparecimento no mercado, cuja tiragem foi limitada a 500 exemplares
Descrição:
Imprenta y Estereotipia de M. Rivadeneyra, Madrid, 1858. In-4º de X-(1)-216 págs. Encadernação modesta, cartonada com lombada em pele do diabo, com a capa de brochura colada na pasta anterior. Aparo marginal e ocasional foxing nas primeiras e nas últimas 3 folhas, dada a qualidade hidrófila do papel.
Ferramenta fundamental da bibliografia botânica produzida na península ibéricado até meados séc. XIX.
Miguel Colmeiro (1816-1901) foi catedrático de botânica e Agricultura da Universidade de Barcelona, com uma notável carreira científica de investigação botânica muito relevante, tendo sido um dos primeiros estudiosos dedicados à Flora espanhola. Fundou a Sociedad Española de Historia Natural em 1871. Colmeiro foi ainda académico da Real Academia de Medicina; da de Ciencias Exactas, Físicas y Naturales; da de Ciencias y Artes de Barcelona, e da de Buenas Letras de Sevilla.
Descrição:
Edições Gama. Lisboa. MCMXLV-MCMXLVI. 1945-1946. In-4º de 3 volumes com 603-(1), 413-(1) e 479-(1) págs. respectivamente. Encadernados meia francesa em pele grenat com lombada decorada ao longo de 5 casas fechadas, ricamente dourada com florões de canto e centrais, e ainda o brasão d'armas ao centro. Edição de cuidada execução gráfica impressa em papel de elevada qualidade. Exemplares excelentes com as capas ligeiramente empoeiradas. Aparo generalizado, corte superior das folhas carminadas.
Trata-se da primeira edição da obra numa tiragem limitada, Ilustrado com várias estampas em separado, entre elas um retrato de D. João II, além de numerosas árvores genealógicas em folhas desdobráveis. Enriquecida ainda com notas, que esclarecem várias questões e onde transcreve documentos, com correcções e aditamentos, índices de cada volume e um índice geral alfabético de toda a obra. Uma obra fundamental dos estudos genealógicos, trabalho realizado com grande rigor e abrangendo o vasto âmbito de todos os descendentes do Príncipe Perfeito.
O ramo principal dos descendentes de D. João II, deu origem à casa de Aveiro (Duques de Aveiro e Marqueses de Torres Novas), que teve um fim trágico, sendo o 8º Duque de Aveiro executado de forma brutal em Janeiro de 1759, acusado de atentar contra a vida do rei D. José.
Inclui prefácio elogioso de D. António Conde de São Payo. O método que o autor seguiu para elaborar este estudo e que lhe tomou 15 anos de trabalho vem cuidadosamente descrito no prólogo da obra.
Descrição:
Imprensa da Universidade, Coimbra, 1890. In-4º de 48-(1) págs. Encadernação moderna em percalina grenat com dizeres dourados na lombada. Preserva as capas de brochura e com uma dedicatória autógrafa ao Agrónomo-escritor Carlos de Sousa Pimentel.
Dissertação apresentada ao Conselho da Escola Polytechnica de Lisboa, no concurso para o provimento do lugar de lente substituto da 9ª cadeira. Constitui um trabalho pioneiro sobre esta família de monocotiledóneas que hoje se conhecem bem e se distribuiem por 9 géneros e 230 espécies distintas.
O prefácio diz-nos o seguinte: " ... O trabalho que, decerto, mais interessa na actualidade a botanica por-tugueza é a publicação de uma Flora, onde sejam enumeradas e descriptas as especies espontaneas do paiz e as de mais vulgarisada cultura.
Emquanto nas outras nações se sucedem os livros d'esta natureza, sem interrupção, procurando tornar de cada vez mais exacto e mais minucioso o conhecimento das plantas indigenas, nós só possuimos um unico livro completo sobre o assumpto, e que, embora de altissimo valor, tem a data de 1804.
Nos ultimos tempos, felizmente, graças ao zelo dos professores de bo-tanica da Escola Polytechnica de Lisboa e da Universidade de Coimbra, têem-se acumulado nos respectivos gabinetes riquissimos materiaes, fructo de numerosas. herborisações, e que vão ser a base, n'um futuro mais ou menos proximo, da desejada revisão da nossa flora; d'esta afirmativa são um testemunho seguro as bellas monographias de varias familias já dadas a publico.
Tendo eu de escolher materia, de entre as questões mais importantes da botanica, para a dissertação que hei de apresentar ao conselho da Escola Polytechnica, entendi dever preferir o estudo de uma familia de plantas portuguezas, como sendo o que está mais em harmonia com esse maior desideratum actual d'esta sciencia entre nós. ..."
Descrição:
Publicações da Direcção Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas, Lisboa, 1951. in-8º de 68 págs. numeradas de 258 a 327 (trata-se de uma separata factícia). Brochado com capas manifestando alguma acidez e com vestígios de fita gomada no pé da lombada. Com uma dedicatória autógrafa. Nítida impressão sobre papel de boa qualidade ricamente ilustrada com diversidade de espécies de eucaliptos, tipos de sementes de cada uma das espécies descritas, quadros e gráficos estatísticos.
Descrição:
Manuscrito com 14 linhas sobre papel pautado, duplamente assinado e datado de 8 de Janeiro de 1888 (?) com carta a um amigo desconhecido e poema. Acrescenta-se cartão de visita com morada de Lisboa (13, Calçada Nova da Estrella, 1º) com apontamento manuscrito B. A. (Bom Ano) pelo poeta.
Acreditamos ser este poema inédito, uma vez que o poeta tinha por hábito escrever junto no manuscrito quando não o era, como tem revelado a nossa experiência na aquisição de artigos deste autor e a leitura de catálogos.
João de Deus (1830-1896) foi poeta lírico e pedagogo, autor do célebre método de ensino de leitura através da Cartilha Maternal. Licenciado em Direito por Coimbra, frequentou tertúlias literárias de Café Martinho da Arcada, no Terreiro do Paço em Lisboa. Em 1868 foi eleito para o parlamento. É autor dos livros de poemas Flores do Campo e Ramos de Flores, entre outros.
Descrição:
Manuscrito de nove linhas, assinado Pedro Bonnardel, datado de 22 de marso 1815, pela frente sobre folha de papel antiga, sem marca d'água identificativa, dim. 29x20 cm, dirigida a José Vicente Caldeira Casal Ribeiro (1784-1849) abastado proprietário miguelista, Desembargador da Relação do Porto, fidalgo da Casa Real e Cavaleiro de Cristo, pai do afamado político José Maria de Casal Ribeiro, 1º Conde de Casal Ribeiro.
Corresponde a um recibo no valor de 9:600 reis passado ao Desembargador Ajudante da Intendência Geral da Polícia referente à compra do livro Código Administrativo de Polícia por Mr. Fleurigon (subentendemos ser concretamente o Code Administratif de Rémi Fleurigeon publicado em 1801).
A família de Pedro (José) Bonnardel (não conseguimos reunir datas de nascimento e falecimento) foi uma das cerca de 20 famílias de livreiros que se instalaram em Portugal em meados séc. XVIII e a par dos da família Reycend, foram os que mais transacionaram edições plantinianas no nosso território. Fundador entre os anos de 1814-1815 da chamada Casa Bonnardel foi o primeiro gabinete de leitura em Portugal em que alugava livros a pequenos e médios funcionários assim como a suas mulheres e filhos (Rosa Esteves, Gabinetes de Leitura em Portugal no séc. XIX : 1815-1853. Rev. da Universidade de Aveiro, v. I, p. 224, 1984).
Peça muita curiosa e com algum interesse para a história da circulação livreira no princípio de oitocentos.
Descrição:
Descrição:
(Imprensa Portugal-Brasil, Lisboa, 1930). In-8º de 332-(3) págs. Encadernação luxuosa, meia francesa em marroquin verde escuro de grão fino. Lombada de 5 casas fechadas ricamente decorada a ouro com elaborados e belíssimos ferros compondo desenhos geométricos com elegância e mestria. Preserva as capas de brochura com badanas, corte superior das folhas carminado. Ilustrado com retrato do autor quando estudante em Coimbra, e ainda, desenhos de sua autoria. MIOLO IRREPREENSÍVEL, magnífico.
Numa edição comemorativa do centenário do nascimento do poeta, com um prefácio de Afonso Lopes Vieira, a obra apresenta ainda, no final, um In Memoriam com contributos de escritores consagrados contemporâneos de João de Deus, tais como Camilo Castelo Branco, Eugénio de Castro, Teófilo Braga, Antero de Quental, António Nobre, Moniz Barreto, Gomes Leal, M. Teixeira Gomes, Guerra Junqueiro, Eça de Queiroz, Oliveira Martins, etc ...
Sem dúvida, livro valorizado pela artística decoração na lombada. PEÇA DE COLECÇÂO.
Descrição:
(Casa Minerva), Coimbra, 1948. In-8º de 61-(6) págs. Brochado.
CHAMADA DE ATENÇÃO: Últimas 4 páginas com vestígios de finissima galeria de xilófagos, sem afectar mancha gráfica.
Apresenta um dedicatória autógrafada de Carlos de Oliveira, datada de 1949. Obra integrada na famosa colecção coimbrã neo-realista denominada "Galo".
Primeira edição.
Descrição:
Portucalense Editora, Barcelos, 1937. In-8º de XVI-177 págs. Brochado. Exemplar imaculado, por abrir, com o papel apresentando-se estruturalmente forte, de tão bem conservado.
Trata-se da terceira edição da obra, sendo a primeira raríssima, de 1570, conhecendo-se unicamente 6 exemplares em bibliotecas públicas, 4 em Portugal. Conheceu uma segunda edição em 1829 pela Tipografia Rolandiana.
Descrição:
Na officina de Domingos Gonsalves, Lisboa, 1718 (e 1720). In-8º de (14)-539 e (24)-528 págs. ilustrada com uma bonita xilogravura de Cristo na cruz, no primeiro volume. Encadernação coeva, inteira de carneira finamente mosqueada (com defeitos de manuseamento), rótulos de número de ordem de biblioteca no pé da lombada. Lombada com 5 casas abertas, decorada a ouro com florões centrais e filetes duplos, além de rótulo de pele castanha cor de mel com dizeres igualmente dourados. Papel mantendo a sonoridade original. Apresenta carimbos antigos a óleo de instituição extinta, no frontspício. Corte das folhas salpicado a carmim. Raro furinho marginal de xilófado, sem nunca afectar a mancha tipográfica, no segundo volume.
Primeira edição que se distingue da segunda, impressas no mesmo ano, pela numeração das páginas.
Trata-se de um importante título de discursos religiosos sobre vida, envelhecimento e morte, considerado por estudiodos como a mais importante, no género, publicada em Portugal na primeira metade do século XVIII. A obra permite fazer uma historiografia sobre a espiritualidade católica em torno da morte e sua relação com saberes médicos a respeito do corpo e sua idade. Trata-se também de uma obra plena de significados simbólicos e culturais que permitem determinadas concepções religiosas e morais a respeito da vida – do efeito da passagem do tempo no corpo e nas condutas de homens e mulheres – e suas perspectivas de futuro temporal e espiritual, com especial relevo na, e a partir da velhice.
Inocêncio VI,273 e XVII, 87
Samodães, 1183.
Descrição:
Dada à estampa pela amizade de Anselmo de Moraes (Imprensa Portugueza, Porto, 1889). In-8º de 172 págs. Brochado, com uma pequena mancha de humidade no canto superior direito da capa. Miolo com foxing ocasional. Nítida impressão, a duas cores, de esmerado apuro gráfico, bem ao gosto romântico, com texto emoldurado num filete estilizado cor rosa velho. Charneira com sinais de fragilização por manuseamento intenso. MESMO ASSIM, muito BOM EXEMPLAR.
Valorizado com uma dedicatória autógrafa de Teófilo Braga.
Livro notável e muito interessante sendo seu colector João de Deus, que lhe deu por título da obra o nome da colaboração que Camilo atribuiu ao soneto sentimental. De Camilo insere na página 7 uma carta dirigida a João de Deus e nas páginas 9 e 10 o célebre soneto A Maior Dor Humana. Este poema foi escrito por Camilo a pedido de João de Deus, amigo intimo de Teófilo Braga e dedicado a Teófilo, na ocasião da morte dos dois filhos únicos do douto professor. Foi aqui publicado justificando João de Deus que ele “… d’entre todos, era o que melhor traduzia e condensava todo o sentimento do livro e do fim a que ele se destinava …” (José dos Santos, 1939). Ainda uma outra opinião, a de Guerra Junqueiro que propos ficarem na poesia portuguesa três sonetos: 1) o de Camões (Alma minha gentil que te partiste) 2) o de João de Deus (Foi-se-me pouco a pouco amortecendo) e 3) este de Camilo.
A lista de nomes que colaboraram neste volume totaliza 45 escritores, de que camilo Castelo Branco é o primeiro e termina com Guerra Junqueiro, destacando-se ainda os nomes de Bulhão Pato, Gomes Leal, Luiz Guimarães, Teixeira Bastos, Christovam Ayres, Maria Amália Vaz de Carvalho, Júlio César Machado, Pinheiro Chagas e Alberto Pimentel.
Aulo-Gélio, 2312
CAMILIANA (Soares & Mendonça, 1964) 2620.
José dos Santos (1939), 1109.
Descrição:
Imprensa Nacional, Macau. MCMXLVII (1947). Folhas dobradas e cosidas à maneira oriental, numeradas 20-(4)-(28) págs. Brochado. Foxing exclusivo às capas de brochura, miolo ligeiramente amarelecido em papel originalmente creme e que reproduz em fac-símile, a edição xilográfica impressa em Pequim, em 1704 e das cartas originais dos jesuítas portugueses sobre a questão dos ritos chineses. O texto inclui uma carta de Frei Domingo Navarrete (1616-1686) e respostas.
Charles Boxer (1904-2000) é considerado o maior historiador estrangeiro da expansão portuguesa e começou nesta ctividade tinha 43 anos de idade. Até então ocupou-se na carreira militar ao serviço de sua Magestade (desde 1924). Foi autor de mais de 350 livros e artigos, muitos deles sobre Macau.
Livro de difícil aparecimento no mercado.
Descrição:
Museu e Laboratório Antropológico da Universidade de Coimbra, Coimbra, (1989). In-fólio de 59-(1)- 22 ilustrações em xilogravuras originais. Fólios albergados num estojo editorial de cartolina verde. Impressão a cinza. Concepção gráfica de João Manuel Bicker.
Os textos são recolhas efectuadas na antiga vila de Fajão (Município da Pampilhosa da Serra) e enriquecidos pela introdução de reproduções de xilogravuras expressamente executadas por Monsenhor Nunes Pereira para ilustrar a temática de cada um dos contos.
Exemplar em mint condition.
Descrição:
Editorial Ática. Lisboa, 1944. Pasta cartonada, em tela cinzenta, gravada a ouro em baixo relevo com retrato de Camões, e desenhado por Cícero Dias, gravado na folha de rosto, com badanas para albergar/acondicionar brochura contendo 5 litografias originais, 4 das quais aguareladas manualmente pelo grande pintor brasileiro. Em excelente estado de conservação, não obstante do ligeiro foxing da capa de brochura. Ex-libris colado no interior da pasta.
Tiragem limitada a 180 exemplares numerados e assinados no final pelo pintor Cícero Dias, tendo este o nº 159.
Peça de grande beleza bibliófila, valor e raridade (tiragem pequena para ser distribuida especialmente entre coleccionadores no Brasil).
Descrição:
sub-título:
Secção I. População - Aspecto geral do paiz e do seu estado social - Peso e medidas - Moeda - Os haveres individuais.
Imprensa Nacional, Lisboa, 1904. In-4º de 602-(1) pags. Brochado com os cadernos por abrir. Ocasional foxing na capa de brochura anterior. Belíssimo estado de conservação.
Primeira edição desta obra que viria a ser reeditada pela Rolim, nos anos oitenta, com um prefácio de José Mattoso em cujo texto recolhemos o seguinte fragmento:
“ ... Apesar de ser o prelúdio de uma obra que mal chegou a começar, que foi mal planificada e que não se baseava em conceitos correctos, apesar de brotar de ideias extremamente discutíveis acerca da decadência ou do apogeu dos povos, apesar da incoerência das suas concepções ao mesmo tempo idealistas e com o sentido da importância da economia na vida dos homens, tem ainda muito de válido. Se uma obra sobre a vida quotidiana na Idade Média, como a de Oliveira Marques, substituiu com vantagem muito do que ele diz, se os estudos de história monetária de Magalhães Godinho, Oliveira Marques e Maria José Ferro a ultrapassam largamente no capítulo da História monetária, se trabalhos, mesmo curtos, como do mesmo Magalhães Godinho acerca da Estrutura da sociedade Portuguesa vêm tornar obsoletas muitas das suas ideias sobre história social, nem por isso o livro que agora se reedita passa a ser mero documento historiográfico. Não se trata apenas de marco precursor de obras futuras. Contém ainda material que não foi substituído. Afinal ninguém ainda realizou o plano que Costa Lobo sonhou. Ninguém sequer substituíu os seus estudos preliminares: Não existe ainda um panorama demográfico do país no século XV, como ele o tentou (apesar dos consideráveis avanços devidos à exploração de documentos como o Tombo da Comarca da Beira e outros dos género), não se tentou realizar uma geografia histórica de Portugal no século XV, pouco se avançou em matéria de história dos pesos e medidas, não se acrescentou praticamente nada ao que ele diz sobre os haveres individuais, e a maior parte dos documentos por ele publicados não voltaram a sê-lo ...”.
Descrição:
Na Regia Officina Typografica, Lisboa. Anno M. DCC. LXXXVI. [1786]. In 8º (36)-316-(1) págs. Brochado, protegido por uma folha de papel antiga (coeva?). Apresenta-se tal como foi publicado, por abrir e com todas as largas margens intactas e desencontradas. Ligeiro foxing na página de ante-rosto e rosto, passando a ser exclusivamente marginal.
Único tomo publicado, em que se conhece o manuscrito da segunda parte, mas nunca foi publicado. RARO e PEÇA DE COLECÇÃO.
Apresenta no texto várias transcrições da epigrafia dos monumentos fúnebres romanos no Algarve.
A narrativa histórica baseia-se em documentos históricos coevos e antigos, principalmente textos latinos, baseados ou transcritos de fontes árabes, gregas e hebraicas.
A obra descreve uma origem dos povos fenícios, romanso e cartagineses que habitaram o Algarve, e toda uma evolução descritiva com base em documentos antigos latinos até o século XIII coincidindo com a conquista territorial aos Mouros pelo rei D. Afonso III.
Inocêncio VII, 441.
Exemplares na BNP e na Academia das Ciências.
Não referido nas principais bibliografias consultadas.
Descrição:
Imprensa Lusitana, Figueira (da Foz), 1909. In-8º de 54-(2) págs. Brochado. Acidez generalizada, capas com ligueiros defeitos, dada a condição frágil do papel fino.
Tiragem única confinada a 70 exemplares, numerados e autenticados com o carimbo do periódico que o editou. Com uma dedicadória autógrafa do editor e um ex-libris do destinatário.
Trata-se de uma narrativa romanceada com um plano de fundo histórico em torno das Invasões Francesas, publicada originalmente na Encyclopedia Popular (1867) e depois em folhetins na Gazeta da Figueira (nº 1826 a 1833) resultando aqui em separata, com todo o conjunto reunido num volume único.
Descrição:
Parceria António Maria Pereira, Lisboa, 1928. In-4º de 374-(2) págs. págs. Encadernação coeva, meia inglesa em pele verde escrura com lombada em 5 casas abertas dourada com filetes e dizeres. Apenas aparado à cabeça, mantendo as restantes margens intactas, conservando as bonitas capas de brochura.
"Este livro contém 53 fotogravuras, em 20 folhas de papel “couché”, 31 zincogravuras, cartas politicas, inéditas e semi-inéditas, escritas pelo Senhor D. Manuel II, cartas politicas, inéditas, escritas por D. Fernando II, etc., e cartas politicas, também inéditas, mandadas escrever por D. Pedro IV. As cartas do Senhor D. Manuel, de Teixeira de Sousa, presidente do seu último ministério, e uma das cartas de Serrão Franco, são reprodusidas em zincografia”.
Curioso estudo, segundo alguns críticos e historiadores considerado de referência, sobre a Rainha D. Amélia de Orleans e Bragança, última rainha de Portugal.
Descrição:
Livraria Bertrand , Lisboa (1961). In-8º de 320-(1) págs. Brochado com algum foxing disperso ao longo do miolo.
Exemplar de uma tiragem especial, limitada, numerada com ilustrações impressas à parte, de página inteira.
Inserido nas Obras Completas de Aquilino Ribeiro.
Descrição:
Edição dos autores (Coimbra Editora Limitada), Coimbra, 1958. In-8º de 16 págs. Brochado. Por abrir.
RARO.
"Número Único editado pelos seus colaboradores em Coimbra.
Daniel Pires diz-nos "...Segundo Eduíno de Jesus, a ideia de lançar esta publicação terá partido de Rui Mendes. A revista não era formada por um grupo coeso, não apresentando assim um projecto poético definido.
Na opinião de Maria de Fátima Marinho, a revista e muito especialmente a poesia de Eduino de Jesus, "prenuncia a poesia experimental"..." (in Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa).
Com um desenho da autoria de Aureliano Lima. Apresenta poemas de Aureliano Lima, Eduino de Jesus, José Ferreira Monte, Jorge de Sampaio e Rui Mendes
Descrição:
Tip. Sociedade de Papelaria Ldª, Porto, 1966. In-4º de (14)-478-(1) págs. Brochado em excelente estado de conservação.
Prefácio extenso de Jorge Peixoto.
Dos mais importantes catálogos de bibliotecas produzidos em Portugal, com mais de 3000 títulos, cuja origem remonta ao séc. XVII, de um riquíssimo acervo que testemunha as vocações militares, religiosas e agronómicas da família Sousa da Cãmara. É um acervo que representa imensas colecções, extremamente vaiolosas que só se consegue alcançar através de gerações de pacientes buscas.
Obra de referência bibliográfica.
Descrição:
Tipografia da Atlântida, Coimbra, 1961. In-8º de 34 págs. Brochado. Excelente estado.
Constiui o primeiro e único número desta MUITO INVULGAR revista, com colaboração de João Vário (Canto primeiro), Luís Serrano (A taça e o brinde seguido de Natal Interior), Rui Mendes (Processo), Louzã Henriques (Da poesia e da estética) e Herberto Helder ( Ofício de Poeta ).
Segundo Luis Serrano, esta revista antecipou-se de alguns meses ao movimento Poesia 61 e que viria aparecer em Lisboa. No texto de abertura, da autoria de João Vario, desenvolviam-se as linhas da revista, que pretendia acolher e divulgar a poesia da nova geração sem grandes preocupações de carácter ideológico e abrir as portas a um certo experimentalismo.
Descrição:
(Editorial Gleba, Lisboa, s.d.). In-8º de 183-(1) págs. Encadernação editorial em napa castanha escura com dizeres dourados na lombada. Excelente exemplar.
Trata-se da edição especial numerada e com chancela editorial de validação, impressa em papel de melhor qualidade, executada por concessão de Pubicações Europa-América (onde em 1960 foi impressa a primeira edição) à Edetiroal Gleba, incluindo-a na sua justamente apreciada "Colecção Fólio".
"... José Cardoso Pires começou por fazer uma cofissão e uma revelação. Não era homem do teatro e tinha uma péssima ideia do ambiente teatral. - "Não queria nada com o teatro!", explicou sorrindo, que sofrera, em tempos uma dolorosa experiência. Tinha portanto de penitenciar-se ..." (in "Diario de Lisboa", 29-I-1965)
Descrição:
Nova Edição da Livraria Eclética, Lisboa, s.d. (1944). In-8º de 124-(18) págs. Brochado, em excelente estado de conservação, com ocasionais, ténues e insignificantes picos de acidez. Miolo em mint condition. Edição cuidada, ilustrada com desenhos e capa de brochura a cores por Júlio de Sousa. Todos os exemplares levam a rubrica do autor.
NOVA EDIÇÃO com uma carta de Fernando Pessoa, na Marginália.
Descrição:
Edição Valentim de Carvalho, Lisboa, 1933. In-8º de 114-(6) págs. + XXX estampas ( sendo 8 a cores). Brochado em estado magniífico, com ocasionais, ténues e insignificantes picos de acidez. Miolo em bom estado geral.
TERCEIRA EDIÇÃO deste interessante estudo feito por um dos mais destacados arquitectos da sua época, auemntado relativamente à edição original, além de 6 estampas ainda um prefácio do autor especialmente preparado para a presente edição.
Descrição:
Lisboa, 1962. In-8º de 438-(2) págs. Brochado. Em excelente estado de conservação, apresentando anotações a lápis, dos valores dos livros arrematados em lelilão, exclusivos na secção Camoneana.
Trata-se do importante catálogo de uma das mais importantes Camilianas e Camoneanas leiloadas na segunda metade do séc. XX onde também figuram livros antigos do séc. XVI sobre história e descobrimentos, entre outras temáticas de grande interesse.
De referência e imprescendível figurar em qualquer biblioteca de bibliófilos e bibliógrafos camilianistas.
Descrição:
In-8.° de (10)-XXIV-(2)-91-(1) págs. Brochado com os cadernos por abrir. Capa de brochura com ocasionais picos de humidade.
O prefácio de Alberto Pimentel, vem publicado de págs. I a XXIV.
Edição original, INVULGAR.
ALMEIDA MARQUES, 470.
CAMILIANA (SOARES & MENDONÇA,1968), 1077
CONDE DE FOLGOSA, 1262
JOSÉ DOS SANTOS (1916), 79
JOSÉ DOS SANTOS (1939).
Descrição:
continuação do título:
SUCESSO VERDADEIRO que se alcançou de varias noticias, que vieraõ a esta Corte, especialmente de huma carta, que da Villa de Lagares escreveo a Manoel Marques da Costa, seu sobrinho Manoel Marquies cardoso, em que se declara o que nesta se expõem.
Na oficina de Domingos Gonsalves, Lisboa, 1754. In-8º de 7-(1) págs. Folheto tal como saiu, com um cordel. Carimbo de posse da biblioteca do eminente bibliófilo e pensador JOAQUIM DE CARVALHO. Papel com ligeira acidez. Apresenta uma bonita xilogravura no verso.
Relato de um "milagre" que sucedeu na vila de Lonrosa (isto é, Lourosa, Oliveira do Hospital) a propósito do Padre Manuel Abrantes que " ... chegando a casa de hum Lavrador, lhe rogou o acompanhasse para lhe servir de Acolyto, ao que o Lavrador se negou com o pretexto de que tinha huma besta doente, e a nam podia deixar pela estar curando naquella hora, o bota do Padre lhe instou que viesse, e o Lavrador houve de ceder o rogo, mas tornando a casa com o mesmo Padre, achou a besta morta; queixou-se sentindo a falta que lhe fazia, mas o servo de Deos lhe disse que aquelle mal ainda tinha remedio, e lançando a bençam, se levantou a besta sã ...".
Este tipo de impressos eram comuns no século XVIII, descrevendo quase sempre um evento extraordinário que teria ocorrido nessa localidade, num contexto em que a religiosidade popular e a crença em intervenções divinas eram muito fortes.
Descrição:
Edições Fenda, Coimbra, 1982 (a 1983). In-8º de 10 vols, brochado, em "mind condition". Pontos de ferro sem a tradicional oxidação, como habitualmnete se fazem acompanhar.
Conjunto completo, e difícil de reunir, da colecção AS LÁGRIMAS DE EROS das procuradas edições FENDA, e constituido pelos seguintes títulos:
1) João Cabral de Melo Neto - POESIA E COMPOSIÇÃO. A INSPIRAÇÃO E O TRABALHO DE ARTE. in-8º 18-(2) págs.
2) Isabel de Sá - DESEJO OU ASA LEVE. In-8º de 31-(1) págs.
3) Lawrence Durrell - ALEXANDRIA. In-8º de 21-(2) págs.
4) Maria Regina Louro - APOCALIPSE. In-8º de 16-(3) págs.
5) Jorge Luis Borges - MUSEU & OUTROS POEMAS (tradução de Jorge Sousa Braga). In-8º de 22-(2) págs.
6) Miguel Serras Pereira - CORÇA. In-8º de 41-(5) págs.
7) Helder Moura Pereira - À LUZ DO MISTÉRIO. In-8º de 30-(2) págs.
8) António Pedro Pita - ESTÁ PRONTA A PAISAGEM. In-8º de 54-(2) págs.
9) João Camilo - PARA A DESCONHECIDA. In-8º de 49-(6) págs.
10) Maria Graciete Besse - ROSTO SITIADO. In-8º de 29-(1)
Embora as tiragens estejam declaradas na ordem de 500 exemplares, alguns dos títulos são de muito escasso aparecimento. Chamada de atenção para as obras de estreia aqui inseridas na colecção, por exemplo de Maria Graciete Besse, e das primeiras obras dos autores como Helder Moura Pereira, António Pedro Pita, Miguel Serras Pereira, Maria Regina Louro e Isabel de Sá. De salientar que nesta colecção saiu uma das primeiras traduções de Jorge de Sousa Braga.
Descrição:
Na Impressão Régia, Lisboa, 1812 (e 1817). In-8º de 3 vols com 285-(1) , 345-(1) e 264 págs. respectivamente. Brochados e por aparar, perservados numa folha de papel fino da época. Frontispício do 3º volume com picos de humidade.
Páginas de rosto são gravadas a buril sobre chapas de metal e têm ao centro uma linda gravura assinada D.J. Silva com as armas de Portugal ladeados por dois anjos e a divisa. COM TODOS OS CADERNOS POR ABRIR e com as margens largas por aparar, mantendo as rebarbas e as margens desencontradas. Exemplar de colecção e bibliófilo, recomendando apenas serem albergados em caixas próprias do tipo slipcase.
PRIMEIRA, RARA e única edição.
Sobre esta obra, debruçou-se Almeida Garrett no seu Bosquejo da História da Poesia e Lingua Portugueza, dizendo que " ... António Ribeiro dos Santos foi imitador e emulo de Ferreira; poucos ingenhos, poucos caracteres, poucos estylo ha tão parecidos; senão que o auctor dos coros de Castro era muito maior poeta, e o cantor do Infante D. Henrique muito melhor metrificador. Esta ode ao infante sabio, algumas outras a varios heroes portuguezes, algumas das epistolas, e especialmente os versos que lhe dictava a amisade para o seu Almeno, são de uma elegancia e pureza de linguagem rarissima em os nossos dias ...".
António Ribeiro dos Santos (1745-1818) foi um cronista português, e censor régio. Ficou ainda ligado à criação da instituição que antecedeu a Biblioteca Nacional de Portugal em 1796, pelo decreto de D. Maria I que extinguiu a Real Mesa Censória. Estudou humanidades no Brasil e direito na Universidade de Coimbra, onde se doutorou, tendo exercido o magistério entre 1779 e 1795. Membro efectivo da Academia das Ciências de Lisboa, foi também cronista da Casa de Bragança e censor régio. Homem de vasta cultura, aberto à modernidade no contexto de enciclopedismo que caracterizou a Europa das Luzes, dedicou-se aos estudos linguísticos, mas foi na historiografia que mais se salientou deixando, entre outros, inúmeros estudos sobre o povo e a literatura sacra hebraica, as origens e progressos da poesia portuguesa, a história das matemáticas, as origens e a evolução da tipografia em Portugal. (Wikipédia)
Ávila Perez, 6540 (rara).
Cândido Nazareth, 5887 (rara).
Inocêncio I, 253
Pinto de Matos, 491.
Descrição:
Na Typographia de J. F. Sampaio, Lisboa, 1839. In-8º de VI-162-(8) págs. Encadernação moderna, meia francesa em pele mosqueada com cantos, lombada em 5 casas abertas com florões dourados e rótulo de pele vermelha com dizeres, também dourados. Nítida impressão, de bonito efeito gráfico ao gosto romântico, sobre papel sonoro, de boa qualidade e gramagem. Rúbrica de posse no frontispício.
Obra publicada anónimanente e atribuida a António Augusto Correa de Lacerda (?-1868). Publicou duas obras, incluindo a que ora se apresenta, dividida em 5 cantos. Dom Sebastião é uma fantasia histórica sobre a morte do rei em que o autor narra como o Rei D. Sebastião, após sua derrota em África, é acolhido como guerreiro desconhecido pela família de um jovem árabe que fora salvo por ele em combate. Um amigo da família, filho de um português feiticeiro exilado, é pretendente da irmã do jovem salvo pelo rei, uma cantora que se apaixona por Sebastião. O pretendente, que quer usar o poderoso prisioneiro para ascensão política, força a família a entregá-lo, mas essa resiste e pega em armas para defender o hóspede, que acaba por morrer em combate ao final do poema. A narrativa encerra com o discurso arrependido do espectro do rei e a criação da sua volta no imaginário popular.
Obra com interesse para a história do Romantismo, dado o género romance, no sentido de poema narrativo longo de matriz medieval, foi tomado como modelo para a renovação literária, e no qual se encaixa o título que ora se apresenta.
NÃO REFERIDO NAS PRINCIPAIS BIBLIOGRAFIAS CONSULTADAS
Descrição:
Na Officina de João Evangelista Garcez, Lisboa, 1808. In-8º de 83-(2) págs. Encaderrnação moderna, meia inglesa com cantos em pele, dizeres dourados na lombada. restauros no canto superior direito da obra.
Invulgar obra e de elevado interesse.
Obra publicada numa altura em que a questão do Sebastianismo veio a lume com as Invasões Francesas. O autor desta publicação anónima é Pedro José de Figueiredo (1762-1826) filho de Caetano José de Figueiredo, cirurgião da câmara da rainha D. Maria. Estudou, e depois ensinou, latim, grego, filosofia e retórica, especializando-se em filologia. Foi correspondente e corretor tipográfico na Academia das Ciências de Lisboa, da qual também fez parte como sócio efetivo. Integrou comissões literárias destinadas à revisão de livros e outros documentos para impressão. Autor da célebre «Arte da grammatica portugueza…», publicada pela Impressão Régia em 1799 produziu obra consideraável ao longo de uma dezena de títulos.
Inocêncio VI, 415 afirma ter observado apenas um exemplar que estava nas mãos do seu colega José Pedro Nunes.
Descrição:
continuação do título:
... em a qual se responde a Hieronymo Franqui, e a outros, e se trata do successo da batalha, catiueiro, e dos que nelle padeceraõ por não serem mouros, com outras cousas dignas de notar. Copiado fielmente da ediçaõ de Lisboa de 1607. Por Bento Joze de Souza Farinha.
Na offic. de Joze da Silva Nazareth, Lisboa, 1785. In-8º de (20)-275 págs. Cartonagem coeva com papel marmoreado, com rótulo de papel manuscrito na lombada. Este exemplar foi do eminente bibliófilo, intelectual e pensador português Joaquim de Carvalho (carimbos de posse. Mancha de humidade ao longo de metade superior do terço final da obra. Restauros antigos nas duas primeiras folhas. SEGUNDA EDIÇÃO.
Ávila Perez, 4917.
Azevedo Samodões, 2077.
Conde de Ameal, 1520. ( "...é sem dúvida, uma das obras mais interessantes e que mais luz jorram sobre a infeliz e trágica jornada de Alcacer-Kibir e sobre as causas que lhe deram origem ..." ).
Conde da Folgosa, 2801 (obra rara)
Inocêncio III, 270 diz-nos: "... Jernonymo de Mendonça, natural do Porto, e um dos que acompanharam a Africa elrei D. Sebastião, ficando captivo na batalha de Alcacerquibir. Depois de resgatado voltou para Portugal, onde escreveu como testemunha ocular d'aquelles sucessos a obra seguinte, que dedicou a D. Francisco de Sá e Menezes, senhor de Penaguião, em 20 de Janeiro de 1607. (D'aqui se tira a pouca verdade e fundamento com que Agostinho Rebello da Costa na sua Descripção da cidade do Porto o dá falecido em 1590). (...) A obra gosa de estimação pela sua linguagem e estylo, e parece escripta em geral com sinceridade e bom conhecimento da materia. ...".
Monteverde, 3519.
Pinto de Matos, 397.
A obra relata a jornada do autor por África, onde ele descreve suas experiências e observações sobre a fauna, a flora e a cultura dos povos africanos. O livro está dividido em três partes, com a seguinte estrutura: o Livro Primeiro, dividido em 7 capítulos, narra as "rezões que teve el Rey dom Sebastião pera passar a Berberia", a partida da armada, a batalha, e seu fim. O livro Segundo, dividido em 18 capítulos, conta o que resultou desta batalha, da repartição dos cativos, da vida destes em Marrocos, entre árabes, Judeus e "Elches". Das fugidas e dos resgates. O livro Terceiro, dividido em 15 capítulos, evoca a "Vida & morte" dos "sete moços" martirios, Francisco da Esperança, Simão de Freitas, Fernão Gines, João Frances, Domingos, Amaro, e Antonio da Silva
A Jornada D'Africa é uma obra de interesse ao entendimento da visão europeia sobre a África no século XVI em que Jerónimo de Mendonça procurou aqui contestar as afirmações de Connestagio no seu livro «Dell’Unione del regno di Portugallo alla corona de Castiglia…»
Descrição:
Na Officina Antonio Rodrigues Galhardo, 1810. In-8º de (5)-114 págs. Encadernação antiga, finais séc. XIX, inteira em skivertex violeta. Alguma acidez própria da qualidade do papel.
Bom exemplar, mesmo com duas folhas facsimiladas (p. 65 a 68). Trata-se apenas da primeira parte, tendo saido em volume autónomo, a parte segunda no mesmo ano.
EDIÇÃO ORIGINAL deste polémico escrito do igual polémico autor, em que capítulo inaugural abre com "OS SEBASTIANISTAS - reflexões críticas sobre esta ridicula seita" manisfestando o seu repúdio ao mito sebastianista, de novo extremamente activo nesta época das Invasões Francesas, e que segundo o autor no seu prefácio: 'Na História Universal da Demência Humana, ainda não apareceu, nem aparecerá um delírio semelhante'.
Inocêncio IV, 183 e 199 diz-nos “Grande e acirrada polémica provocou a aparição desta obra, publicando-se contra ella e contra o seu autor um grande número de opúsculos impugnatórios, cujos títulos poderão ver-se nos artigos João Bernardo da Rocha, Fr. José Maria de Sá, Carlos Vieira da Silva, Fr. José Leonardo da Silva, D. Francisco da Soledade, Joaquim Agostinho de Freitas, Manuel José Maria da Costa e Sá, etc. – A todas estas impugnações respondeu José Agostinho. ...".
Descrição:
In-8º de 454-(1) págs. Encadernação coeva, meia inglesa em pele vermelha com lombada de 5 casas abertas, gravada a pigmento negro e dourada com dizeres e filetes duplos. Junto ao frontispício vem um bom retrato de Camilo, impresso em separado. Preserva a capa de brochura anterior. Ligeiro aparo marginal. Pequena falha de pele no canto superior direito da lombada. Frontspício com ligeiras manchinhas de humidade,
PRIMEIRA EDIÇÃO desta bastante apreciada colectânea de escritos, primitivamente dada a lume em diversas publicações. BASTANTE INVULGAR.
(Compreende ante-rosto com os dizeres BOHEMIA DO ESPIRITO e verso em branco; frontispício textualmente descrito supra e verso com subscrição tipográfica TYP. DE ARTHUR JOSÉ DE SOUSA & IRMÃO // Largo de São Domingos, 58 – Nº telephonico,
131; página 5ª com PREAMBULO datada na página seguinte; o texto propriamente dito inicia-se na página 7 e decorre até à página 454 incluindo as ERRATAS e o INDICE)
ALMEIDA MARQUES, 353;
CAMILIANA (SOARES & MENDONÇA, 1968), 841;
CARVALHO, 31;
CONDE DA FOLGOSA, 1143;
HENRIQUE MARQUES, 222;
JOSÉ DOS SANTOS (1916), 19;
JOSÉ DOS SANTOS (1939), 91;
MANUEL DOS SANTOS, 269.
Descrição:
(Instituto de Alta Cultura), Porto, 1953. In-4º de 610-(1) págs. Brochado, com as capas apresentando ligeiro foxing.
Trabalho de fôlego e grande amplitude sobre este caso típico português de organização comunitária, sendo até o primeiro estudo monográfico sobre uma comunidade rural situada sobre os dois lados de uma fronteira política.
Cancioneiro de Margot Dias. Desenhos de Fernando Galhano.
Descrição:
Typographia de Eduardo Roza, Lisboa, 1887. In-8º de 152 págs. Encadernação moderna em pele do diabo, meia inglesa. Aparo marginal, impressão sobre papel de boa qualidade, sem defeitos apontar. Exemplar muito limpo e fresco.
O trabalho constitui uma Dissertação de Concurso e é uma das primeiras tentativas de caracterização geográfica dos campos de Coimbra, compreendidos entre as bacias hidrográficas do Vouga e do Baixo Mondego, do ponto de vista agrícola, geológico. De igual forma, é descrita a faixa litoral com seus aglomrados populacionais, descrevendo o tipo de populaçoes residentes.
Obra muito curiosa e interessante pelas abordagens científicas que diz respeito ao arvoredo e às culturas produzidas nas diferentes secções da região estudada.
INVULGAR.
Descrição:
Imprensa a Universidade, Coimbra, 1861. In-8º de 271 págs. Encadernação coeva, meia inglesa em calf verde escuro, com dourados na lombada, à custa de ferros estilizados de elementos arquitectónicos. Siansi de manuseamento nos rebordos das pastas.
Originalmente publicada em 1819, no tomo 6º, parte 1ª das Memorias da Academia Real das Sciencias de Lisboa.
Segunda edição, a primeira independente, desta importante monografia, talvez a primeira descrita na bibliografia Torreense, contendo importantíssimos subsídios para o estudo das invasões francesas, à custa de memórias frescas do autor sobre os acontecimentos napoleónicos regionais. Lindamente ilustrado com o brasão de armas e faz-se ainda acompanhar de uma grande tabela em folha desdobrável.
Os capítulos dizem respeito ao seguinte rol: «Senhorios, Alcaides-mores e Titulares da Villa», aos «Monumentos celebres, antigos e modernos», às «Ocasiões em que a Villa de Torres tem servido de residência ou Côrte dos nossos Soberanos» e ao estudo de «Algumas famílias antigas de Torres Vedras» e apêndice a transcrição da «Relação chronologica dos Juízes de Fora, etc…»; do «Foral Antigo e Moderno», do «Foral de D. Manuel» e do «Diploma do Senhor D. Affonso III».
Da história económica, a monografia oferece importantes subsídeos sobre agricultura, indústria, comércio e serviços, relativo ao território torriense, extendendo-se ainda à história da população e do ensino. Constitui uma obra de consulta obrigatória para os estudos históricos regionais.
Foi feita em 1988 uma edição fac-similada desta obra, nesta mesma edição.
Descrição:
Edições Gama, Lisboa, 1948. In-8º de 324-(1) págs. Brochado, em muito bom estado de conservação, miolo limpo, sem defeitos maiores apontar. Ricamente ilustrado em separado, sobre papel couché, com desenhos de instrumentos agrícolas, fotografias a fachadas de casas importantes, cenas de rua, paisagens fluviais do rio Sorraia, vistas parciais de aglomerados populacionais duas plantas. Apresenta ainda duas plantas desdobráveis.
A freguesia do Cousso, ou Couço, pertence ao distrito de Santarém, confinando com os concelohos de Ponte de Sôr, Montemor-o-Novo e Mora.
Descrição:
Vértice, Coimbra, s.d. In-8º de 7 págs. br. Capa de brochura ilustrada com um desenho de Ribeiro Pavia.
As separatas da prestigiada revista de cultura e arte VÉRTICE, tiveram uma tiragem de reduzido número de exemplares.
PRIMEIRA EDIÇÃO do poema, retomado mais tarde em 1971 no seu livro Poemas Inactuais.
RARO.
Descrição:
Empreza da Historia de Portugal, Lisboa, 1903. In-8º de (4)-270 págs. Encadernação meia inglesa em pele do diabo cinzenta com rótulo de pele vermelha gravada com dizeres a ouro. Aparo marginal generalizado, preservando as bonitas capas de brochura.
Ilustrações de Roque Gameiro.
Muito bom exemplar, em excelente estado de conservação desta INVULGAR PRIMEIRA EDIÇÃO ainda hoje apontado como uma referência para estudiosos e é ainda considerado o primeiro do género alguma vez escrito. O autor, Pinto de Carvalho, dizia ser “indubitável” que o fado só apareceu em Lisboa depois de 1840. “Até então, o único fado que existia, o fado do marinheiro, cantava-se à proa das embarcações” e foi esse estilo que “serviu de modelo aos primeiros fados que se tocaram e cantaram em terra”. Esta obra constitui um manancial de informação reconhecendo-se aqui o primeiro esforço para sistematizar as origens e evolução do Fado com uma biografia dos seus protagonistas.
Descrição:
Escriptorio do Almanak da Beira, Vizeu (1872). In-8º de 171 págs. Brochado com as capas impressas a duas belas cores conjugadas, verde e laranja. bonita publicação ao gosto da época, com alguns tipos românticos. Exemplar um pouco manuseado, mas em boas condições sem as tradicionais manchas que acompnham este tipo de publicações deste período. Apresenta largas margens desencontradas conferindo uma beleza bibliófila acrescida ao exemplar.
A secção literária apresenta a colaboração de João Gaspar de Lemos, Adelino Veiga, Dª Maria F. da Silva e V. Albano S. Saraiva, A . Barosa, José Leite de Vasconcelos, C. J. Duarte, José Maria da Costa Duarte, M. de Assumpção, D. Amélia P. Braz, Augusto Cesar, Charadista Beirã, L. M. D. C. Saavedra, , J.A.de C. Fontanellas, A. V. Loureiro, S. de Carvalho, Amelia Janny, Catão SImões, Bastos de Pinto, José L. de V. P. de Mello Junior, Candido Figueiredo, A. Barbosa, Frederico Guilherme, A. Sergio de Castro, A. Antues Braz, Flausino de Castro e C. Novaes. Deste rol, destaca-se a maior colaboração de Gaspar de Lemos, Leite de Vasconcelos e Adelino Veiga.
Efectuamos uma chamada de atenção para o facto de Leite Vasconcelos aqui ter publicações aos 14 anos de idade.
Descrição:
Tagol, Lisboa, 1988. In-4º de 60 folhas inumeradas e um mapa de grandes dimensões desdobrável. Encadernação editorial em sintético com Brasão d'Armas da Real Bibliotheca gravado na pasta anterior, esta com filetes duplos em cercadura. Dizeres dourados na lombada.
Edição fac-similada limitada a 3000 exemplares com a respectiva leitura do manuscrito anónimo onde se incluem 12 plantas de regiões, vilas, duas cidades que ao tempo existiam e uma carta. De grande interesse para a história do Brasil.
Ótimo exemplar, fac-simile rigoroso em pormenores de conservação, sem defeitos apontar.
Descrição:
Livraria Internacional de Ernesto Chardron-Editor, Porto e Braga, 1880. In-4º de 87-(8) págs. Brochado. No final, apresenta as 4 fototipias anunciadas sobre rostos ou portadas com composições tipográficas semelhantes às duas variantes da edição de 1572 dos Lusíadas. Variante com capas de brochura em amarelo. Nítida e muito cuidada impressão em papel de algodão superior, com os cadernos por abrir. Frontispício impresso a das cores, vermelho e negro. Dedicatória não autógrafa no ante-rosto. Pequeno e insignificante corte marginal na capa
Belo exemplar, muito bem preservado.
Descrição:
Na Officina de Joaquim Thomaz de Aquino Bulhões, (Porto), 1815. In-8º de 78 págs. Brochado com papel estampado da época, de bonito efeito estético.
Os exemplares que têm aparecido à venda nos últimos anos, nenhum apresenta o nome do autor impresso (António Joaquim Mesquita e Mello), ao contrário do que apresenta o nosso exemplar aqui exposto. Alguns livreiros descrevem existirem duas edições deste poema publicado anonimamente, no mesmo ano de 1815. Em nosso entendimento, através do exemplar que ora se apresenta, sendo um dos que está identificada autoria por impressão do nome autor, concluimos que é a mesma edição, não havendo portanto lugar a duas edições distintas. O nosso argumento, é baseado na análise atenta aos tipos empregues na impressão do nome do autor "Por A.J.Mesquita e Mello" que se apresenta tão diferente em tipografia assim como a própria tinta utilizada, do resto dos tipos utilizados na totalidade da obra impressa. Isto sugere que alguns exemplares impressos com nome do autor, entraram com no plano de impressão da máquina tipográfica pela segunda vez, unicamente para impressão da autoria, o que pode justificar a escassez desta variante.
O livro descreve os acontecimentos da cidade entre 1807 e 1809 (momento chave da Guerra Peninsular onde os franceses ocuparam a cidade antes de serem expulsos), incluindo a invasão pelas tropas francesas do marechal Soult e a subsequente libertação. Apresenta na abertura da obra um longo Soneto de 62 páginas, dividido em dois cantos pela metade de número de páginas, seguindo-se Ode Saphica ao Grande Alexandre Imperador de todas as Russias para 3 folhas depois rematar com a Ode Pyndarica ao sempre invencivel Duque da Vitoria (por outras 5 páginas).
Inocêncio I, 162: " ... nascido segundo creio pelos annos de 1793 a 1796, por effeitos de uma febre maligna cegou totalmente aos dous annos de edade; o que não o impediu contudo de cultivar as letras ... compõe-se de quatro cantos em oitava rima, e sahiu sem o seu nome ..." e VIII, 186.
Monteverde, 394 omite este título.
Nestas condições, VARIANTE RARA e PEÇA DE COLECÇÃO
Descrição:
Na Offic. Patriarcal de João Procopio Correa da Silva. Lisboa, 1802. In-8º de 222 págs. Encadernação coeva, inteira de carneira com dizeres simples dourados na lombada. Rúbrica de posse antiga no frontispício, algumas folhas com ligeiro foxing. Papel de boa qualidade, gramagem superior, conferindo um a sonoridade saudável quando manuseado.
Bonito exemplar, bastante raro com 6 canções, 14 epístolas, 4 odes anacreonticas, e outras pequenas peças.
Exemplares na BNP e Biblioteca Municipal de Elvas.
Inocêncio II, 437.
Francisco Manuel Gomes da Silveira Malhão (1757-1816) Advogado, poeta arcádico e fabulista. Fez estudos particulares de Latim e Música entre as vilas de Obidos, Pombal e Torres Vedras e de Retórica e Filosofia num colégio de Mafra. Em 1782 ingressou na Universidade de Coimbra, concluindo o curso de Jurisprudência em 1789, após o que começou a exercer a advocacia. Seria, porém, menos como estudante do que como compositor, cantor e tocador de modinhas e cançonetas, muitas vezes improvisadas, que desde a juventude se revelaria. Trata-se de uma poesia entre o sentimental e o satírico, com referências ora à vida escolar, ora à vida amorosa. E ainda autor de diálogos críticos e traduções, nomeadamente das Odes de Anacreonte. Era irmão de António Gomes da Silveira Malhão, cujos poemas publicou juntamente com a edição da sua própria Vida e Feitos — obra autobiográfica e antologia de seus textos em prosa e em verso, que, por outro lado, dá a conhecer uma visão quixotesca do amor. Usou por vezes o pseudónimo de António Castanha Neto Rua, ao passo que o poema A Vaidade Ridícula é subscrito por José Rafael da Silveira Pequenito. (in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. I, p. 571, Lisboa 1991
Descrição:
Typographia Rangel, Bastorá, 1898. In-8º de (7)-245-(1) págs. Encadernação modesta meia inglesa em skivertex azul, com dourados desvanecidos na lombada. Rúbrica de posse na primeira página de poemas e no final da obra. Aparo generalizado e sem capas de brochura.
Obra em edição original (não se conhece outra edição) de raro aparecimento no mercado, e impressa para a Comissão Comemorativa do Centenário da Índia. Constitui um livro de mandós (canções da terra) trasladados pelo autor para portugês " ... com toda a fidelidade de linhas e de contornos, para que não se perdesse a simplicidade nativa e orginal ..." e escritos quando tinha 20 anos de idade.
Floriano Barreto (1876-1904) pertence à geração de poetas goeses que escreveram entre a última década do século XIX e as primeiras duas décadas do século XX animados por uma apologia à literatura goesa do passado, a que Bragança Cunha chama de «sentimento indiano» e «sensibilidade indiana». Segundo Chiovetto & Garmes, " ... ele pertence ainda a um movimento de escritores da busca selectiva do que foi deixado de lado com a colonização lusitana, que perdurou até meados de 1850, e que alguns críticos chamam dse indianismo de Goa designação inspirada no indianismo brasileiro de Gonçalves Dias, José de Alencar, entre outros, que associaram a identidade indígena à origem da identidade nacional brasileira. No caso de Goa, que jamais se constituiu em uma nação independente, o indianismo se revelou como uma forma de nativismo, que valorizava a especificidade da identidade goesa frente à identidade da metrópole portuguesa e de outras regiões coloniais do império português ...". (Vitória CHIOVETTO & Helder GARMES, in Metalinguagens, 2021, v. 8, n. 4, Dezembro de 2021, p. 97-115)
" Floriano Barreto nascido em Margão finou-se no Porto na frescura da mocidade, apenas com 28 anos. A pequena obra que deixou, consta dum volume, intitulado Falenas, feixe de peças que abrangem vários temas. Mais descritivo e verbalista do que lírico, Floriano Barreto sobressai todavia pela suavidade de rima embora a forma dos seus versos revista de quando em quando artificialismo e monotonia. No poema que consagra à Bailadeira da India deplora, em inertes alexandrinos, a miserável condição em que a infeliz se arrasta.".(CRISTO, Manuel Filinto Dias - Esboço da história da literatura indo-portuguesa. Bastorá, 1963).
Outra bibliografia/referência na revista O OCCIDENTE, 22º ano, nº 730 (10 de Abril de 1899).
Descrição:
Artis (Lisboa, 1963). In-8º de 12 págs e 17 estampas impressas à parte, albergado num "portfólio" cartonado editorial. Integrado na colecção de arte contemporânea.
Com expressiva uma dedicatória autógrafa no frontispício.
Descrição:
sub-título:
«Comprehendendo narrativas diversas, aventuras e importantes descobertas entre as quaes figuram a das origens do Lualaba, caminho entre as duas costas, visita ás terras da Garanganja, Katanga e ao curso do Luapula, bem como a descida do Zambeze, do Choa ao oceano – Edição illustrada com mappas e gravuras».
Imprensa Nacional, Lisboa, 1886. In-4º gr. de 2 vols com XXVII-448 e XIII-490 págs. respectivamente. Encadernação em tela cinzenta clara, editorial policromada a negro e vermelho, em excelente estado. Obra ilustrada com desenhos no texto, 14 gravuras em extratexto (4 no primeiro volume e 10 no segundo), uma das quais de página dupla, 2 desdobráveis com diagramas de curvas meteorológicas e 6 mapas desdobráveis (4 no primeiro volume e 2 no segundo).
Raro foxing em apenas algumas páginas, e alguma acidez nos mapas, próprio da qualidade do papel sob acção do tempo, sem perder estrutura de suporte, aliás, bem firme.
De Angola à Contra-Costa constitui o livro, em dois volumes, resultante das viagens pelos dois exploradores portugueses Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens que, nos anos 1885 e 1886, efetuaram uma travessia da região austral de África, iniciada na costa angolana e terminada em Quelimane, Moçambique. Considerado um clássico do descobrimento científico interior de África, com fabulosas histórias e desenhos, é um relato fundamental consolidando a presença portuguesa no interior de África e servindo de base ao célebre Mapa Cor-de-Rosa, marco geopolítico do fim do século XIX. Capelo & Ivens relatam os choques cuturais entre europeus e africanos, no conhecimento de uns e no desconhecimento de outros em diversos assuntos do quotidiano, e da dificuldade de comunicação que tiveram com esses povos.
Em PRIMEIRA EDIÇÃO, esta é das mais conceituadas e apreciadas obras de toda a nossa bibliografia africana de viagens, numa esmerada e muito cuidada edição, impressa em excelente papel e enriquecida com numerosas gravuras impressas nas páginas de texto e em separado, além de diversos mapas desdobráveis, a cores.
Descrição:
Domingos Barreira, Editor, Porto (1943). In-4º de 167 págs. Brochado com capa de brochura ilustrada e assinada por Alberto de Sousa. Profusamente ilustrado. Lombada com etiqueta de ordem de biblioteca e ligeira mancha de humidade no pé, não extensível ao miolo.
No texto de introdução, lemos: " ... O grande número de jogos infantis que nos iam aparecendo entre as tradições populares de Santo-Tirso levou-nos a planear um trabalho, que pensávamos, talvez fosse útil como elemento educativo. Os jogos não têm apenas interesse para as crianças: atraem também a atenção dos historiadores.... "
Obra justamente apreciada em segunda edição, preferida à primeira, por ser bastante aumentada.
Descrição:
Livraria-Editôra da Casa do Estudante do Brasil, Rio de Janeiro, 1949. In-8º de 228-(1) págs. Brochado. Exemplar impecável, com os cadernos por abrir, não obstante o tradicional amarelecimento do papel impresso, desta época. Com carimbos de oferta de editor no ante-rosto.
PRIMEIRA EDIÇÃO deste livro, proibido em Portugal pela censura do Estado Novo (Relatório 2805 de 18 de Abril de 1945).
Encontra-se muito bem conservado, sendo até nestas condições, RARO (PEÇA DE COLECÇÃO).
Terra Morta é um romance de Castro Soromenho (1910-1968), proibido em Portugal e publicado no Rio de Janeiro, em 1949. Neorrealista, a obra retrata a vila de Camaxilo, locus horrendus no Nordeste de Angola, na época colonial. É a descrição da vida patética de uma pequena comunidade de colonos portugueses, comerciantes e funcionários do Estado colonial, que se esforça por manter a todo o custo uma certa honra e dignidade que o estatuto de homem branco, lhes confere. Inúmeras personagens, colonizadores e colonizados, homens e mulheres, interagem no enredo, pela voz do narrador, como se fossem actores históricos, úteis para pensar o Terceiro Império Português. As minas da Diamang e os cânticos dos trabalhadores contratados fazem parte do cenário, sendo, também, a obra um contributo importante para a história do trabalho colonial. O autor deixa uma mensagem não só de opressão, materializada em Camuari, a máscara da morte, como de luta contra esta, contada e cantada em outras histórias de resistência à violência colonial.
Descrição:
(Edição do Autor, Lisboa, 1956). In-4º de 16 págs. Brochado com linóleo na capa de Israel Macedo. exemplar em excelente estado de cosnervação, apresentando-se unicamente com uma ligeira e insignificante acidez marginal nas capas.
LIVRO DE ESTREIA em primeira edição de M. António (Mário António Fernandes de Oliveira, 1934-1989). Foi um consagrado poeta angolano, natural de Maquela do Zombo dos mais importantes do seu tempo tendo publicado em Távola Redonda e Mensagem. Foi activista político próximo do Partido Comunista Angolano e do Movimento Popular de Libertação de Angola. A partir de 1963 passou a residir definitivamente em Portugal, estando ligado à Casa dos Estudantes do Império e às actividades dos movimentos de libertação ali desenvolvidas. No mesmo ano foi galardoado com o prémio Ocidente para poesia, do Secretariado Nacional de Informação. Segundo a Fundação Calouste Gulbenkian, recebeu ainda, a título póstumo, o prémio Camões (embora o seu nome não conste da lista oficial de galardoados). A mesma Fundação instituíu, em 2001, um prémio literário com o nome de Mário António, que foi atribuído, nessa sua primeira edição, a Mia Couto (n. 1955), pelo romance O Último Voo do Flamingo (2000).
O livrinho apresenta dezanove poemas, escritos entre 21 de Outubro de 1951 e 8 de Setembro de 1954, que, explicitamente, ora evocam memórias de infância ora transmitem impressões amorosas.
De RARO APARECIMENTO no mercado.
Descrição:
Publicações Tribuna, Lourenço MArques, 1962. In-8º de de 114-(4) págs. Brochado. Rúbrica de posse de poeta coimbrão da geração de sessenta na folha de ante-rosto. Capa e ilustrações , impressas á parte e coladas apenas no topo das folhas, da autoria de Jorge Garizo do Carmo (1927-1997).
PRIMEIRA EDIÇÃO do segundo livro de poesia do autor que iniciou a colecção Cancioneiro de Moçambique e, segundo alguns críticos literários, é talvez um dos mais importantes de toda a bibliografia de Rui Knopfli (1932-1997).
Descrição:
Edição do autor, Lourenço Marques, 1959. In-8º de 95 págs. Brochado com rúbrica de posse de poeta coimbrão da geração de sessenta, no frontispício. Capa de brochura e interior com desenhos do próprio autor. Excelente estado de conservação deste exemplar apresentando-se muito fresco e limpo.
LIVRO DE ESTREIA, em PRIMEIRA EDIÇÃO de Rui Knopfli (1932-1997) do qual escreveu António Ramos Rosa na revista Seara Nova " ... a sua voz destaca no concerto da poesia dos últimos anos, pela agressividade corrosiva, pela maneira directa com que fixa a realidade social e os seus próprios sentimentos, pelo sarcasmo com que a vitupera, pela rudeza viril ...". Em 1984 receebu o préio de poesia do PEN club. Fez parte de uma geração de moçambicanos expatriados, que inclui os poetas Alberto de Lacerda, Helder Macedo e Virgílio de Lemos, o cineasta Ruy Guerra, os filósofos Fernando Gil e José Gil, o arquitecto Pancho Miranda Guedes, o fotógrafo Pepe Diniz, a pintora Bertina Lopes e o ensaísta Eugénio Lisboa.
Descrição:
(Tip. Sequeira, Ldª, Porto), 1921. In-8º de 136 págs. Brochado. Nítida impressão sobre papel de boa qualidade, sedoso, de apuro gráfico ao gosto arte nova. Em muito bom estado com sinais de uso apenas na charneira.
Invulgar.
Descrição:
Academia Real das Sciencias, Lisboa, 1880. In-8º de 98-(2) págs. Encadernação artística inteira de pele fina, lombada a 5 nervos dourada em casas fechadas, dourados também nos nervos, seixas e pastas com cercadura tripla. Corte superior das folhas com dourado. Preserva as capas de brochura. Preserva ainda uma folhinha volate de erratas que normalmente falha (mencionado por Inocêncio). Ocasional foxing exclusivo à capa de brochura e ante-rosto.
BELO EXEMPLAR, de colecção, da INVULGAR edição original.
Trata-se de um estudo lido na sessão solene da Academia Real das Ciências em 9 de Junho do ano em que foi publicado. Francisco Manuel Carlosde Mello (1837-1903), 4º Conde de Ficalho, foi um ilustre botânico português e escritor naturalista na temática das viagens e descobrimentos portugueses. Flora dos Lusíadas constitui a sua primeira obra publicada.
Inocêncio XV, 105 e 174.
Não referido nas bibliografias consultadas.
Descrição:
(Coimbra Editora, Ldª), Coimbra, 1949. In-4º de 36 págs. Brochado. Ostenta uma dedicatória autógrafa e datada.
Separata de 100 exemplares de Terras do Mondego. Com um mapa desdobrável representando a Bacia Hidrográfica do Mondego para melhor compreensão dos termos Terras do Mondego e Baixo Mondego. Trabalho desenvolvido cuja bibliografia são fontes documentais medievais em Rolos de Pergaminho depositados no Arquivo da Universidade e aqui enumerados.
Descrição:
continuação do título:
" ... contendo as biographias das pessoas que illustraram esta região por suas acções, escriptos, invenções ou valiosos serviços prestados; a descripção de todas as povoações com as respectivas noticias historicas, antiga e moderna divisão administrativa, eleitoral e judicial, noticia e analyses conhecidas das aguas mineraes, população de cada freguesia em 1732, 1864 e 1900, rendimento collectavel da matriz predial, as equivalencias das antigas medidas e pesos em todos os concelhos, noticia sobre os arrosaes, minas de carvão e ferro, calcareos, etc..."
(edição do Leiria Illustrada), Leiria, 1907. In-8º de 428 págs. Encadernação modesta em tela negra, coeva, com as pastas restruturadas. Mancha de humidade que ocupa as páginas do ante-rosto e folha de guarda. Assinatura de posse no verso de frontispício por Antonio Arthur Telles de Menezes, família conhecida em Fafe (Fidalgos da Luz) e viveram no séc. XIX no Brasil. Insignificante trabalho de traça restrito ao primeiro caderno, no canto inferior esquerdo.
Tito Benevenuto de Lima e Souza Larcher (1837–1906) foi um político e militar brasileiro do século XIX, com relevante actividade durante o período imperial do Brasil. Foi presidente da província do Amazonas, com carreia da admnistração pública ligada à carreira militar.
Obra publicada em fascículos periódicos que saiam como suplementos do Leiria Illustrada, tendo sido interrompido na página 428 como indica no final a nota do editor: "Suspendendo o Leiria Illustrada a sua publicação com este numero, acaba o nosso folhetim. O auctor vae porem fazer a publicação do Diccionario em fasciculos quinzenaes, de 16 paginas, grande formato, pago em series de 12 ou 24 numeros, a preço não superior a 50 réis o fascículo. - As pessoas que o desejem assignar devem dirigir-se ao auctor Tiio B. L. de Souza Larcher, Leiria - Acceitam-se agentes."
As entradas do dicionário começam com A-de-Freire (freguesia de Alqueidão da Serra - Porto de Mós) e terminam com Athouguia, extendendo-se a informação, ao longo de 12 páginas, dedicada aos respectivos Condes.
Notável obra com valioso repositório histórico-corográfico para o districto de Leiria.
Não havendo mais informações disponíveis, acreditamos que a obra tenha sido interrompida por falecimento do autor, em que depois da edição dos folhetos, ou cadernos, se realizou um frontspício para o conjunto, de posterior feitura, atestado pela diferente cor do papel utilizado.
TUDO QUANTO DE PUBLICOU - a BNP não tem um exemplar.
Descrição:
Na officina de Miguel Manescal da Costa, Lisboa, 1761. In-8º de 2 vols. com XVI-169-III e IV-184-XIV respectivamente. Encadernação coeva inteira de carneira, um pouco coçada nos cantos e charneira, lombada com 4 nervos, decoração vegetalista bem ao gosto da época, dourada em casas fechafas e rótulo de pele vermelha, também com dizeres dourados. Guardas coevas em papel pintado em tina manual. Papel saudável mantendo a sonoridade original. Pequena falta de pele no pé da lombada. Mancha de humidade no canto inferior direito das páginas preliminares. Duas rúbricas de posse, uma coeva no verso da folha de guarda, outra moderna, no frontispício.
PRIMEIRA EDIÇÃO, MUITO RARA, não referida nas principais bibliografias consultadas de imponentes colecções de livros antigos.
Aulo-Gélio, 3070: "primeira e bastante rara"
Esta primeira edição não vem referida em Ávila Perez (p. 689)
Inocêncio II, 196. Este bibliógrafo refere-se a esta edição da seguinte forma: " ... a primeira também em 2 volumes feita, me parece, em 1766 ..." subentende-se pela sua incerteza que não conheça esta edição ou não tenha tido acesso a um exemplar.
Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. I, p. 537.
Parnaso Lusitano (1826) t.I, xlij
Pinto de Matos (Manual Bibliographico Portuguez, 1878) p. 483: a primeira edição é rara embora menos estimada que a 2ª, por ser mais completa.
Descrição:
subtítulos de cada um dos tomos.
I Tomo MOLICEIROS; II Tomo PESCADORES; III Tomo LAVRADORES; IV Tomo MARNOTOS E EMBARCAÇÕES FLUVIAIS; V Tomo (Primeira parte & Segunda parte) INDÚSTRIAS POPULARES – FEIRAS E MERCADOS; VI Tomo CULTO RELIGIOSO-USOS E COSTUMES-NOTAS SUPLEMENTARES.
Instituto de Alta Cultura, Lisboa, 1943. In-fólio de 7 volumes correspodnente a 6 tomos, em cartonagens próprias com estampas litografadas em separado. Capas desenhos e fotografias do autor. Obra profusamente ilustrada com dezenas de magníficas estampas a cores numeradas de I a LXI em folhas á parte e centenas de fotografias a negro representandpo costumes, cenas do quotidiano com figuras populares no trabalho, pormenores de utensílios etnográficos, de lavoura entre outros, reproduções de obras, desenhos técnicos, figuras, esquemas e mapas, etc ... Obra de referência para os estudos etnográficos consagrados à região de Aveiro, impressa em papel de qualidade e encorpado.
Conforme é explicado na Nota do 6º tomo, as 4 estampas XLI, LI, LII e LV iriam ser impressas e distribuídas posteriormente, facto que nunca chegou a acontecer.
EXEMPLAR COMPLETO com tudo o que foi publicado, em excelente estado de preservação, tal como publicado. DE DIFÍCIL APARECIMENTO NO MERCADO, quando completo.
Lê-se logo à entrada do conjunto: “Com o tômo presente, MOLICEIROS, inicia-se, por uma das mais características ocupações do litoral português, a publicação de “Estudos Etnográficos” coordenados sob o patrocínio do Instituto para a Alta Cultura. (...) Cada Povo tem, no seu molde etnográfico, a melhor expressão de personalidade. Lição e resumo das Tradições e da Posição Geográfica de qualquer povo no Mundo, êste molde, que em si mesmo revela a essência e projecção do espírito popular que o anima e exterioriza, é o mais imediato aspecto de identificação na sua vida de relação com os outros povos. Coordenar, para divulgação e estudo, os elementos que constituem o molde etnográfico português, é o objectivo imediato dos trabalhos de investigação em curso que tiveram, por campo inicial de acção, a área do Distrito Administrativo de Aveiro. MOLICEIROS, o primeiro dos seis tomos, em que se desenvolvem as investigações ali realizadas, refere a mais rica das indústrias populares daquela região que é simultâneamente um dos mais belos aspectos da etnografia do País ... ”.
Descrição:
Imprensa Nacional, Lisboa,1880. Enc. In-8º de 189-(1) págs.+ 1 mapa desdobrável. Encadernação coeva, meia inglesa com cantos, em skivertex com dizeres dourados na lombada. Preserva capas de brochura, apenas aparado à cabeça. Bom exemplar.
Ilustrada com uma planta da Vila de Mértola em folha grande desdobrável e ilustrações no texto. Edição original da primeira grande monografia de fôlego, de índole histórico-arqueológica de Mértola. A obra faz um levantamento numismático das legendas de ambas as faces das moedas árabes e cristãs de Mértola. Faz ainda um levantamento da epigrafia pré-romana, romana, árabe e cristã que se encontra reproduzida a partir de gravuras obtidas pelo método do decalque. Inclui a transcrição de documentos do Século XIII e do foral da vila de Mértola dado por D. Dinis.
Inocêncio XIX, 189
Descrição:
Livraria Civilização, Porto, 1945. In-8º de 321-81) págs. Brochado com os cadernos por abrir.
EXCELENTE EXEMPLAR DA PRIMEIRA EDIÇÃO duma tiragem especial em papel de melhor qualidade, formato superior, numerados e autografados por Teixeira de Pascoaes.
Lê-se no epílogo, palavras do autor: "Este livro, como o São Paulo, escrevi-o para os ateus inconformaveis ou idealistas, os ateoteistas, os que não cabem no passado nem no presente; e ambicionam um conceito da Divindade, fóra desse campo antigo das imaginações fabulosas. Nem me dirijo aos crentes absolutos ou fanaticos, os milionarios da Fé e da Bemaventurança, mas aos pobres de Deus, que o procuram no deserto da vida.
São João de Gatão, 17 de Outubro de 1944.
Descrição:
Typographia Leiriense, Leiria, 1898. In-8º de XV-(1)-424-60-(5) págs. Encadernação coeva meia inglesa em pele grenat acastanhado com filetes triplos dourados, florões a sêco, e dizeres estilizados, com tipos semi-gótico, também dourados na lombada. Aparo marginal generalizado e sem capas de brochura. Restauro no pé da lombada e guardas novas. Ligera acidez generalizada, própria da qualidade do papel, não afectando em ponto algum estrutura rígida de sustentação. BOM EXEMPLAR.
Ilustrações de página inteira representando fachadas de edifícios e monumentos. Apresenta um mapa desdobrável com informação demográfica da população de Leiria.
Trata-se da edição de um manuscrito anónimo escrito na primeira metade do século XVII e “ ... vae augmentada entre outras muitas cousas, com varias notas que lhe fez D. Fr. Francisco de S. Luiz, com a continuição da serie dos prelados do mesmo bispado até hoje, e com a estatistica das mortes, que em todo elle causou a invasão francesa ...”. Pode ser considerado “ ... como uma descripção e historia, não só religiosa e ecclesiastica mas tambem topographica e civil, de todo o bispado de Leiria ...". Desta obra conhece-se a edição primeiramente impressa em 1868 (com muito menos informação que esta que agora se apresenta) e outras duas executada posteriormente a nossa, uma delas e facsimilada pela Câmara Municipal de Leiria a partir de um exemplar da edição de 1868.
Esta segunda edição, preferível à que foi impressa em 1868 apresenta, além das gravuras abertas por Alberto em chapa d'aço, também muito mais informação topográfica, civil e religisoa do Bispado, além de dois opúsculos com numeração própria, nomeadamente: primeiro opúsculo "Confirmação da Fundação da Sé Cathedral de Leiria na Pessoa do seu Verdadeiro Fundador - Vm Bispo" e o segundo opúsculo "Chronica da Supressão do Bispado de Leiria".
Obra rara e de maior relevância para o estudo da história local e regional.
Descrição:
Edição do autor, Coimbra, 1942. In-8º de 32-(1) págs. Brochado. Capa com ligeiro vinco no canto superior direito. Belo exemplar, bem preservado.
Primeira edição do livro de poemas, dos mais apreciados do autor, escrita num periodo em que Torga se recusava enviar as obras à censura prévia, assumindo os custos de publicações para não causar eventuais prejuizos financeiros e de envolvimento político aos editores. Segundo Fernando Guimarães nesta obra “ … é possível surpreender uma maior contensão, um vivo sentido de unidade dado pelo modo como o poema verbalmente se concentra em certas imagens, uma maestria rítmica que acompanha a surpresa que decorre da visualidade dessas imagens, muito ligadas à revelação de um mundo agrário ou pastoril que sempre se há-de apresentar como denominador comum na obra de Miguel Torga …”.
Descrição:
Imprensa da Universidade, Coimbra, 1933. In-4.º de XXIII-114-(1) págs. Brochado com ocasionais picos de acidez. Ilustrada com reprodução da capa do manuscrito. Apresenta-se com os cadernos por abrir.
Com um prefácio de António Baião, a obra apresenta-se aqui, em inédito e na íntegra, com a publicação "dum dos preciosos relatorios anuaes que os jesuitas costumavam enviar das partes do Oriente" no final do séc. XVI e princípio doXVII.
Exemplar de uma tiragem especial (de 100 exemplares), impressa em papel de linho, numerados e assinados por Joaquim de Carvalho.
Descrição:
Imprensa da Universidade, Coimbra, 1928. In-8º de XLVII-153 págs. Encadernação meia inglesa com cantos em pele, rótulo de pele vermelha com dizeres dourados. Corte superior das folhas carminado, preserva as capas de brochura. Ilustrado em separado sobre papel couché com iluminuras do códice da Livraria de Santa Cruz, relicário de prata dourada proveniente do Mosteiro de Lorvão, registos e fác-simíles do Tratado.
Bonito exemplar, belamente encadernado, muito fresco e atractivo, desta reedição erudita do texto antigo com interesse para a Hagiografia, História Medieval e Filologia Portuguesa.
Introdução, notas e indice de António Gomes da Rocha Madahil. Reimpressão do texto antigo do único exemplar conhecido
Os Cinco Martires de Marrocos foram frades franciscanos martirizados em Marraqueche e os episódios tiveram grande impacto na espiritualidade franciscana ligada à vocação de Santo António de Lisboa.
Descrição:
Edições do Secretariado da Propaganda Nacional (SPN), Lisboa, 1936. In-8º de 70-(7) págs. Brochado. Papel com algum foxing próprio da sua qualidade hidrófila.
O texto introdutório é de Luiz Chaves intitulado Para uma exposição de arte popular portuguesa , a obra lista as peças expostas e várias fotografias e ilustrações do artesanato, trajes, objetos e expressões artísticas tradicionais das mais variadas regiões do país. No final encerra Algumas Opiniões da Imprensa Suissa da autoria de Jacques Chenevière, Alexandre Cingria, e L. Florentin ocupando ao todo três páginas.
Descrição:
Notabílissimo espólio epistolar, nunca posto no mercado, de uma das figuras de proa da cultura portuguesa de todos os tempos. A correspondência foi remetida a Fr. Francisco Freire de Carvalho (pseud. Filinto Junior), importante clérigo, homem de letras e autor da primeira história académica da literatura portuguesa, à época Superior do Colégio da Graça de Coimbra.
Para além de José Agostinho de Macedo e de Fr. Francisco Freire de Carvalho, este espólio passou pelas mãos de mais duas figuras maiores das letras nacionais: Theophilo Braga, que, como mencionado supra, as transcreveu — à excepção do ainda inédito "Ode" que ora se APRESENTA — e também das do grande poeta Eugénio de Castro, que lhas passou, por as ter herdado como sobrinho-bisneto que era de Fr. Francisco Freire.
Os receios de José Agostinho de Macedo (1761-1831) sobre a situação de trabalho de Freire de Carvalho revelar-se-iam infundados: o seu grande amigo, nascido em 1779, chegou a membro do Conselho de Sua Majestade, foi Cónego da Sé Patriarcal de Lisboa e Reitor do Lyceu Nacional, entre outros cargos importantes. Professor, historiador, tradutor, biógrafo, poeta e demais valências viriam a garantir-lhe lugar como sócio da Real Academia das Sciencias. Foi o autor de "Primeiro Ensaio sôbre a Historia Litteraria de Portugal desde a Sua mais Remota Origem até o Presente Tempo" (1845), a primeira história da literatura da nossa língua academicamente sustentada. No entanto, não por ter aceitado a sugestão de Macedo, mas pelas suas ideias liberais, zarpou mesmo para o Brasil em 1829, dado o regresso de D. Miguel. Por esta altura, já havia rejeitado o hábito. Voltaria em 1834 ao Reyno também por perseguição política, desta feita no Brasil. Foi um autor prolífico e um intelectual respeitado. Foi Mestre da Princesa Maria Amélia de Bragança, colhida na flor da idade pela tuberculose aos 21 anos, a 4 de Fevereiro de 1853. Certamente desgostoso — como atesta um doloroso poema que publicou — e já idoso para a epocha, Francisco Freire de Carvalho viria a falecer sensivelmente um ano depois.
Soberbo estado geral de conservação. PEÇAS DE COLECÇÃO E DE ELEVADO VALOR HISTÓRICO.
A saber:
Carta 1 – Lisboa 20 de Setembro de 1806. Bifólio. 30,5 cm x 21,3 cm. Entre muitos outros assuntos, Macedo pede correcções e opinião sobre as obras "Natureza" e "Creação", à qual o Tribunal [da Censura] havia sugerido alterações. Menciona a célebre gravura de Bartolozzi do «extincto vatalhão Bocage», a chegada do almirante John Jarvis «com seis formidaveis náos» ao Tejo capitaneando a HMS Hibernia e mais vinte e quatro embarcações de guerra na barra, dada a pressão dos franceses, «uma certa Potencia». Termina com um prosaico conselho para o Superior do Colégio da Graça de Coimbra: «foda quanto quizer e puder, mas faça versos.» e refere ainda a «Ode» (vide infra) que «está na gaveta». Trata-se da carta mais antiga publicada na obra de Theophilo Braga (1900).
Carta 2 — Lisboa 7 de Fevereiro de 1807. Bifólio. 22,3 cm x 17,1 cm. Relata, com a sua fina verbe, o assalto que sofreu a sua casa. Faz troça da última peça de Pato Moniz, seu inimigo figadal, representada no Theatro da Rua dos Condes e que mereceu pateadas. Conclui com um aforismo delicioso: «Venha para Lisboa, aqui vive-se, e fóra d’aqui dura-se.»
Carta 3 — Lisboa 7 de Março de 1807. Bifólio. 22,2 cm x 17,2 cm. Agradece uns queijos que Freire de Carvalho lhe enviou e convida-o à Penha de França. Refere a sua tradução de Horácio, em que Freire o havia ajudado, que se encontrava atrasada no prelo. Refere uma nova obra intitulada "Republica Literaria" e que, ou saiu sob outro título, ou nunca viu a prensa. Escreve brevemente sobre ideias teológicas e o «Cabeção Kant». Refere a entrada no Tejo de uma fragata inglesa com a «tripulação bebada, segundo o costume», acompanhada de 12 naus-da-linha que ficaram a guardar a barra. A grandiosa embarcação trouxe a nova da derrota de Napoleão a 25 milhas de Varsóvia a 26 de Dezembro de 1806, devendo relacionar-se esta notícia com a Batalha de Pułtusk que opôs os exércitos franceses aos russos. Hoje em dia a maioria dos historiadores considera-a não um derrota, mas uma vitória pírrica.
Poema 1 — Rocio de Lisboa 21 de Maio de 1808. Bifólio. 22,5 cm x 17,9 cm. Carta em hendecassílabos. Poema jocoso relacionado com a carta anterior, transcrito por Theophilo, mas censurado nas palavras obscenas, que inicia:
Bifam-se as cartas todas no correio;
Trez m’escreveste respondilhe logo:
Agradecendo orbiculares queijos
(…)
[INÉDITO] Poema 2 — Ode. s.d. [1808?]. Bifólio. 33,5 cm x 20,5 cm. Ode panegírica para o seu grande amigo, gabando-lhe todas as qualidades e referindo-se ao pseudónimo de Filinto [Junior] utilizado por Freire, que atingiu também ele fama à época. Deve tratar-se de uma produção encadeada com o poema anterior, uma vez que menciona o «audaz Britano» e o «galo ovante», certamente no contexto das Invasões Napoleónicas.
Carta 4 — Lisboa 30 de Maio de [1812] seis da tarde. Bifólio. 21 cm x 15 cm. Bifólio pré-filatélico com carimbo do Correio de Lisboa. Fica feliz por ter recebido logo duas cartas do seu amigo. De grande importância para a história da poesia portuguesa, esta curta missiva dá conta de que Macedo laborava em "O Gama", que, como é sabido, daria origem a "O Oriente". Refere ainda num novo poema intitulado "A Meditação" e diz que este substitui "A Natureza", por ser «maior e melhor».
Carta 5 — Lisboa 3 de Junho de 1812. Bifólio. 22 cm x 17,4 cm. Carta longa onde Macedo comunica a Freire que se encontra «em estado de guerra contra um exercito de Burros, que peja e entulha esta capital da parvoice.» Esta luta hercúlea deveu-se, aparentemente, às críticas que recebeu após a publicação de "Os Sebastianistas" (1810). «E hum dos primeiros mentecaptos q. me assestou uma cagalhoada de inepcias foi o [Pato] Moniz.», atestando o verdadeiro ódio que ambos autores retroalimentavam e que deu origem a algumas das mais acesas e deliciosas medições de forças da história da literatura em língua portuguesa. Refere ainda a publicação de "O Argonauta" e a má recepção que obteve "O Gama"; e de como lhe «quebravam os tomates» com o 5.º Canto d’ Os Lusíadas. Menciona as cartas que mandou imprimir em reacção a essas mesmas críticas. Menciona, outrossim, que corria no prelo a impressão de "A Meditação" e, num importante trecho, afirma que reescreveu "O Gama" e que o mesmo agora tem 12 Cantos, «com mais oitavas que o do Camões», tratando-se, pois, da primeira versão de "O Oriente". Este é um testemunho importante pelo próprio punho, porque confirma a obsessão de Macedo em atingir o nível do Vate; delírio com que os seus inimigos se divertiam muito e que ele mesmo chegou a reclamar. A propósito dos onagros mencionados supra, diz que se encontra a escrever um poema «regular» de quatro cantos e cinco mil versos intitulado «Os Burros». Trata-se do libelo que geraria grande polémica e lhe valeria o epíteto de «Padre Lagosta», aparentemente por se encontrar permanentemente ruborizado de raiva. Refere que vive na Calçada do Forno do Tijolo, n.º 45. Conclui convidando o amigo a ir ter com ele a Lisboa ou a ir para o Rio de Janeiro, pois teme pelo seu estado de emprego e pelos ares que se viviam nos conventos; e que, inevitavelmente, levariam à sua extinção cerca de vinte anos depois. Termina queixando-se do estado das letras nacionais, voltando a atacar Pato Moniz.
Carta 6 [fragmento] — Lisboa dia de S. Judas [Tadeu] de 1812 [28 de Outubro de 1812]. 1 fólio. 22 cm x 17,4 cm. 20,2 cm x 15,7 cm. Missiva muito curta que Theophilo considera fragmento, onde Macedo afirma: «Declaro guerra aos Papeloens da Terra.» Documento importantíssimo para a história da poesia de língua portuguesa, pois menciona ainda a publicação dos seus poemas "Meditação" e do celebrérrimo "O Oriente".
Carta 7 — Lisboa 3 de Julho de [1813]. Bifólio. 23 cm x 19 cm. Bifólio pré-filatélico com carimbo do Correio de Lisboa. Refere a saída do prelo de "Os Burros", com a qual fica muito descontente e diz preparar, por isso, a segunda edição. Menciona a possibilidade de imprimir, na Imprensa da Universidade, "O Oriente", uma das mais importantes obras da história da poesia em língua portuguesa, onde «julgo que consegui a possivel perfectabilidade, e que não cabe mais nas forças humanas.» Menciona o atraso na Impressão Regia dos poemas "Meditação" e "Newton". Declara que "... agora só se lêem as Gazetas e que os livreiros «estão às moscas». E onde é que já ouvimos todos nós isto?…". Fecha com um sábio conselho: «Cuide nas letras antes q. se acabem; adoçam a existencia, e depois de bem cultivadas, trazem a vantagem por fim de nos mostrarem que morremos perfeitamente asnos e ignorantes.»
Bibliografia auxiliar:
- Theophilo Braga - Obras Ineditas de José Agostinho de Macedo: Cartas e opusculos documentando as memorias para a sua vida intima e successos da historia litteraria e politica do seu tempo. Typographia da Academia Real das Sciencias. 1900
- Inocencio III, pp. 378-380.
Descrição:
Typographia da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis, Lisboa, 1844. In-8º de XXIII-469-(8) págs. Encadernação meia francesa em pele cor-de-mel, com guardas em papel marmoreado em tina manual, decoarad na lombada com florões e dizeres a ouro em casas fechadas (encadernação assinada por Silvestre Pinto - Porto). Conserva o fac-simile impresso em grande folha desdobrável do manuscrito autógrafo de Frei Luís de Sousa. Inteiramente por aparar. Mancha tipográfica com alguma acidez, em algumas folhas.
Muito rara PRIMEIRA EDIÇÃO quando completo com o facsimile, como o que se apresenta.
Descrição:
Centelha, Poesia, 1980. In-8º de 239 págs. Brochado com capas ligeiramente empoeiradas. Miolo impecável.
Primeira e única edição de um belo livro de poesia (dos mais belos no último quartel do séc. XX, opinião nossa) escrito por Vitor Raul da Costa Matos (1927-1975) cuja produção literária integra um modelo de poesia nascida de uma preocupação especulativa e filosofante e moldada sobre a experiência existencial. Licenciado e doutorado em Filosofia, foi docente na Universidade de Coimbra e colaborou em peródiocs literários consagrados de que se destacam Árvore, Cadernos do Meio-Dia, Távola Redonda e Eros. Usou o pseudónimo Vitor Matos e Sá; morreu precocemente num acidente de viação.
Descrição:
sub-título: Who Knows Enough About it seguido de Louvor e Desratização de ÁLVARO DE CAMPOS pelo MESMO no lugar. Com 2 Cartas de RAUL LEAL (HENOCH) ao Heterónomo; e a Gravura da universidade.Escrito & Compilado de Jun. 1987 a Set. 1988.
Assírio & Alvim, Lisboa, 1989. In-8º de 119 págs. Brochado, vom estado não obstante possuir pequena rúbrica de posse no frontspício.
Primeira edição.
Inserida na coleção Peninsulares / Literatura .
Descrição:
Typographia da Empresa do Diario de Noticias, 1928. In-4ºgr. de LXIV págs. inums. Cartonagem editorial com lombada em pele. Papel encorpado, impresso com elevado rigor estético, bem ao jeito de António Botto. Rótulo de ordem de biblioteca na lombada. Capas com ligeiro foxing. Miolo irrpreensível.
Ostenta uma bonita dedicatória autógrafa ao escrito Alfredo Cunha " ... esta pequena obra da minha adolescência literária ..." datada Lisboa, 1932.
2ª edição, de igual beleza editorial que a primeira impressa em 1919. Ilustraram de igual forma António de Brederode Amorim e António Quaresma.
Descrição:
Livraria Bertrand, Lisboa, (1933). In-8.ºde 285 págs. Encadernação meia inglesa em pele, com lombada elegantemente decorada a ouro, emoldurada em filetes triplos, numa casa única. Preserva as capas de brochura, corte superior das folhas carminada. Restantes margens intactas. Capas ligeiramente amarelecidas, todas por igual. Miolo limpo.
Ostenta uma dedicatória autógrafada, datada de Lisboa, 1963.
Primeira edição, primeiro milhar.
Descrição:
Na officina de Antonio Balle, Valensa, 1746. In-8º de dois tomos com (12)-322-(5) e (4)-300-(2) págs. respectivamente. Encadernação séc. XX inteira de carneira cor de mel, com dourados dispostos em casas abertas na lombada com 5 nervos, e rótulo de pele preta com dizeres também gravados a ouro. Aparo e rúbrica de posse coeva no frontispício, este com canto superior direito restaurado. Miolo em excelente estado de conservação, mantendo a sonoridade original do papel. BELÍSSIMO EXEMPLAR
junto com:
- PIEDADE, P. Fr. Arsenio da - REFLEXOENS APOLOGETICAS A OBRA INTITULADA VERDADEIRO METHODO DE ESTUDAR, DIRIGIDA A PERSUADIR HUM NOVO methodo em Portugal se ensinarem, e aprenderem as sciencias, e refutar o que neste Reino se pratica, expendidas para desaggravo dos Portugueses em huma Carta, quem em respsota de outra se escreveo da Cidade de Lisboa para a de Coimbra ... Na Officina de Francisco Luiz Ameno, Lisboa, 1748. In-8º de 66 págs.
junto com:
- RESPOSTA AS REFLEXOENS que o R. P. M. Fr. Arsenio da Piedade Capucho fez as Livro intitulado: VERDADEIRO METODO DE ESTUDAR. Escrita por outro Religioso da dita Provincia para dezagravo da mesma Religiam, e da Nasam. Na Officina de Antonio Balle, Valensa, 1748. In-8º de 146 págs.
Última folha erradamente encadernada no final, constituindo Advertencia do Impressor a quem ler, isto é, o fólio A1* do presente título.
PRIMEIRA EDIÇÃO (variante B, segundo Maria Teresa Payan Martins, em LIVROS CLANDESTINOS E CONTRAFACÇÕES EM PORTUGAL NO SÈCULO XVIII, 2012, p. 356 - só se conhecem dois exemplares da variante A, depositadas em bibliotecas públicas estrangeiras) APREENDIDA PELA INQUISIÇÃO em 1746, do famoso e violento tratado contra a pedagogia dos Jesuitas. RARÍSSIMA, justamente apreciada e bastante valiosa obra para a Cultura Portuguesa de que é autor LUIS ANTÓNIO VERNEY , o maior da cultura portuguesa do séc. XVIII e quem trouxe, ao marasmo então instalado, o nível da civilização europeia, numa situação social em que a sociedade vivia apoiada nos fanáticos do puro despotismo, com vista isolar o infeliz Portugal da Europa culta, para que não se contaminasse com pensamento moderno.
O VERDADEIRO MÉTODO DE ESTUDAR foi publicada anónima (sob o pseudónimo de um “Barbadinho da Congregação de Itália”) e o seu aparecimento no mundo das letras deu origem a uma violenta e prolongada polémica literária em que esgrimiram, pró e contra a reforma dos estudps, algumas das penas mais consagradas da época. A obra propõe uma profunda reforma do sistema educativo, defendendo a substituição da lógica aristotélica e do formalismo retórico por métodos fundados na razão, na observação, na experiência e no estudo directo das ciências naturais e das línguas modernas. Verney reclama um ensino útil, prático e moderno, alinhado com os modelos europeus mais avançados, criticando a estagnação intelectual portuguesa e apelando a uma renovação que abrangesse não apenas a pedagogia, mas toda a cultura nacional. Pela clareza argumentativa, pela audácia das suas propostas e pelo impacto que exerceu no debate público, “O Verdadeiro Metodo de Estudar” é hoje considerado um dos textos fundadores do pensamento reformista em Portugal e um marco fundamental na preparação da grande Reforma Pombalina da Universidade.
Ávila Perez, 7944 (refere apenas a edição de 1747)
BNP, 869.0-6
Conde de Ameal, 2474
Inocêncio V, 222 e seguintes
Martins (2012), 356 e seguintes
Monteverde 5527 (refere unicamente a edição seguinte de 1747)
Descrição:
Verbo. (Lisboa). 1959. In-8º de 76-(2) págs. Brochado com ligeiro foxing. Miolo muito limpo, impecável. Capa da autoria do próprio.
" ... É um grande texto do modernismo teatral português. O ambiente epocal não perdeu atualidade, se bem que a “vampa”, hoje talvez falasse de outra maneira... ou talvez não. Mas toda a mestria do desenvolvimento dramatúrgico continua profundamente moderno, no sentido da sua contemporaneidade e intemporalidade..." (Duarte Ivo Cruz).
Descrição:
Editorial Alba Limitada, Rio de Janeiro, s.d. In-8º de 173-(1) págs. Encadernação moderna, inteira de percalina castanha imitando pele mosqueada antiga. Lombada com dizeres dourados. Aparo marginal generalizado. Papel amarelecido, próprio da sua qualidade oxidante. No final da obra apresentam-se os documentos históricos fotográficos, impresso à parte. Rúbrica de posse no frontspício.
A obra não apresenta data de publicação, mas conhece-se uma segunda edição publicada no ano de 1931 pela mesma editora. Sendo os factos relatados na obra ocorridos na Vila de Machico, na Madeira, entre Fevereiro e Abril de 1931, depressa se chega à data desta primeira edição.
Importante documento publicado pelo então consul do Brasil, retratando os factos ocorridos no agitado ano de 1931, sendo considerado o último movimento revolucionário saído à rua e aquele, do grande e derradeiro susto da Ditadura, que se deparava numa situação social crescentemente deteriorada pelos efeitos da crise internacionalde 1929, marcada pelo reavivar da agitação anarco-sindicalista e comunista e pela insatisfação dos sectores dos serviços, particularmente atingidos pelo desemprego, além das lutas internas com a Liga 28 de Maio a disputar a liderança salazarista.
Descrição:
Edições Momento, Lisboa, 1934. 8º de 110 págs. Brochado. Preserva intacto a sobrecapa impressa em papel fino laranja. Nítida impressão sobre papel encorpado hidrófilo, o que justifica o foxing que apresenta habitualmente, tal como quase todos os exemplares que aparecem à venda no mercado.
Insere uma Marginália na qual se apresenta os estudos “António Botto e os problemas da sinceridade” por João Gaspar Simões, “Palavras” de José Régio. No final “os editores transcrevem um breve resumo de crítica na imprensa portuguesa e estrangeira sobre a obra António Botto” .
Primeira edição, invulgar.
Descrição:
sub-título: Conferênciarealizada em Lisboa no Teatro Nacional de Almeida Garret, a convite de Amélia Rey Colaço, repetida em Coimbra no salão nobre da Associação Académica a convite da revista “Presença” e editada nas oficinas gráficas UP de Lisboa. Julho de 1932.
Sem indicação de local de impressão (Oficinas Gráficas UP), Lisboa, 1932. In-8º de 55 págs. Encadernação de execução recente, meia francesa em pele vermelha com cantos, lombada de 4 nervos com decoração dourada em casas abertas, dizeres também dourados. POR APARAR, preserva as capas de brochura, estas um pouco empoeiradas e com ligeiros e insignificantes defeitos de manuseamento. Miolo miuto limpo e fresco. BOM EXEMPLAR.
Ilustrado com uma curiosa autocaricatura de Almada.
Discurso proferido por Almada Negreiros em Lisboa no Teatro D. Maria II, a convite de Amélia Rey Colaço, e repetido em Coimbra, no salão nobre da Associação Académica, a convite da revista «Presença», pouco tempo depois da sua chegada a Lisboa, regressado de Espanha, onde tinha vivido desde 1927.
Descrição:
Na Regia Officina Typographica, Lisboa, 1801 (e Typ. de Antonio José da Rocha, Lisboa, 1836). In 8º de 3 vols com 231-(1), 222-(1) e 126 págs. respectivamente. Encadernação coeva inteira de carneira com rórulos de pele vermelha dourados com dizeres. O 3º volume publicado 35 anos depois, tem formato e encadernação distinta, inteira de pele mosqueada, e rótulo pele vermelha na lombada. Ex-libris de Gerrit Komrij. Rótulos de ordem de biblioteca no pé dos dois primeiros volumes.
Obras bem impressas em bom papel incorpado e muito bem conservados. Ligeiro aparo marginal, estando o 3º volume por aparar, com as grandes margens desencontradas. Primeiro volume com finíssimo furo provocado por xilófago exclusivo das cinco primeiras folhas.
Sobre Nicolau Tolentino de Almeida, diz-nos Almeida Garrett no Parnaso Lusitano, tomo I, p. lxiij " ... Nicolau Tolentino é o poeta eminentemente nacional no seu género: Boileau teve mais força, mas não tanta graça como o nosso bom mestre de rhetorica. E de suas satyras ninguem se póde escandalizar; começa por casa, e primeiro se ri de si antes que zombeteie com os outros. As pinturas dos costumes, da sociedade, tudo é tam natural, tam verdadeiro. Confesso que de todos os poetas que meu triste mister de critico me tem obrigado a analysar, unico é este em cuja causa me dou por suspeito: tanta é a paixão, a cegueira que tenho polo mais verdadeira , mais engraçado, mais bom homem de todos os nossos escriptores ...".
É particularmente RARO a colecção fazer-se acompanhar do terceiro volume (a BNP não tem um exemplar deste terceiro volume) que saiu póstumo, 35 anos depois dos restantes volumes iniciais. Apenas Inocêncio (VI, 291 que dedica várias páginas ao autor) e Pinto de Matos (p. 548) refere este 3º volume. Todos os outros bibliógrafos consultados, como Ávila Perez (nº121), Aulo-Gélio (nº3548), Monteverde (nº 5385), Sousa da Câmara (nº42) omitem a sua existência.
Descrição:
Na Typografia Rollandiana, Lisboa, 1788. In-8º de (8)-362-(6) págs. Encadernação coeva, inteira de carneira, lombada com 5 nervos, casas abertas, falho de rótulo (preserva ainda em relevo, o molde da gravação dos dizeres de título). Corte das folhas carminado. Nítida impressão em papel de boa qualidade, preservando ainda alguma frescura original. Encadernação semi-solta pela pasta anterior. Mesmo assim, muito bom exemplar.
As primeiras 8 páginas são da responsabilidade do tradutor-editor, onde declara dedicar a obra às Senhoras, nos diz ainda que no livro " ... encontrareis o caracter de huma familia sisuda, de huma familia toda ambiciosa no bem, no util da sua casa; vereis mofadas com muita arte as vaidades do Seculo, as loucuras com que muitos correm affadigadamente, peor que os brutos a quem destro Cavalleiro não pode domar, para o precipicio ou deste, ou do outro mundo; vereis a Moral pullar por todas as paginas; vereis finalmente o modelo da vossa gravidade, da vossa decencia, e sabedoria ...".
A edição original é francesa, com título Histoire de la vertueuse portugaise, ou Le modele des femmes chrétiennes, da autoria de Jean Maydieu, publicada em 1779, foi traduzida por Francisco Rolland, como declarado no texto de introdução. As últimas 6 páginas do livro compõem o catálogo das obras impressas na tipografia Rollandiana.
Francisco Rolland foi o fundador da célebre casa Tipografia Rollandiana, que em 1770 veio de França para se estabelecer em Lisboa (Inocêncio, III-50), tendo sido também, além de mediador cultural, responsável pela introdução de modelos editoriais franceses em Portugal.
A BNP não possui um exemplar.
Descrição:
Edição do autor, sem indicação de local nem data (1916). Folha em harmónica, impressa de ambos os lados ao longo de 7 "páginas". Exemplar preservado numa caixa-estojo, inteira de pele com dizeres dourados pela frente.
Com um catálogo das obras do autor (Obra Literária) e o anúncio da publicação de K4.
PEÇA DE COLECÇÃO E DAS MAIS RARAS DO AUTOR.
Descrição:
(Casa Minerva), Coimbra, 1954. In-4º de 230-(1) págs. Brochado. Belíssima capa de brochura ilustrada por Ruy de Oliveira Santos. Muito raros picos de humidade nas primeiras páginas e com miolo impecável. Insignificantes cortes marginais na capa anterior.
Valorizado por ostentar uma excelente, poética e muito sentida dedicatória autógrafa a João Villaret, datada de Junho de 1954.
PEÇA DE COLECÇÃO do livro que constitui a estreia literária do autor.
Descrição:
Livraria Portugália, Lisboa, 1942. In-8º de 193-(1) págs. Brochado e ilustrado por Manuel Ribeiro de Pavia.
Valorizada pela dedicatória autógrafa neste primeiro livro de contos de teor neo-realista de Manuel da Fonseca, correspondendo a uma colectânea escrita a partir do fim dos anos 20 até ao fim da década de 30. Alguns foram publicados originalmente em jornais e revistas literárias.
PRIMEIRA EDIÇÃO deste belo exemplar.
Descrição:
Na Typographia das mesma Academia, Lisboa, 1837. In-8º de VII-116-(6) págs. Encadernação coeva meia inglesa em pele, com dizeres dourados na lombada com casas abertas. Bom estado geral, com o papel a manter a sonoridade original. Ligeira falha de pele à cabeça da lombada.
Este pioneiro e muito interessante estudo linguístico de Cardeal Saraiva, sobre o conjunto de palavras de origem etimológica oriental, corresponde a uma publicação realizada e extraída das actas de sessão de 15 de setembro de 1835 da Academia Real das Ciências. Nele são referidos muitos termos da língua portuguesa cuja origem se pode encontrar na "língua hebraica e na língua caldaica", esforço este de encontrar uma origem oriental do português, interrompido por mais de um século e meio, quando Moisés Espírito Santo retoma o tema e alarga o estudo numa relação com o Médio Oriente à cultura, religião popular, toponímia, expressões idomáticas, etc...
Ávila Perez, 7061
Inocêncio II, 423.
Descrição:
Edições Paulo Guedes, Lisboa, (1933). In-8º de 192 páginas inumeradas (cadernos numerados de 1 a 12). Encadernação moderna, meia francesa com cantos em pele, lombada de 4 nervos com ferros estilizados e corridos em casas abertas, dizeres igualmente dourados. Preserva capas de brochura ilustrada por Fred Kradofler. Ligeiro aparo marginal.
Exemplar muito limpo, embora papel amarelecido, próprio da sua qualidade.
A Marginália que ocupa cerca de uma vintea de páginas no final da obra, apresenta críticas de Jorge de Faria, Dias da Costa, Arthur Portela, J. Quintanilha, António Inêz, Armando Ferreira e Mário Martins .
PRIMEIRA EDIÇÃO desta peça de Teatro apresentada pela primeira vez no Teatro Nacional de São Carlos, que retrata o bairro lisboeta onde Botto cresceu num ambiente popular e boémio, sem instrução formal aprofundada.
Descrição:
Impresso por H. Bryer, Bridge Street Blackfriars, Londres, (1815). In-8º de dois volumes com XIX-(1)-458 + 7 ilustr. + 5 tabelas desdobráveis & IX- 7 ilustr. + 424-15 ffs inumeradas + 3 tabelas desdobráveis grande formato. Encadernação coeva meia inglesa em pele castanha com lombada decorada a ouro com ferros victorianos, zona central a sêco e dizeres dourados ao alto. Possui no pé da lombada rótulos de papel de ordem de biblioteca privada. Carimbo e rúbrica de posse.
As 7 estampas que cada volume comporta, são gravuras a talha doce gravadas por J. Walker e representam figuras anatómicas comparativas dos diferentes taxon do reino animal.
Quadro Elementar da Historia Natural dos Animaes foi uma das obras mais reputadas da sua época. Obra justamente apreciada publicada em Portugal apenas 17 depois da edição francesa que lhe esteve na origem intitulada "Tableau élémentaire de l'histoire naturelle des animaux" publicada em 1797-1798, destaca-se pelos índices comparativos e pela introdução de nomenclatura portuguesa na obra do zoologista francês George Cuvier. As tabelas desdobráveis debruçam-se sobre as mais variadas espécies, desde as aves aos crustáceos. Inclui um prefácio do tradutor, António d’Almeida, e de Félix de Avelar Brotero, sobre o qual recaiu a importante responsabilidade de rever, corrigir e anotar a obra, fazendo corresponder os termos franceses e latinos à nomenclatura portuguesa. Numa época em que, no decurso das Invasões Napoleónicas, a ciência em Portugal se encontrava estagnada, este livro veio apresentar importantes contributos para a sua atualização e progresso.
Inocêncio I, 83 e II, 262
Descrição:
Ex Typographia Regia, Lisboa, 1804. In-8º de 2 volumes com XVIII-607 & 557-(1) págs. respectivamente. Encadernação coeva, meia inglesa em pele azul escura, com dizeres dourados na lombada, limitadas por ferros corridos, também a ouro e a sêco. Nítida impressão sobre papel de boa qualidade, mantendo-se a sonoridade original do papel. Etiquetas de ordem de biblioteca no pé da lombada. Charneiras de ambos os volumes com alguma e insignificante fragilidade, provocada pelos ciclos de abertura e fecho, durante o manuseio da obra. Pé da lombada do segundo volume fissurado na charneira, sem perder qualquer função estrutural de suporte do livro. Segundo volume com uma ténua e quase imperceptível mancha de humidade, à cabeça e circunscrito às primeiras 20 páginas.
Considerada a primeira flora portuguesa, este título é uma obra de botânica descritiva, em latim, com recurso ao sistema de Lineu. Apresenta 1885 espécies, muitas delas desconhecidas então para a ciência, tendo também sido nela realizada pela primeira vez uma nomenclatura botânica portuguesa.
Estando na época anunciada a publicação de Flore Portugaise por parte dos botânicos Link e Hoffmansegg, a publicação da Flora Lusitanica, foi acelerada por ordem do governo, pelos então ministros D. Rodrigo de Sousa Coutinho e D. João d'Almeida de Mello e Castro como oposição de Domingos Vandelli e do P. Velloso.
PRIMEIRA EDIÇÃO da obra classificada como um importante marco na botânica nacional e da ciência portuguesa em geral.
Inocêncio II, 259
Sousa da Câmara, 459 (muito raro)
Descrição:
Agência Geral do Ultramar, Lisboa, 1960. In-4º de XI-194-(1) págs. Brochado. Exemplar em muito bom estado, sem qualquer defeito de ordem maior apontar. Ilustrado no texto com astrolábios e tabelas e em extra-texto com reproduções coloridas dos mapas contidos no códice original.
Publicação da obra manuscrita, em 1673, por um aluno do oitavo cosmógrafo-mor de Portugal – Luis Serrão Pimentel (1613-1679) – coligindo as lições do mestre e ilustrando com 15 mapas coloridos com os principais portos da costa portuguesa e das suas colónias.
2ª edição com prefácio de A. Fontoura da Costa, comemorativa do V Centário da Morte do Infante D. Henrique.
Descrição:
Edição da Agência Geral das Colónias Comemorativa do Duplo Centenário da Fundação e Restauração de Portugal, (Lisboa), 1940. In-4º de XI-242-(1) - (1) gravura extra- texto + 5 Fig.s extra- texto. Brochado, capas e miolo com imperceptíveis picos de humidade mariginais próprio da qualdiade deste papel hidrófilo.
Edição realizada a partir do manuscrito existente na Biblioteca Vaticana,com obras anónimas sobre navegação, Regimentos do Sol, da Polar, e do Cruzeiro, tratado da agulha de marear, uma carta de marear, roteiros, um diário de navegação de André Vaz de 1538, e por último o diário de Navegação de Bernardo Fernandes de 1548.
Na nota introdutória, Fontoura da Costa diz-nos que todas estas obras são importantes, mas os dois diários de navegação são: «excepcionalmente valiosos, com observações pessoais do maior interesse náutico».
Invulgar.
Descrição:
Agência Geral das Colónias, Lisboa, 1956. In-4º de 2 vols com XV-324-(1) pág.+ 3 estampas extratexto & 429+ (2) págs.+ 7 gravs. extratexto respectivamente. encadernação moderna em percalina vermelha, meia inglesa com cantos. Preserva as capas de brochura. Muito bons exemplares, muito bem conservados.
O itinerário de Sebastião Manrique, de interesse universal, como na Peregrinação, foi investigado modernamente e provou-se a veracidade do texto antigo, confirmando a fama da nossa literatura de viagens.
Descrição:
Livraria Bertrand, Lisboa. S/d. (1946). In 8 de 350 págs. Encadernação modesta, coeva, meia inglesa em estopa, com rótulo dourado com dizeres, sobre percalina azul na lombada. Carimbo de posse com nome do destinatário da dedicatória, na folha de guarda e de rosto. Aparo generalizado, sem capas de brochura. Exemplar muito limpo, muito fresco.
Apresenta uma expressiva dedicatória autógrafa na página de ante-rosto.
Primeira edição deste livro de crónicas (o primeiro de um conjunto de três outros títulos: Geografia Sentimental, Homem da Nave e Arcas Encoiradas) que toma como referência e palco a povoação de Soutosa, ao tempo isolada e desconhecida do país, constituindo " ... um políptico de largo espectro, abrangendo a antropologia e sociologia rural, desenvolvido a partir do conhecimento directo dos sítios e das pessoas, bem como do repositório de memórias e tradições orais que Aquilino compreendia como poucos, e que, ainda hoje, continuam subjacentes no cerne estrutural do homem português...".
Descrição:
Edição do autor (Tipografia Lusitânia), Guimarães, 1928. In-8º de XV-484 págs. Encadernação meia francesa com cantos em pele grenat, belamente executada com 15 nervos, com decoração dourada à custa de ferros pontiados corridos. Rótulos de pele preta na lombada, também com dizeres dourados. Lombada com insignificantes sinais de manuseamento. Pastas também decoradas com ferros corridos, ao gosto art deco, nos limites papel-pele. Aparo marginal generalizado e corte superior das folhas carminado. Preserva as capas de brochura. Exemplar muito limpo, muito fresco, sem defeitos apontar além do descrito na lombada.
Notável, desenvolvido e distinto estudo ao longo de 15 capítulos, abordando assuntos celtas relativo à sua permanência na península ibérica, em torno de temas como dos costumes, crenças, linguagem e escrita, arte, crenças religiosas abordando de igual forma assuntos relativos a outros povos presentes , tais como os Iberos, os Bardos, os Bascos, os Fenícios, os Lusitanos, Gregos, Cartaginenses, Árabes e Romanos.
Invulgar no mercado.
Descrição:
Na Officina Patriarcal de Francisco Luiz Ameno, Lisboa, 1762 (a 1763). In-8º de (16)-466-(1), (12)-480 e (4)-503-100 págs. Encadernação coeva e corrida em carneira flamejada, lombada a 5 nervos dourados com florões vegetalistas em casas fechadas, rótulos de pele vermelha (patinada) com dizeres também dourados. Falho de rótulo no primeiro volume e parcialmente preservado o do volume terceiro. Nítida impressão sobre papel de boa qualidade mantendo a sua sonoridade original de frescura. Trabalho de traça no volume 1 e 2, prejudicando por vezes a leitura (em especial no volume 2). Aparo marginal generalizado e carminado.
Apresenta uma marca de posse manuscrita de antigo Collº de S. João Evangª de Coimbra.
O 3º volume apresenta com numeração própria um Roteiro Terrestre de Portugal em que se ensinaõ por jornadas e summarios naõ só os caminhos, e as distancias, que ha de Lisboa para as principaes terras das Provincias deste Reino, mas as derrotas por travessia de humas a outras povoações delle.
2ª edição revista e aumentada. Preserva o mapa desdobrável que na época foi vendido à parte, razão pela qual muitos bibliógrafos não registam a sua existência.
Ávila Perez, 1567 (muito rara)
BNP (HG-4124-V_3)
Inocêncio III, 300 (é a edição preferida por mais correcta e augmentada)
Descrição:
Editorial Confluência Lisboa, 1945. In-8º de 218-(6) págs. Encadernação moderna, meia francesa com cantos e pele vermelha, lombada a 4 nervos, dourada em casas fechadas, florões de canto e ferros corridos nos nervos e pé. Rótulo de pele verde escura com dizeres também dourados. Guardas em papel pintado em tina mecânica. Corte superior das folhas carminado.
Capa de brochura desenhada por António Dacosta.
2ª edição, melhorada e valorizada por ser uma seleção pioneira, que inclui a famosa carta que Pessoa escreveu ao antologiador sobre a génese dos heterónimos, essencial para a consagração pessoana, constituindo um marco na divulgação da obra ortónima e heterónima (Caeiro, Reis, Campos). Foi a partir desta edição que foram realizadas modernamente as sucessivas reedições.
Descrição:
sub-título: (*) Tachigrafo, hum professor da nova descoberta de escrever à ligeira, como por cifra se escrevião algum dia Cartas de Amores.
Na Impressão de João Nunes Esteves, Lisboa, 1823 . In-8º de 44 págs. Encadernação moderna, meia inglesa em percalina vermelha. Presererva a "brochura" original. Manchas maginais de tinta ferrogálica coeva, sendo a última página impressa afectada de forma mais intensa, prejudicando por vezes a leitura, sem no entanto haver perda de papel nem estrutura de suporte.
Segunda edição (Inocêncio não tem bem presente as datas das edições originais, dado ele apenas conhecer as segundas edições).
Inocêncio, IV - 303
Maria Regina Tavares da Silva, A Mulher. Bibliografia Portuguesa anotada (1518-1998), p. 125
Descrição:
Typographia da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos ùteis, Lisboa, 1838. In-8º de 231 págs. Encadernação coeva, meia inglesa em pele vermelha, com dourados dispostos através de filetes simples e duplos, e dizeres, tammbém dourados na lombada (patinada). Aparo generalizado, mantendo ainda assim, largas margens. Papel com ligeira acidez generalizada e ocasionais picos de humdade. Levíssimos sinais de manuseamento, sem qualquer prejuízo estrutural do livro.
Sem indicação de autoria, Inocêncio atribui ser de João Antonio de Lemos Pereira de Lacerda (Visconde da Juromenha).
Foi impresso no ano seguinte, segundo dados da BNP (exemplar H.G. 48634 V.) , embora sem certeza ao certo da data de 1839, um Atlas com mapa e estampas litografadas em formato maior e oblongo (in 4º). Inocêncio refere que este Atlas se vendeu em separado. Adianta-nos ainda " ... esta obra, sem duvida a mais completa que sobre o assumpto existe impressa ate o presente. (...) O sr. Visconde é tido geralmente como um dos mais assiduos e intelligentes investigadores de nossas antiguidades, e consta que conserva n'este ramo ainda ineditos alguns trabalhos, já de todo elaborados, e muitos outros em apontamentos, que tendem a completar-se á medida que o tempo, e mais circumstancias o permittirem. Bem longe de monopolisar (releve-se o termo) os fructos do seu estudo e aturada diligencia, de bom grado os reparte aos que d'elles necessitam, havendo-se n'esta parte com urbanidade e franqueza, que não são hoje vulgares. O sr. conde Raczynski lhe deveu copiosissimos esclarecimentos e informações, de que muito se aproveitou na composição das suas obras Les Arts en Portugal, e Dictionn. Hist. Artist. du Portugal, como é constante pelas multiplicadas citações e referencias, que n'ellas se encontram a cada passo, e que corroboram o que acabo de dizer. ...".
Inocêncio III, 290
Descrição:
Coordenação de Casimiro de Brito e Gastão Cruz. Capa de Manuel Baptista.
Tipografia Ideal, Lisboa, 1971 (a 1972). In 8º de 3 vols com 66-(5), 70-(5) e 74-(2) págs. respectivamente. Brochado. Nítida impressão sobre papel de qualidade e tonalidades distintas (creme e azul claro).
Exemplares em excelente estado de conservação. Apenas as capas do volume correspondente a Novembro é que apresenta raras manchinhas de acidez marginal. BELO CONJUNTO desta invulgar revista literária, com excelente colaboração.
Colaboraram os mais notáveis autores da segunda metade do séc. XX, tais como Carlos de Oliveira, Eugénio de Andrade, Fiama Hasse Pais Brandão, Nuno Guimarães, Ruy Belo, António Ramos Rosa, Armando Silva Carvalho, João Miguel Fernandes Jorge, Jorge de Sena, Sophia de Mello Breyner Andresen, António Franco Alexandre, Fernando Assis Pacheco, Herberto Helder, José Gomes Ferreira e Nuno Júdice.
Descrição:
Fundação calouste Gulbenkian, Lisboa, 1968. In-8º de 273-81) págs. Encadernação editorial com sobrecapa. Ilustrado em separado com fotografias (do autor? - cremos que sim).
Exemplar em excelente estado de conservação, não obstante da rúbrica de posse no frontspício.
EDIÇÃO ORIGINAL de um dos mais importantes títulos, diversas vezes reeditado, da impoenente literatura geográfica do grandioso Orlando Ribeiro.
Descrição:
Typographia de João José de Salles, Lisboa, 1853. In-8º de 246-(1) págs. Encadernação coeva, meia inglesa em pele preta, com filetes duplos e dizeres dourados na lombada, em cadsas abertas. Ligeiro aparo marginal generalizado.
Ilustrado com 6 belíssimas litografias realizadas na Lith. de Lopes & Bastos (Rua Nª Sª dos Martyres, Lisboa) alusivas às guerreiras mitológicas, assinadas Sá, ao contrário o que indicado no frontspício que as atribui a Victor Adão. Dada a qualidade hidrófila do papel encorpado das litografias, apresentam-se com ligeiro foxing.
Preserva um selo colado no verso da capa anterior, com indicação do nome do encadernador de setúbal MANOEL GUERREIRO D'ABOIM - encarrega-se de brochuras, cartonagens e encadernações de toda a espécie.
Bonito exemplar deste romance centrado na mitologia grega das mulheres guerreiras Amazonas, belamente ilustrada.
Autor da obra é Pedro Mata y Fontanet (1811-1877) foi um médico, escritor e jornalista liberal fundador do conhecido grupo de escritores jornalistas El Propagador de la Liberdad dando origem ao periódico político com o mesmo nome publicado entre 1835 e 1838. A edição original de As Amazonas é de Madrid do ano 1852. Mata tem vasta obra publicada sobretudo na área médica, e ainda em história.
A BNP regista um exemplar (cota L. 3799//2 V.) do título, apontando alguma confusão de datas biográficas quanto aos autores indicados.
Descrição:
Na Officina de Antonio Pedrozo Galram, Lisboa, 1706. In-8º de (16)-555 págs. [*1-*8, A1-Z8, Aa1-Mm8]. Encadernação séc. XIX inteira de pele marmoreada, lombada lisa dividia em 5 casas abertas, com filetes triplos e florões decorativos ao gosto romântico, dizeres dourados sobre rótulo de pele castanha. Corte das folhas salpicado a carmim. Frontspício ligeiramente manchado. Assinatura de posse coeva no frontspício e rubrica de posse mais moderna na folha de guarda. Três ex-libris distintos, de épocas igualmente distintas. BOM EXEMPLAR.
TRATA-SE DO PRIMEIRO COMPÊNDIO ESCOLAR DE HISTÓRIA utilizado no Brasil escrito no Colégio Jesuítico da Bahia nos finais do século XVII e impresso em 1706.
Borba de Moraes - I,111.
Inocêncio - VIII, 242.
Descrição:
Na Typographia de Filippe Nery, Lisboa, 1835. In-8º de (5)-469-(2). Encadernação moderna, meia francesa em pele cor de mel, lombada a 4 nervos, casas abertas com florões e ferros corridos, rótulos de pele azil e violeta com dizeres dourados. Apresenta 3 grandes mapas desdobráveis com informação esquemática das receitas e despesas da camara geral e das comunidades e aldeias da Ilha de Goa e Ilhas adjacentes (em 1805) e ainda um mapa das religiões do estado da India, seus conventos e seus fundos.
Exemplar ligeiramente aparado, com corte das folhas salpicadas a carmim, em muito bom estado, conservando a sonoridade original do papel. Ocasionalmente restaurado com papel de arroz.
De elevado interesse com páginas dedicadas às Novas Conquistas, em textos de oficiais coloniais no princípio do século XIX, assim como apresenta uma documentação histórica sobre Timor que provém sobretudo dos governadores e dos militares.
Descrição:
C.E.P. (Porto) s.d. (1945). In-8º de 35-(1) págs. Brochado com as capas ligeiramente acidifcadas. Miolo impecável.
Apreciada antologia de artigos e páginas políticas de Pessoa, intitulados «A Doença da Disciplina», “O Preconceito da Ordem” e vários “Poemas Insubmissos” seleccionados e editados por Petrus (Pedro Veiga)
Ilustrado com belas vinhetas e reprodução de dois desenhos que retratam Fernando Pessoa, da autoria de Pintor Manuel Lapa, Carlos Ribeiro, respectivamente.
Edição limitada e numerada.
Descrição:
Guimarães Editores, Lisboa (1969). In-8º de 189-(1) págs. Brochado com a mioria dos cadernos centrais por abrir.
Ostenta uma dedicatória autografada, assinada e datada.
Primeira reunião da sua obra poética publicada até 1965, excluindo a poesia visual gráfica de Abandono Vigiado (1960).
Descrição:
F. França Amado - Editor, Coimbra, 1901. In-4º de 132 págs. Encadernação não coeva, meia francesa com cantos em pele, lombada com 5 nervos dourada em casas fechadas, com florões de canto, ferros corridos e dizeres dourados. Nítida impresão, por vezes a duas cores, negro e violeta, com um arranjo gráfico distinto, ao gosto arte nova.
Rúbrica de posse coeva no frontspício, foxing ocasional, e leve acidez marginal. Aparo geral, muito ligeiro.
Belo exemplar, bem preservado.
PRIMEIRA EDIÇÃO de um dos primeiros livros de poesia do autor representande do lirismo neorromântico em que explora os temas da melancolia, do bucolismo, e da comunhão com a natureza e o exílio.
Descrição:
(Lisboa. 1922). In-8º de XLI-216-(5) págs. Encadernação moderna, meia francesa em pele vermelha com cantos, lombada de 5 nervos dourada em casas abertas (florões decorativos) e dizeres. Papel da guarda igual à das pastas, produzido em tina mecânica. Preserva capas de brochura e lombada, por aparar. Miolo com ocasionias picos de cidez, próprio da qualidade do papel. Rúbrica de posse coeva no ante-rosto.
Ostenta uma dedicatória autógrafa ao escritor JOÃO DE DEUS filho " ... lembrança de admiração e pelo culto de João de Deus, Affonso Lopes Vieira.".
Primeira edição.
Descrição:
Composto e impresso na Tipografia da “Atlântida”, Coimbra, 1931. In-4.º de 15-(1) págs. Brochado. Muito bem conservado, EXEMPLAR IRREPREENSÍVEL.
Capa da brochura impressa a duas cores, com o aspecto modernista que a revista «Presença» imprimia em todas as suas publicações. Ilustrado com um desenho de José Régio, impresso em página inteira.
Trata-se da primeira incursão na escrita dramática de Branquinho da Fonseca que é não só uma das mais raras e representativas peças do seu teatro, como também uma das apreciadas edições Presença, revista de que o autor foi fundador e director.
Primeira edição, PEÇA DE COLECÇÃO
Descrição:
Título completo: Copia / De hum S.Ctº tra- / ta da Vereação da Villa de Sero- / lico Bebado, que fez, ou mandou / fazer a con.co de Portugal, sobre / os Negocios da Guerra deste / anno de 1624'.
Caderno de 18 ff. inums (Dim. 15 x 21 cm. ) cosidas e linho de caligrafia cursiva muito legível, a uma só mão, pela frente e verso. Tem ao alto da primeira folha a assinatura de posse (séc. XIX ?) de Miguel Osorio, Lisboa. Aponta-se tanto o papel como o estilo de escrita, uma cópia efectuada no último quartel séc. XVIII. O manuscrito remata com uma declaração: "Ha o Original na Caza do Poço em Lamego, no qual está escrito nam com as divizoens, que ficão acima, mas na forma que costumão os Escrivaens da Camara".
Início deste curioso manuscrito de crítica aos acontecimentos da época:
"No Julgado de Serolico Bebado na primeira Quinta feira de Março deste anno de 1624, vindo fazendo Vereação Braz João Galego Juiz, e João Cabelludo Pedreiro, e Vicente Gomes Vereadores, e Gregorio Vaz Hortellão Procurador do Con.co, o dito Juiz propoz aos demais da maneira seguinte.
"Comp.es, parceiros, e amigos honrados: nosso amigo Braz Dias, como todos sabemos bem, está em Lisboa, sob as trampas, que lhe armarão os herdeiros de sua sogra ácerca do seu Prazo; lá vão grandes tralhadas de guerra, com que o mundo anda todo envolto; elle me mandou huma carta de muitas novas; e porq. toca a todos, oução, e cada hum dirá sobre ella segundo os miolos que tiver"; vem depois a carta, seguida do "Concelho" ao Rei, o "Voto de Vicente Gomes Vereador", outro "Concelho" ao Rei e o "Voto 3º de Gregorio Vas Procurador", vindo neste o seguinte aviso: "Mas para que fáz EI Rey festas, quando nós todos choramos?
Melhor fora para outras couzas, ou nam as fazer; porque se os fintados são Christãos novos / que isto quer dizer o nome de mercadores em Portugal / já está bem advirtido que nunca este dinheiro se emprega em couza, que luza, dizem os Praguentos, que he por ser mal ganhado, ou porque o dão com pragas."
Descrição:
sub-título: Cartas e opusculos. Documentando as memorias para a sua vida intima e successos da historia litteraria e politica do seu tempo. Com uma prefação critica por Theophilo Braga.
Typographia da Academia Real das Sciencias, Lisboa, 1900. In-4º de XLVIII-320 págs. Encadernação moderna, meia inglesa com cantos em pele mosqueada, casas abertas e rótulo de pele vermelha, com dizeres dourados. Papel nas guardas, igual nas pastas, pintado em tina manual.
Preserva as frágeis capas de brochura (com restauro marginal) e apresenta todos os cadernos por abrir.
O prefácio de Teófilo Braga ocupa as primeiras 48 páginas.
BONITO EXEMPLAR.
Descrição:
Imprensa da Universidade, Coimbra, 1887. In-8º de 162-XXXVI estampas litografadas. Encadernação coeva em pele, meia inglesa com dizeres e filetes dourados, com ligeira falta à cabeça da lombada. Estampas 1 e 15ª solta, não faltando nenhuma. Ilustrado com um mapa desdobrável represenatndo um quadro synoptico das ordens de arquitectura. As 36 estampas são litografias realizadas na Imprensa Nacional e represenatm pormenores arquitectónicos e monumentais, fundamentalmente, de Arte Bizantina e medieval.
Segundo refere o autor no prefácio, esta obra foi composta com base nas importantes textos de Bourassé, Oudin, Pierret, Mallet, Poussin e Crosnier visando a instrução de aulas de desenho, iconografia e arqueologia no Seminário de Beja.
Não mencionado nas bibliografias especializadas em Arquitectura religisoa, Arte e Património. Exemplares na Biblioteca de Arte da Fundação Caloustre Gulbenkian, na BNP e na Academia das Ciências de Lisboa.
Inocêncio XX, 268.
Descrição:
Título completo: SERMAM DE S. IOAM BAPTISTA. Na Profissam da Senhora Madre Soror Maria da Cruz, Filha do Excellentissimo Duque de Medina Sydonia, Sobrinha da Rainha N.S. religiosa de Sam Francisco. No Mosteiro de Nossa Senhora da Quietaçaõ, das Framengas. Em Alcantara. Esteve o Sanctissimo Sacramento exposto. Assistirão suas Magestades & Altezas. Pregovo o P. Antonio Vieira da Companhia de Jesu. Prégador de S. Magestade.
Na Officina de Domingos Lopes Rosa, Lisboa, 1644. In-8º de 16 ff inumeradas, A-D4. Brochado com papel moderno de encadernador, ligeiramente aparado. Página de rosto enquadrado em esquadria dupla. Numerado no canto superior direito, a tinta e mão coeva. Texto com caracteres redondos e itálicos, começa na página seguinte ao frontspício com a letra N ornamentada de desenho de fantasia . Sem licenças descriminadas. Ao texto do sermão segue-se ainda a declaração de Taxa.
Exemplar muito bem preservado (ao contrário dos descritos na BNP) apenas com umas muito ligeiras manchas de humidade, exclusivas do frontspício.
PRIMEIRA EDIÇÃO, PRIMEIRA IMPRESSÃO (variante A). Desta obra existem outras variantes, descritas com detalhe na BNP (Porbase, que descreve 11 exemplares desta nossa edição, todos em mau estado de conservação), distinguindo-se as variantes "A", "B" e "C". A que se apresenta aqui, corresponde à variante A. Conhecem-se dez outras edições posteriores deste sermão, até ser publicado no vol. V dos Sermões de Padre António Vieira (1696). Nenhum dos bibliografo seguintes conseguiu identificar o impressor desta obra.
Ameal, 2489 (MUITO RARA)
Arouca, V-188
Backer-Sommervogel, VIII, 654.
Barbosa Machado, I-423 (para as edições de 1652 e 1659)
Inocêncio, XXII-370
Morais Rocha de Almeida, Dicionário de autores no Brasil colonial (2010) p.
579
Palau, 26-471 (nº 364350)
Palha, 207
Visconde da Trindade, Restauração, 209 (MUITO RARO).
Descrição:
(Gráfica da Coimbra Editora), Coimbra, 1963. In-8º de 206-(3) págs. Brochado. Capas ligeiramente empoeiradas, miolo muioto bom, não obstante apresentar raros apontamentos marginais a tinta.
Metade da obra ocupa-se com o Catálogo de Livros defesos neste Reino, desde o dia da Criação da Real Mesa Cençoria athé ao prezente para servir de expediente da Caza da Revizão (1768-1814).
INVULGAR, separata do Boletim da Biblioteca da Universidade de Coimbra, vol. XXVI.
Tese de licenciatura em Ciências Históricas e Filosóficas na FL da UL, em que descriminam os livros encorporados em 2420 bibliotecas e de elevado interesse para colecionadores de livros antigos do séc. XVIII.
Descrição:
Editorial Caminho, Lisboa, 1980. In-8º de 167 págs. Brochado. Excelente exemplar, muito limpo e muito fresco.
O posfácio de Luiz Francisco Rebelo ocupa as últimas 8 páginas.
PRIMEIRA EDIÇÃO.
Descrição:
Tipografia Atlântida, Coimbra, 1948. In-8º de VI-97-(1). Brochado. Ilustrado à parte com 9 fotografias representando os principais acidentes geomorfológicos portugueses e sua relação com sistema de falhas, estas identificadas em papel cebola, sobre as folhas da orografia regional. Ainda com três grandes mapas desdobráveis, sendo um deles a primeira representação portuguesa do mapa orográfico de Portugal Continental a três dimensões, obtido por fotografia a partir do original preservado e exposto no Departamento de Ciências da Terra da FCT/UC. Os dois outros mapas do território continental nacional, em impressão cromoilitográfica, representam a Carta Hypsométrica obtida em 1908 e a Carta Geológica de 1899.
Preserva a etiqueta editorial de aviso ao leitor, sobre os 3 extratextos fotográficos. As folhas I, II e III, tal como o mapa orográfico, faltam em grande número de exemplares dada a distribuição ter sido separada, e não incluidas na feitura desta publicação.
Trata-se do nº 22 da Memória e Notícias, das Publicações do Museu Minetralógico e Geológico da Univ. de Coimbra.
Descrição:
Editorial Minerva. Lisboa, 1947. In 8° de 332-(1) págs. Encadernado, inteira de pele reproduzindo na pasta anterior, a imagem da capa de brochura. Decoração dourada com bonitos ferros na lombada, com 5 nervos, em casas abertas e rótulos de pele vermelha. Preserva capas de brochura, e por aparar. Como habitualmente capas ligeiramente manchadas e miolo apresentando-se com ligeiro amarelecimento generalizado, dada a qualidade intrínseca do papel do pós-guerra.
PRIMEIRA EDIÇÃO da obra de estreia de Saramago, escrita e publicada quando tinha apenas 25 anos de idade e renegado pelo próprio autor durante décadas.
Descrição:
Na Officina de Manoel Soares (I. parte) / Na Officina de Domingos Rodrigues (II. parte), 1753 (ambas as partes) , 2 partes [livros I e II + III e IV] enc. em 1 volume, Lisboa 1753. In-8º de 168(parte I) -118 (parte II) -266 (parte III e IV) págs. Encadernação coeva inteira de pergaminho mole. Faltam as XXVIII páginas preliminares da primeira parte. Restante texto completo. Frontspício com tira de papel colado (restauro antigo?).
O exemplar que se apresenta tem apenas a indicação de ter sido impresso na oficina de Domingos Rodrigues (as outras edições apontadas, vem indicação de Luiz Moraes como sendo o impressor). Entre as partes II e III vem uma Adevrtencia aos Leitores que declara estar a sair a publico a Restauração de Portugal Prodigioso I, II e III. Esta característica não é refereida por nenhum das bibliografias consultadas.
Miolo muito bom estado de conservação, ligeira acidez marginal.
Exemplar da edição de Monteiro de Campos.
Azevedo Samodães, 1972
Inocêncio V, 303 & XVI,48
Descrição:
Edição do autor, Coimbra (Tipografia Loyo), 1961. In-8º de 26 págs. Brochado. Tiragem muito limitada, a 250 exemplares.
Emboa com o subtítulo de Notas para a História ... , trata-se na realidade de um trabalho com elevado interesse para a História da Xilogravura (e consequentemente do Livro) em Portugal, sendo poucos os títulos disponíveis em torno desta matéria, além os de Ernesto Soares e os de Monsenhor Nunes Pereira. Apresenta no final uma bibliografia exaustiva de obras do autor.
Descrição:
Edição da Solução Editora, Lisboa, 1929. In-4º de 16 págs. Brochado, por abrir, em mint condition.
Nítida impressão sobre bonito papel avergoado.
Continua a ser ainda hoje o mais importante estudo acerca do referido bairro (de mais de cinco séculos de existência), onde se lê a dado passo: "... O 15 de Dezembro de 1513 é a data da fundação do Bairro-Alto por corresponder á data da escritura tabelónica que iria desde logo iniciar aforamentos para construções de casas...".
INVULGAR
Descrição:
Imprensa Litteraria, Coimbra, 1877. In-4º de 69-(1) págs. Brochado. Exemplar muito fresco, limpo e com todos os cadernos por abrir.
INVULGAR.
Lista e descreve de froma exaustiva um conjunto importante de lápides e manuscritos antigos depositados no então museu. Metade do volume é ocupado com as Notas que são de grande interesse, pelo desenvolvimento significativo que apresentam.
Descrição:
SUB-TÍTULO: Contendo uma larga copia de termos e phrases empregadas na linguagem popular de Portugal e Brazil, com as respetivas significações, colhidas na tradição oral e em documentos, livros e jornaes antigos e modernos, incluindo muitas palavras ainda não citadas como de "giria" em diccionario algum.
Livraria Central de Gomes de Carvalho, Editor. lisboa, 1901. In-8º de XXXI -334-(2) págs. Encadernação coeva,um pouco coçada, meia ingelsa em pele bordeaux, decoração dourada em fletes triplos e dizeres, também dourados.Assinatura de posse coeva, ligeiro aparo marginal, sem capas de brochura.
Nítida impressão sobre papel encorpado, este um pouco amarelecido e oxidado.
INVULGAR e obra de grande utilidade linguística e etnográfica de interesse para o estudo da linguagem popular em Portugal, e enriquecido com um extenso texto introdutório de Teófilo Braga que ocupa as primeiras 30 páginas
Descrição:
DECIMO SEXTO REY DE PORTUGAL, COMPOSTO POR D. MANOEL DE MENEZES, Chronista mor do Reyno, e General da Armada Reál, &c. PRIMEIRA PARTE, Que contém os sucessos deste Reyno, e Conquistas em sua menoridade. OFFERECIDA Á MAGESTADE SEMPRE AUGUSTA DELREY D. JOAÕ V. NOSSO SENHOR.
Na Officina Ferreyriana, Lisboa, 1730. In 4º (22)-392 págs. Encadernação coeva inteira de carneira mosqueada, decorada na lombada com 5 nervos, a ouro em casas abertas com florões vegetalistas e filetes duplos, e rótulo de pele laranja também com dizeres dourados. Cantos ligeiramente amassados. Pertence manuscrito antigo de instituição extinta. Papel conservando a sonoridade original. Miolo muito limpo em excelente estado de conservação.
Embora tenha saído sob o nome de Manuel de Menezes, foi escrita por José Pereira Baião (Borba de Morais, I, p. 57).
A segunda parte da obra é rarísisma, e segundo Inocêncio, conheciam-se à época apenas três exemplares, sendo dois em mãos de particulares, tanto de que há notícia. Tal facto se deve terem sido destruídos antes se colocarem à venda, por ordem da Academia Real de História.
Autoria da obra é atribuiida por Barbosa Machado a José Pereira Bayão, mais tarde confirmada pelo bibliógrafo Inocêncio.
Trata-se de uma Crónica recheada de interessantes documentos para a história das possessões ultramarinas durante o terceiro quartel do séc. XVI assim como uma importante obra para o estudo do reinado de D. Sebastião e do Sebastianismo.
MUITO ESTIMADA, RARA E VALIOSA.
Ameal, 1746
Azevedo Samodães, 2384
Barbosa Machado, III-310
Borba de Moraes,
Inocêncio, V-96 & VIII-163
Monteverde, 4041
Pinto de Matos, 446
Sousa da Câmara, 2190
(não mencionado em Ávila Perez)
.
Descrição:
Librairie Hachette & Cª, Paris, 1872. In-8º de XXIV-268 págs. Encadernação coeva, inteira de skivertex preto, com rótulo em pele vermelha com dizeres dourados na lombada. Apresenta um grande mapa desdobrável, representando parte do continente sul-americano , expondo na totalidade o território do Brasil. A carta é da autoria de J. Belin de Launay.
Trata-se da tradução francesa por Felix Vopgeli à edição inglesa de 1869 e corresponde a uma descrição da viagem realizada ao longo de 16 meses entre Abril de 1865 e Julho de 1866, com grande destaque às observações naturais da geologia e paleontologia, fauna e flora (com recolha de 582 espécies de palmeiras). Descrevem de igual forma o Rio de Janeiro, Manaus, o rio Amazonas, Ceará, escravatura, Museu de História Natural, Instituições Públicas, etc ...
Autoria de Luis Agassiz (1807-1873) e Elizabeth Cabot Cary Agassiz (1822-1907).
Este título consta na Biblioteca Mindlin (depositada USP).
Descrição:
Editor proprietário Francisco Arthur da Silva, Lisboa, 1880. In-8º de 231 págs. ilustrado em separado. Encadernação coeva, inteira de carneira flamejante, lombada lisa e decoração vegetalista em casas abertas com filetes triplos alternados e rótulo de pele vermelha com dizeres também dourados. Antigo carimbo de posse na folha de guarda, indicando proveniência insular de Cabo Verde. Ligeiro aparo marginal, como habitual nos livros do século XIX, sem as capas de brochura.
Edição ilustrada com 14 gravuras abertas em chapa d'aço e um grande mapa desdobrável (com restauro amador) da Costa Ocidental de Africa entre Molembo e o Rio Dande (realizado por José Baptista d'Andrade em 1858). Aborda assunto etnográficos, geográficos, o comércio e a escravatura, a caça, feitiçaria, cerimónias fúnebres, jazidas de pedras preciosas, etc ...
Faz-se acompanhar no início com uma longa carta de MAnuel Pinheiro cagas e no final uma de José Baptista d'Andrade (autor do mapa que se faz acompanhar a obra).
Descrição:
Na offic. de António Vicente da Silva, Lisboa, 1760. In-8º de 11 ff. inums-213 págs. Encadernação coeva inteira de pele decorada na lombada a quatro nervos em casas abertas, com florões, filetes duplos e dizeres a ouro sobre rótulo pele castanha escura. Pequeno corte no pé da lombada, sem falta de pele. Primeiras páginas com ligeiro empoeiramento.
BOM EXEMPLAR E RARO no mercado.
Obra não referida na bibliografia das principais colecções de livros antigos portugueses. Inocêncio refere ter sido reimpressa em 1794. Embora no frontspício indique a existência de dois tomos, e no final do volume (em títulos compostos por mais de um volume) constar o tradicional "Fim do primeiro Tomo", tanto Incêncio como na informação da BN, apenas se imprimiu a primeira parte desta obra.
Academia das Ciêncas de Lisboa apresenta um exemplar (BACL-11-723-14)
Biblioteca Nacional apresenta um exemplar (S.A.-10642-P)
Diccionário de Pseudónimos de Albino Lapa (1980), 2111.
Guia de fontes primárias sobre Acadêmicos Esquecidos e Renascidos (1724/1759) por Carlos Mendes Morais (2010).
Inocêncio, I 135 & VIII 141.
Descrição:
Impressão Régia, Lisboa, 1810. In-8º de [127 págs] numeradas de 109 a 238. Exemplar em brochura, tal como saiu, apenas com os cadernos cozidos entre si. Margens intactas. Impressão sobre papel de boa qualidade, mantendo a sua sonoridade original.
Exemplar com carimbo de posse a óleo, do imponente bibliófilo e filósofo Prof Joaquim de Carvalho.
Obra elaborada a partir Das Memorias para a Historia do Jacobinismo do Abade Barruel, e publicada em Portuguez para confusão dos Impios, e cautéla dos verdadeiros amigos da Religião, e da Patria.
Trata-se da parte II da mesma obra, publicada em 1809, cuja numeração é corrida a partir da primeira parte (sairam ao todo seis partes até 1812).
Inocêncio (IV, 209) diz-nos que " ... ainda não está de todo liquida a parte que a J. Agostinho de Macedo coube n'esta publicação. No opúsculo Os Sebastianistas (parte2ª, pág. 15) diz elle, que só o segundo volume é seus, sendo o primeiro de uma douta penna ...".
Descrição:
Na Impressão de Alcobia, Lisboa, 1823. in-8º de (8)-177-(1) págs. Encadernação coeva, em carneira flamejante, cabeça da lombada e margens das capas com falta de pele. Miolo limpo e fino trabalho de traça nas últimas folhas, afectando a mancha tipográfica sem qualquer prejuízo de leitura. Corte das folhas brunido a pigmento amarelo. Com ex-libris no verso da capa anterior.
As páginas iniciais contêm o Alvará de 30-09-1770, com dedicatória ao Marquês de Pombal e no final, ao longo de uma página, vem uma poesia em latim, em louvor do autor por António Félix Mendes.
Pertence com assinatura de posse de Joaquim José Roiz da Silva (de quem encontrámos referências em documentos relativos à Guerra Civil Portuguesa de 1832 e 1834, de quem é autoria do poema amoroso, datado e assinado) constante no verso da última folha de guarda.
Inocêncio I, 175.
Descrição:
[Editora Gráfica Portuguesa, Lda], Lisboa. 1958. In-8.º de 60-(4) págs. Brochado. Nítida impressão sobre papel de qualidade superior, encorpado.
Ostenta uma dedicatória autógrafa.
Exemplar em excelente estado de conservação, não obstante os insignificantes picos de humidade da capa anterior.
PRIMEIRA EDIÇÃO de um dos primeiros e mais raros livros de poesia de Natália Correia, ligado à “tendência surrealista da poesia portuguesa”.
Descrição:
Guimarães Editores, Lisboa. 1986. In-4º de 131-(3) págs. Brochado com ligeiros picos de humidade.
Belíssima edição reproduzindo em página inteira 15 gravuras de Durer e ainda, como vinhetas de remate, alguns elementos das mesmas. Bela edição impressa a negro e vermelho.
SUB-TÍTULO: “AGUSTINA BESSA-LUÍS escreve sobre a REVELAÇÃO DE SÃO JOÃO obra ilustrada e gravada no ano de 1498 por ALBRECHT DURER em quinze xilogravuras de folha inteira o qual tudo aqui novamente se publica por GUIMARÃES EDITORES na cidade de Lisboa no ano de 1986 com a versão portuguesa do APOCALIPSE de acordo com a tradução de ANTÓNIO PEREIRA DE FIGUEIREDO da Congregação do Oratório”.
Exemplar numerado e autografado. PRIMEIRA EDIÇÃO
Descrição:
Guimarães Editores, Lisboa, 1990. In-8º de 84-(3) págs. Brochado, com ilustrações ao longo do texto e em separado de sua filha Mónica Baldaque.
Capas empoeiradas.
PRIMEIRA EDIÇÃO continuação (parte II) do título Dentes de Rato.
Descrição:
Contexto Editora, Lisboa, s.d. (1981). in-8º oblongo com 43-(5) págs. Brochado. Impressão em papel encorpado. Ilustrado com 6 fotografias de Jorge Molder. Inserido na colecção Cábulas de Navegação.
Capas de brochura ligeiramente empoeiradas. BOM EXEMPLAR.
PRIMEIRA EDIÇÃO. É deste livro (poético), da página 9, que vem a conhecida expressão da autora:
"a única solidão é aquela que não tem passado".
Descrição:
Cognitio, Lisboa, s.d. (1982). in-8º de 206 págs. Brochado. Profusamente ilustrado ao longo do texto e em separado.
Trata-se da terceira edição.
Descrição:
Centro Gráfico, V. N. Famalicão, 1963. In-8º de 169-81) págs. Brochado. Apenas a capa anterior com picos de acidez, e miolo muito limpo. Excelente exemplar.
PRIMEIRA EDIÇÃO (e única).
Descrição:
s.l. (Secretariado da Propaganda Nacional, Lisboa), s.d. In-8º de 8 págs. Brochado, com os cadernos por abrir. Ponto de ferro insignificantemente oxidado.
EXEMPLAR IMPECÁVEL sem qualquer vinco nem dobra horizontal (como muitas vezes ocorre) - PEÇA DE COLECÇÂO desta primeira edição, autêntica, impressa em papel azul, que se distingue da outra (dada a luz pouco tempo depois, impressa em papel branco) pelo menor número de páginas, proporcional ao tamanho do tipo usado.
Foi proibido de circular pela censura do estado novo.
Descrição:
"Olisipo" Apartado 145, Lisboa, 1921. In-4º de dois opúsculos respectivamente com 20 e 16 págs. Encadernado, preserva todas as quatro capas de brochura.
Encadernação inteira de chagrin côr tabaco com elaborado e estilizado ferro floral gravado a negro na pasta anterior, emoldurada por uma roda art-déco dourada em amnas as pastas. Lombada a 5 nervos, gravada a ouro e pigmento negro, em casas abertas.
PRIMEIRA EDIÇÃO publicada ainda em vida do autor, na sua própria editora.
PEÇA DE COLECÇÃO.
Descrição:
Portugália Editora. Lisboa. 1949. In 8° de 194-(1) págs. Brochado com desenho na capa por Lima de Freitas. Capa anterior com ligeira mancha provocada pela acção química da acidez. Miolo impecável, muito limpo.
Exemplar com rúbrica autógrafa de Vergílio Ferreira (ver foto).
PRIMEIRA EDIÇÃO, dos primeiros livros do autor ( a quarta obra) assim como dos mais raros.
Descrição:
Em Lisboa. Na Officina de Francisco Villela. M.DC.LXXIII [1674], nos dois tomos. In-4º (18)-391-(5) e (16)-416-(24) págs. Encadernado, os dois tomos em um.
Encadernação coeva, artística a inteira de pele, gravada com molduras múltiplas a sêco nas pastas e lombada a 5 nervos com ferros a ouro, dispostos em casas fechadas. Apresenta vestígios de xilófagos imperceptivelmente nos festos. Rúbrica de posse coeva e rasurada no frontspício. Mantem a sonoridade original do papel. Cabeça da lombada com peqeuna falta de pele, falho de rótulo de pele.
INVULGAR Terceira edição, desta estimada obra de Faria e Sousa, mais tarde reformada sob o título de Europa Portuguesa.
Inocêncio V, 415 & XVI, 185.
Palau 86884 & Palau (1990), III-186 (é a mesma obra que o autor refundiu e ampliou com o titulo de Europa portuguesa)
Descrição:
Livraria Clássica Editora, Lisboa, s/d (1951). In-8º de 366-(2) págs. Enc. conserva capas de brochura. Ilustrado em extra-texto com fotografias do autor. Tradução de José da Natividade Gaspar.
Encadernação meia francesa em pele verde, lombada de 4 nervos com decoração e dizeres dourados dispostos em casas abertas. Ligeiro aparo marginal. Corte superior das folhas carminado. Pele na lombada e charneira ligeiramente ressequida. Rúbrica de posse no ante-rosto.
EDIÇÃO ORIGINAL portuguesa deste clássico da literatura marítima mundial, narrando uma epopeia dos pescadores portugueses dos bancos da Terra Nova e Groenelandia.
Descrição:
Centro de Estudos Românicos, Coimbra, 1971. In-8º de 594 págs. Brochado com ocasionais picos de acidez. Miolo impecável, em excelente estado.
Com uma dedicatória autógrafada a Prof. Doutor Jorge Alarcão (especialista em Arqueologia Romana).
Descrição:
"Olisipo", Apartado 145, 1921. In-4º de 45-(1) págs. Encadernação moderna com capas de brochura. Ilustrado com o seu auto-retrato. Conserva as capas de brochura.
Encadernação inteira de marroquim verde, assinada Invicta Livro, com gravação a negro, no plano anterior, reproduzindo a capa de brochura. Ligeiro e leve aparo à cabeça. Raríssimos picos de acidez. Capa de brochura anteriro com antigo carimbo comercial eliminado (ver foto).
EDIÇÃO ORIGINAL de um dos mais raros títulos representativos da obra literária de Almada Negreiros.
Descrição:
Agência Geral das Colónias, Lisboa, 1941. In-8º de 103-(3) págs. Brochado preservado dentro de uma caixa-estojo de execução artística, inteira de pele cor-de-mel, gravada a pigmento negro na pasta anterior, representando um pentagrama estilizado em movimento circular centrípeto. EXEMPLAR COM MIOLO IMACULADO e absolutamente em MINT CONDITION.
Segunda edição de muito cuidada apresentação gráfica, em que foram corrigidos e datados alguns poemas.
Na opinião de bibliófilos (há um registo efectuado por Laureano Barros considerando ser a tiragem de 500 exemplares) e livreiros, unaninamente, é considerada MUITO MAIS RARA QUE A PRIMEIRA EDIÇÃO publicada em 1934 - PEÇA DE COLECÇÃO
Descrição:
Edição da Renascença Portuguesa, Porto, 1921. In-8.º de 116-(6) págs. Brochado. Ilustrado por João Peralta.
Capas de brochura com picos de humidade e charneira com alguns defeitos de manuseamento. Miolo igualmente apresentando foxing disperso. Bom exemplar, apesar dos defeitos apontados.
PRIMEIRA EDIÇÃO.
Descrição:
Edições Ática, Lisboa, (1964). In-8º de 103-(1) págs. Brochado. Exemplar em mint condition.
Ilustrado com desenhos, a negro e branco, em folhas intercaladas no texto, por BiÓ.
CONSERVA A RARA CINTA EDITORIAL desta edição de invulgar aparecimento no mercado.
Descrição:
Publicações Europa-América, Lisboa, 1960. In-8.º de 183-(2) págs. Brochado. Capa com arranjo gráfico de Sebastião Rodrigues sobre um quadro de Júlio Pomar. Inserido na colecção "Os livros das três abelhas".
Exemplar com insignificantes defeitos de manuseamento e pequena rúbrica de posse no ante-rosto. Apesar dos defeitos apontados, exemplar em muito bom estado de conservação.
Primeira edição.
Descrição:
Olisipo - Sociedade Editora, Lisboa. 1922. In-8º de 72 págs. Enc. com retrato.
Encadernação moderna meia francesa em pele castanha, lombada com quatro nervos, decoração a ouro em casas fechadas. Conserva capas de brochura e o retrato original do autor realizado pela Casa Bobone.
Trata-se da segunda edição, de cuidado apuro gráfico, impressa em papel de linho de grande qualidade. Vem adornado com um retrato original do poeta impresso em papel de prata, e colado à parte e que foi motivo pela sua apreensão efectuada pela censura política e consequentemente retirado do comércio.
Obra icónica da literatura portuguesa do séc. XX.
Descrição:
Na officina de Miguel Manescal, Lisboa, 1699. In-8º de 251-(10) págs. (A-Aiiij, R). Enc.
Encadernação do séc. XVIII, inteira de carneira, lombada lisa sub-dividida em 6 casas abertas com decoração dourada e rótulo de pele vermelha, também com dizeres dourados. Corte generalizado e carminado de margens curtas, muitas vezes rente à mancha tipográfica. O papel de qualidade inferior, suportando ação do tempo sob efeito de elevado manuseamento, encontra-se muito bem conservado, mantem a estrutura de base e suporte da obra. Alguns defeitos menores . MUITO BOM EXEMPLAR.
Desta PRIMEIRA EDIÇÃO, em todas as bibliotecas públicas do território português, apenas se conhece o exemplar da Biblioteca Nacional.
É um livrinho DE ELEVADA RARIDADE não obstante a grande grande popularidade que conheceu, avaliando a herança das inúmeras edições ao longo de quatro séculos, dentro do género da medicina popular e das superstições.
Barbosa Machado I, 389
Conde de Arouca, 657
Inocêncio I, 269.
Descrição:
Na Officina de Miguel Manescal da Costa, Lisboa, 1753. In-8º de 158-(2)págs. Enc.
Encadernação coeva inteira de carneira mosqueda. Lombada com quatro nervos, decoração a ouro com ferros vegetalistas, dispostos em casas fechadas. Rótulo de pele castanha com dizeres dourados. Aparo generalizado salpicado a carmin. Assinatura de posse coeva. Carimbo de posse de Bayolo Pacheco de Amorim na página de guarda.
Texto polémico que conheceu uma edição única. O verdadeiro autor da obra foi o P. Francisco Duarte.
Inocêncio VI, 60 & IX, 284.
Descrição:
Na Offic. de Antonio Alvarez Ribeiro, Porto, 1796. In-8º de 252-(8) págs. Enc.
Encadernação de execução recente, inteira de pele mosqueada castanho alaranjada, com florões vegetativos em casas abertas na lombada, também com rótulo de pele preta.
Exemplar inteiramente por aparar, mantendo intactas as grandas rebarbas e margens desencontradas, tal como foi publicado.
Acidez na área da mancha tipográfica.
Inocêncio VII, 315
Descrição:
Na Tipographia da Acad. R. das Sciencias, Lisboa 1799. In-8º de XXVII-425-(1) págs. Enc.
Encadernação séc. XIX, inteira de pele aroboreada, e decorada a ouro com elegantes ferros, ao gosto romântico na lombada. Cabeça da lombada ligeiramente coçada. Corte das folhas carminado. Guardas pintadas em tina manual com cores intensas em torno de azul cobalto, de belíssimo efeito.
Ostenta um ex-libris xilográfico realizado por Ruy Palhé, numerado (tiragem de 50) e assinado.
Nítida impressão sobre papel de boa qualidade e gramagem superior, mantendo a sonoridade original.
As 27 páginas introdutórias são da autoria Stockler (Francico de Borja Garção Stockler) e tecem um perfil critico-biografico do autor.
PRIMEIRA E ÚNICA edição, póstuma.
Alexandre Herculano ( Panorama, vol.III de 1839), p. 197
Inocêncio II, 369.
Manuel Pinheiro Chagas (Portuguezes illustres, 2ª ed. 1873), p. 141–142.
Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, 1991, vol.I, p. 561.
Descrição:
Edições Lusitana, Lisboa, 1920. In-8º de LXXII págs. Enc.
Encadernação, assinada Frederico d'Almeida, meia francesa em pele castanha escura com cantos. Dizeres dourados na lombada. Conserva as capas de brochura (sem badanas) com ligeiros e insignificantes picos de acidez. Exemplar em muito bom estado de conservação. Aparado e carminado à cabeça. Restantes margens intactas e desencontradas.
Obra considerada de referência da história da literatrura portuguesa do séc. XX.
PRIMEIRA EDIÇÃO, JÁ BASTANTE RARA NO MERCADO.
Descrição:
Officina de Filippe da Silva e Azevedo, Lisboa, 1785. In-8º de (18)-287 págs. Enc.
Encadernação coeva inteira de carneira mosqueada. Impressão nítida sobre papel de boa qualidade, preservando a sonoridade original. Bonitas letras capitulares xilográficas e cabeções tipográficos de enfeite. Carimbo heráldico de posse, a óleo, no frontispício. Canto inferior com falha de papel sem afectar a mancha tipográfica. Imperceptível trabalho de traça, junto à lombada, das páginas 59 a 84, sem qualquer prejuízo da mancha tipográfica. Etiqueta de ordem de biblioteca à cabeça da lombada. Canto inferior direito com ligeira falta de pele.
Trata-se da PRIMEIRA OBRA publicada em Portugal pelo PRIMEIRO FEMINISTA PORTUGUÊS (séc. XVI), e aqui que se apresenta em segunda edição. Constitui também a primeira obra na história da tipografia portuguesa publicado por um açoriano.
Ávila Perez, 3346 (considera RARA)
Catálogo dos impressos de tipografia portuguesa do século XVI: a colecção da Biblioteca Nacional, nº 298.
Inocêncio VII, 189.
A obra encontra-se omissa nas restantes bibliografias consultadas. Conhecem-se exemplares desta segunda edição, na Biblioteca Nacional e na Biblioteca João Paulo II (UCP).
Descrição:
Assírio & Alvim, Lisboa, 1997. In-8º de 141-82) págs. Brochado. Impecável, como novo.
Edição bilingue (holandesa & portuguesa)
Descrição:
Livraria Fernando Machado, Porto, 1962. In-4º de 361-(11) págs. cartonagem editorial com sobrecapa e cinta vermelha editorial preservada. Ricamente ilustrado com estampas a cores e a negro.
Descrição:
Na Officina Komarekiana, Roma, 1728. In-fólio de (12)+ 444 págs. (a1 - z1; Aa-Zz; Aaa-Iii3). Encadernação coeva em carneira mosqueada, corte das folhas carminado.Mantem a sonoridade original do papel, exemplar muito limpo, sem defeitos maiores apontar.
Obra clássica em PRIMEIRA EDIÇÃO, já de RARO aparecimento no mercado.
Ávila Perez, 2935; Conde d'Ameal, 954; Inocêncio. II-377 & IX-291; Monteverde, 2435; Samodães, 1267.
Descrição:
Na Officina de Miguel Manescal da Costa, Lisboa, 1766. In-8º de 2 tomos com 21 ff. inums-362-(1) & (6)-312 págs encadernados em um. Encadernação coeva inteira de carneira mosqueada. Apresenta um modesto aparo marginal, com folhas timidamente carminadas. Carimbo de posse de antigo de extinta instituição, na página de rosto e na última folha. Assinatura de posse coeva.
Nítida impressão sobre papel encorpado mantendo a sonoridade orginal do papel. Cada um dos tomos apresenta 12 sermões.
Primeira e única edição da igualmente única obra publicada pelo autor (polémico).
Inocêncio, V, 331; omisso na Biblioteca Lusitana.
Descrição:
Imprensa de Coimbra, Coimbra, 1926. In-8º de(1)-220-(3) págs. Brochado. Capas de brochura ligeiramente oxidadas tipo foxing. Ex-libris no verso da ante-rosto.
Bom exemplar.
Descrição:
In-8º de (5)-162 + 3 ff em branco. Encadernação artística, coeva inteira em calfe grenat, com roda em cercadura floreada e dourada em ambas as pastas. Corte das folhas cinzeladas e brunidas a ouro fino.
Lombada com ligeiros sinais de manuseamento, sem prejuizo algum da estrutura de suporte.
Frontispício "caligráfico" com dizeres manuscritos dispostos em moldura e verso com desenho de vaso de flores, também em moldura, ambas as páginas desenhadas com dupla molduras e intercaladas com belos motivos vegetalistas.
Manuscrito inteiro a punho único, muito legível e escrito a duas tintas variantes de sépia, estando a cor mais clara, por vezes, com dificuldades de leitura. Pelo tipo de caligrafia e representação numérica cremos tratar-se de um manuscrito do final de setecentos, inícios de oitocentos.
Descrição:
Pontevedra, 1916. In-8º de XXXIV-(1)-49-(1) págs. Brochado com lombada fragilizada. Mancha de humidade marginal na capa de brochura anterior. Ocasionais manchinhas de foxing ao longo do texto.
Tiragem limitada a 350 exemplares.
O estudo preliminar ocupa as primeiras 34 páginas. Ostenta uma dedicatória autógrafa do organizador e responsável pela publicação a Srª Dª Urbana Soares de Albergaria.
Relação da vida de D. Mariana Bernarda de Távora, última condessa de Atouguia, filha mais velha dos marqueses de Távora, de setembro a janeiro de 1759 - do atentado ao rei D. José até à sua entrada no Convento do Grilo, onde ficarºa até 1777. De maior interesse pela descrição da vida social da alta nobreza, a relação do padre jesuíta Malagrida com os Távoras. Constitui uma das obras que vem pôr em causa o que a historiografia portuguesa, baseada em relatos de viajantes estrangeiros, tem escrito sobre a mulher aristocrata do século XVIII.
Descrição:
Imprensa Portuguesa. Porto, 1923. In-4.º de 190-(4) págs. Encadewrndo em pele verde. Nítida impressão de esmerada apuro gráfico, com frontspício impresso a duas cores sobre papel de linho.
Estimado e invulgar estudo histórico-genealógico, ilustrado com um brasão dos Pessanhas impresso a vermelho e prata. Em folhas desdobráveis possui um Esquema do Almirantado dos Pessanhas e V Tábuas genealógicas.
Descrição:
Edição da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa, 1991. In-4º de 205-(2) págs. Brochado.
Tiragem de 1500 exemplares com texto em português e 1500 exemplares com texto em inglês.
Apreciado e valioso catálogo sobre a Arte do Marfim, logo esgotado assim que publicado. Edição profusamente ilustrada a cores, com cerca de 600 peças em marfim dos séculos XVI, XVII e XVIII, provenientes em grande parte de colecções particulares.
Importante e impriscindível catálgo para qualquer estudioso das artes decorativas do marfim provenientes das regiões afro e indo-portuguesas, mogol e cingalo-portugueses, sino e nipo-portugueses.
Descrição:
Na Impressão Régia, Lisboa, 1827. In-8º de (6)-380-(2) págs. Encadernação coeva inteira de carneira flamejada, com dizeres e filetes dourados na lombada, com rótulo de pele vermelha. Conserva o magnífico retarto desenhado por Jozé Coelho e gravado por J.(oão) V.(icente) Priaz. Carimbos de posse antigas no rosto. Mantem a sonoridade original do pale, bastante encorpado e em exceelnte estado de conservação.
2ª edição, a definitiva, muito alterada e acrescentada relativamente à anterior.
Inocêncio IV, 183-215 & XII 200-203.
Descrição:
Na officina de Antonio Gomes, Lisboa, 1788. In-8º de IV-202 págs. Encadernação coeva inteira de carneira mosqueada com dizeres dourados na lombada. Conserva a sonoridade original do papel. Apresenta ex-libris no verso da pasta anterior. Ligeira mancha esvanecida no canto superior direito. Ligeiros e insignificantes defeitos de manuseamento.
Considerada a primeira obra a revelar preocupações didácticas no campo da ortografia, também relativamente às classes sociais menos favorecidas e menos instruidas. Trata-se da 6ª edição, acrescentada.
Inocêncio IV, 21 e X, 332.
Exclusiva da BNP apresenta 3 exemplares desta edição, sendo ausentes de outras bibliotecas públicas.
Exemplar igual ao da Biblioteca de Leite Vasconcelos, nº 9, p. 64
Descrição:
Na Officina de Antonio Pedrozo Galrão, Lisboa, 1719. In-8º de (20)-418 págs. Encadernação coeva em pergaminho com dizeres caligrafados na lombada.
Nítida impressão a duas colunas, sobre papel de boa qualidade, mantendo a sonoridade orginal. Adornada com belíssimos florões e outras vinhetas tipográficas de remate.
Carimbo a óleo de posse na última página, de uma instituição religiosa extinta. Pequena mancha marginal esvanecida de tinta.
Inocêncio XVII, p. 12. ; não foram localizados mais exemplares além os da BN.
A única referência encontrada ao autor, vem descrita numa carta do Padre António Vieira escrita na Baía em 9 de Agosto de 1688 (in Epistolografia, Cartas de Lisboa, Cartas da Baía, vol. IV, p. 373, ed. Círculo de Leitores, 2013).